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O que derruba os papéis da empresa do setor de educação não é o que ela apresentou no primeiro trimestre, mas sim o que deixou de divulgar para o mercado; entenda essa história e saiba se vale a pena comprar os ativos que acumulam mais de 36% de queda em 2024
Quando uma empresa divulga resultados negativos, é esperado que as ações reajam em queda na bolsa. Mas o que faz uma companhia ter resultados neutros e os papéis despencaram mais de 10%, liderando as quedas do Ibovespa? É isso que está acontecendo com a Yduqs (YDUQ3) nesta segunda-feira (13).
O lucro líquido da Yduqs alcançou R$ 150,7 milhões no primeiro trimestre de 2024, leve alta de 0,8% na comparação com igual período do ano passado. No critério ajustado, a alta foi maior, de 11,2% na mesma base de comparação, para R$ 173,4 milhões.
Enquanto o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou R$ 509,1 milhões entre janeiro e março, crescimento de 3% na base anual, a receita líquida avançou 11,5%, alcançando R$ 1,464 bilhão.
Na avaliação do Citi, o resultado veio em linha com as projeções do banco. A XP Investimentos também considerou os resultados da Yduqs neutros — a corretora inclusive manteve a visão construtiva para o setor de educação após o balanço da empresa.
Mas os papéis YDUQ3 recuaram mais de 11% na bolsa hoje, liderando as maiores perdas do Ibovespa. No fechamento do pregão, as ações caíram 11,60%, e estavam cotadas a R$ 13,80. Acompanhe nossa cobertura ao vivo dos mercados.
O grande problema da Yduqs não foi o que a empresa apresentou no primeiro trimestre de 2024, mas o que deixou de divulgar ao mercado.
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O Citi afirma que os números ajustados da Yduqs vieram amplamente em linha com o esperado, mas pondera que as despesas com inadimplência e a decisão da empresa de não fornecer uma orientação futura (guidance) para o segundo trimestre afetam negativamente as ações YDUQ3.
A XP também chama atenção para o fato de a empresa não ter apresentado o guidance para os próximos trimestres e quem explica o motivo é o principal executivo da Yduqs.
“Ficaram incomodados de não darmos o guidance, mas o segundo e o terceiro trimestre são os piores historicamente. Quando olhamos para o segundo trimestre, começa a ter variações e fica constrangedor dar guidance. Não seria nem respeitoso dar o guidance. Seria a mesma coisa que não dar”, disse o diretor presidente da Yduqs, Eduardo Parente.
Segundo ele, a decisão teve como base tentar ser justo com o mercado e dar previsões que, de fato, representem a percepção da empresa.
As ações da Yduqs estão despencando na bolsa nesta segunda-feira (13) e a performance dos papéis do ano até agora também não é das melhores.
YDUQ3 acumula perda de 36,5% em 2024 e baixa de mais de 4% no mês de maio — seria esse o sinal de que o papel está barato e que vale a pena comprar?
A XP diz que sim. A corretora tem recomendação de compra para a Yduqs, com preço-alvo de R$ 29,70 — o que representa um potencial de valorização de 90,3% em relação ao último fechamento.
A visão construtiva da XP é baseada, entre outros fatores, nos números de captação e ticket médio e no amplo espaço para expansão no segmento de escolas de medicina.
O Citi também reiterou a recomendação de compra para Yduqs, com preço-alvo de R$ 20 — o que representa um potencial de valorização de 28,1% sobre o fechamento de sexta-feira (10).
De acordo com a empresa, a gestão de Reynaldo Passanezi Filho, que deixa o cargo, foi marcada por um ciclo de crescimento da companhia, avanços em eficiência operacional e investimentos em níveis recordes
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