O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Em decisão amplamente esperada, o banco central norte-americano manteve a taxa referencial na faixa entre 5,25% e 5,50% ano — foi o gráfico de pontos que mandou a mensagem aos mercados
O dia é dos namorados, mas o romance entre o Federal Reserve (Fed) e o mercado está longe de acontecer — tudo indica que não deve rolar nada antes de setembro. Nesta quarta-feira (12), o banco central norte-americano manteve os juros inalterados na faixa entre 5,25% e 5,50% ao ano.
A decisão, no entanto, era amplamente esperada. Há dias, 99% dos investidores viam a possibilidade de manutenção da taxa como aconteceu hoje e jogavam as apostas do primeiro corte de juros nos EUA para os meses de setembro, novembro e dezembro — com o último mês do ano concentrando a maioria delas.
No comunicado, o banco central norte-americano diz que a atividade econômica continuou a se expandir a um ritmo sólido, com fortes ganhos de emprego e taxa de desemprego baixa. Sobre a inflação, o documento traz uma mudança sutil.
"Nos últimos meses, registaram-se novos progressos modestos em direção ao objetivo de inflação de 2% do Comitê", diz o comunicado.
Na decisão anterior, o comunicado dizia que havia quase nenhum progresso em relação ao caminho da inflação em direção à meta de 2% do Fed.
A reação do mercado foi imediata. Os três principais índices de ações de Nova York perderam um pouco de fôlego, com o Dow Jones invertendo o sinal e operando no vermelho. Por aqui, o Ibovespa seguiu em queda, enquanto o dólar avançava. Acompanhe a cobertura ao vivo dos mercados.
Leia Também
Conforme a coletiva de Jerome Powell, o presidente do Fed, foi evoluindo, Wall Street foi ganhando nova tração. O Seu Dinheiro decifrou os principais sinais que o chefão do BC dos EUA e seus colegas de comitê enviaram aos mercados e conta para você a partir de agora.
O que muito investidor por aí queria saber é se o Fed continuaria prevendo três cortes de juros este ano — como fez em março, a última vez em que o comitê de política monetária (Fomc) atualizou suas previsões.
E a divulgação do índice de preço ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) antes da decisão sobre os juros deu uma pista do que estava por vir. o CPI ficou estável em maio ante abril. As previsões eram de alta de 0,3% na base mensal.
O núcleo do CPI, que exclui itens mais voláteis como energia e combustíveis, avançou 3,4% em maio em base anual, abaixo da estimativa de alta de 3,5% do mercado.
Mas quem telegrafou a mensagem (de amor?) do banco central norte-americano ao mercado sobre os juros foi mesmo o famoso dot plot.
O também conhecido gráfico de pontos do Fed mostra que os membros do comitê projetam um corte nos juros este ano, dois a menos do que a projeção anterior.
As previsões do Fomc indicam juros médios de 5,1% em 2024 ante 4,6% previstos em março. Com a atual taxa na faixa de 5,25% a 5,50%, o dot plot implica em um corte de 0,25 ponto percentual (pp). A projeção anterior de março mostrava três cortes nas taxas em 2024.
A nova projeção para os juros mostra um comitê dividido sobre o futuro da política monetária nos EUA: sete dirigentes veem a taxa na faixa entre 5,00% e 5,25% este ano e oito projetam os juros entre 4,75% e 5,00% ao final de 2024.
Numa indicação adicional de uma tendência agressiva por parte dos banqueiros centrais, o gráfico de pontos mostrou quatro responsáveis a favor da ausência de cortes este ano, contra dois anteriormente.
Para 2025, o Fomc prevê agora cinco cortes nos juros, equivalentes a 1,25 pp, abaixo dos seis de março.
Outro desenvolvimento significativo ocorreu com a projeção para os juros em longo prazo —essencialmente um nível que não impulsiona nem restringe o crescimento. Esse patamar subiu de 2,6% para 2,8%, um sinal de que a narrativa de higher-for-longer (mais alto por mais tempo) está ganhando força entre os membros do comitê.
Em uma indicação adicional de uma tendência agressiva por parte membros do Fomc, o gráfico de pontos mostrou quatro deles a favor da ausência de cortes este ano, contra dois anteriormente.
Com as projeções publicadas, os investidores refizeram as apostas no corte de juros. A probabilidade de redução em setembro subiu de 52,8% de ontem para 63,5% agora. Mais cedo, logo depois da divulgação do CPI, essas chances passavam de 70%.
Para novembro, as apostas subiram de 68,1% ontem para 76,3% agora. Dezembro continuou concentrando a maior parte dessa probabilidade, saltando de 88,9% ontem para 93,2% agora. Os dados são compilados pelo CME Group por meio da ferramenta FedWatch.
A cada três meses, o Fomc divulga as projeções não só para os juros como também para a economia. Confira as estimativas atualizadas de junho:
Juros
PIB dos EUA
Inflação medida pelo PCE
Taxa de desemprego
Se as grandes estrelas neste dia 12 de junho são os casais de namorados, no caso do mercado, os olhos brilhavam para Jerome Powell — e os sinais sobre quando o romance com o Fed finalmente vai engatar.
O presidente do banco central norte-americano abriu a coletiva reconhecendo os progressos na inflação, mas voltou a avisar que ainda não há confiança necessária para que o Fomc inicie o tão esperado ciclo de afrouxamento monetário nos EUA.
"A inflação melhorou, mas ainda está alta, acima da meta de 2%. Expectativas de inflação se mostram bem ancoradas. Não vamos cortar os juros até ganharmos confiança de que os preços estão em trajetória sustentável na direção da meta. A inflação vem apresentando progressos, mas precisamos ver mais bons dados para ter essa confiança", disse Powell.
Powell também fez questão de destacar que as projeções do dot plot não são um plano do comitê para os juros: "O comitê continuará acompanhando os dados para avaliar a melhor decisão e estamos prontos para agir conforme necessário. Vamos decidir reunião por reunião, com base em dados".
Questionado sobre o fato de as projeções indicarem uma inflação mais elevada neste ano e a necessidade de o Fed ver os preços caminharem na direção da meta de 2% de forma sustentável, Powell disse que se trata de uma visão mais conservadora do comitê.
"Há um elemento de conservadorismo que estamos assumindo; assumimos que [os dados de inflação] serão bons, mas não incríveis. É um jeito conservador de projetar os dados. Se vierem dados melhores como o de hoje serão bem-vindos", disse o presidente do Fed.
Powell também foi interrogado sobre a divisão entre os membros do Fomc sobre o futuro dos juros nos EUA. "Ninguém discute que a decisão só será tomada com base em dados", afirmou.
O chefão do BC dos EUA ainda explicou o que é necessário para que os juros caíam. "Precisamos ganhar mais confiança. Certamente mais dados bons de inflação ajudarão nisso, mas não vou dizer quantos mais são necessários. Podemos ver também dados inesperados de enfraquecimento do mercado de trabalho", disse.
Indicador simbólico criado por cientistas aponta que riscos como guerra nuclear, mudanças climáticas e avanço da inteligência artificial levaram o mundo ao ponto mais crítico desde 1947
As bolsas dos principais países da região acumulam ganhos de pelo menos 10% em janeiro, mas nem tudo que reluz é ouro e a agência de classificação de risco aponta prós e contras que podem determinar o futuro dos seus investimentos
Matheus Spiess, analista da Empiricus, fala no podcast Touros e Ursos desta semana sobre a ruptura de Trump com o ambiente econômico e geopolítico das últimas décadas
Pressionada por custos elevados, petróleo barato e déficit fiscal, Arábia Saudita redesenha o megaprojeto urbano lançado em 2017
Corinthians x Gotham FC nesta quarta-feira (28), às 9h30, pela semifinal do Mundial de Clubes feminino da Fifa
Pesquisas por voos para o Brasil cresceram de forma abrupta logo após a notícia; Pequim, Xangai, Guangzhou, Chengdu, Xiamen e Shenzhen estão entre as cidades de partida mais procuradas
Cinco casos confirmados e cerca de 100 pessoas em quarentena na Índia; especialistas reforçam que a doença é rara e altamente letal
Quando estiver valendo, o tratado criará uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, ligando dois blocos e um mercado com mais de 700 milhões de pessoas
Devolução dos pandas ao país de origem simboliza o agravamento das tensões diplomáticas, comerciais e de segurança entre Pequim e Tóquio, em meio a atritos sobre Taiwan, barreiras econômicas e gastos militares
Descoberta revela moedas de ouro raríssimas da época da Guerra Civil Americana; conjunto é avaliado em milhões de dólares
Túnel de Base do Gotardo encurta travessias alpinas, tira caminhões das estradas e virou um marco de planejamento de longo prazo
O presidente dos EUA acusa o primeiro-ministro Mark Carney de transformar o país vizinho em um “porto de entrada” para produtos chineses
Um detalhe de estilo do presidente francês viralizou no Fórum Econômico Mundial e adicionou milhões de dólares ao valor de mercado de uma fabricante de óculos
Para o banco norte-americano, embora o otimismo já esteja parcialmente refletido nos preços, ainda existem oportunidades valiosas em setores que alimentam a revolução tecnológica
No evento Onde Investir 2026, especialistas traçam as melhores teses para quem quer ter exposição a investimentos internacionais e ir além dos Estados Unidos
Jerome Powell deixa a presidência do Fed em maio e Trump se aproxima da escolha de seu sucessor; confira os principais nomes cotados para liderar a instituição
Desvalorização do dólar, disparada do ouro, da prata e da platina, venda de títulos do Tesouro norte-americano — tudo isso tem um só gatilho, que pode favorecer os mercados emergentes, entre eles, o Brasil
Após anos de perdas e baixa contábil, a saída do “sonho grande” volta à mesa com a chegada do novo CEO Greg Abel; entenda
Pequena parte do dinheiro reaparece quase dez anos depois, mas a mulher por trás do maior golpe de cripto continua desaparecida
No interior da China, um homem decidiu morar dentro de uma montanha ao escavá-la por completo, criando uma casa sustentável integrada à produção agrícola