Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

VISÃO 2030

Vale (VALE3) em tempos de crise na China e preço baixo do minério: os planos do novo CEO Gustavo Pimenta após o resultado que agradou o mercado

Novo CEO fala em transformar Vale em líder no segmento de metais da transição energética, como cobre e níquel; ações sobem após balanço do 3T24

Carolina Gama
25 de outubro de 2024
16:15 - atualizado às 14:17
Gustavo Pimenta, novo CEO da Vale (VALE3).
Gustavo Pimenta, CEO da Vale (VALE3) - Imagem: Divulgação

Gustavo Pimenta foi alçado ao cargo de CEO da Vale depois de um processo conturbado de escolha — que ganhou contornos ainda mais pesados devido à desvalorização do minério de ferro e das ações VALE3, um processo acompanhado por uma crise mais profunda do que parece na China

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Foi sob essas tintas carregadas que, na noite de quinta-feira (24), a Vale apresentou os primeiros resultados financeiros sob o comando de Pimenta e, apesar da queda de 15% do lucro entre julho e setembro, o mercado celebrou o desempenho da companhia, catapultando a mineradora às maiores altas do Ibovespa nesta sexta-feira (25)

Pimenta estreou com o pé direito — embora tenha assumido apenas no início de outubro. Além do resultado acima do esperado pelo mercado no período, a Vale também anunciou o acordo definitivo com a Samarco, a BHP e órgãos públicos para reparar o desastre causado pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 2015, em Mariana (MG). 

A proposta de R$ 170 bilhões foi detalhada pelo Seu Dinheiro e você pode conferir tudo aqui

Esse era um dos nós que a gestão de Pimenta precisava desatar — ele ainda tem outros, que incluem a relação com Brasília, depois que o governo não conseguiu emplacar o ex-ministro Guido Mantega como CEO e passou a tecer duras críticas à mineradora.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesta sexta-feira (25), Pimenta participou da teleconferência de resultados da companhia como CEO e abriu seu primeiro discurso agradecendo o antecessor, Eduardo Bartolomeo, ao dizer que o executivo “liderou a Vale em um dos períodos mais difíceis da mineradora, colocando-a em uma posição mais forte e mais preparar para um futuro muito maior”. 

Leia Também

Mas quais são os planos do CEO recém-chegado para uma das maiores empresas do País? O Seu Dinheiro separou os principais pontos do plano de Pimenta para a Vale que foi apresentado hoje.

  • GRATUITO: Leitor do Seu Dinheiro pode acessar análises exclusivas sobre a temporada de balanços em primeira mão; veja como

Vale: uma visão para 2030

Pimenta fez poucos rodeios e começou dizendo que o objetivo é levar a Vale para a parte inferior da curva de custos — um dado bastante celebrado hoje pelo mercado. 

Na quinta-feira (24), a Vale informou que o custo caixa C1 do minério, sem considerar as compras de terceiros, foi de US$ 20,6 a tonelada, uma queda de 6% ante os US$ 21,9 a tonelada no terceiro trimestre de 2023. O guidance para 2024 é de US$ 21,5 a US$ 23 por tonelada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Estamos partindo para o nosso sólido progresso para desenvolver a Visão Vale 2030, que pretendemos detalhar no nosso Vale Day, no início de dezembro", disse Pimenta, ressaltando que o movimento parte de três pilares.

“O primeiro pilar é a manutenção do foco em segurança e excelência operacional para melhorar a competitividade; o segundo se refere a um portfólio superior, no qual "vamos acelerar a nossa estratégia de minério ferro premium; e o terceiro é mostrar aos acionistas que a empresa é confiável”, acrescentou. 

Segundo o CEO, o objetivo é que a Vale consiga produzir cerca de 350 milhões de toneladas de minério de ferro — dos quais 80% a 90% serão produtos de alta qualidade.

"Temos uma plataforma única de metais básicos com chance de crescimento muito grande", adicionou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Brasil das bets: O futuro da economia e bolsa. Uma entrevista com Felipe Miranda

Um mix melhor

Nos planos de Pimenta também está a transformação da Vale em uma líder no segmento de metais da transição energética, como cobre e níquel. Por isso, a meta de sua gestão é melhorar o mix desses produtos e acelerar o crescimento da produção principalmente de cobre, com custos cada vez menores.

"Reduzimos mais uma vez o guidance do custo all-in do cobre", disse Pimenta, reforçando que prevê entregar o guidance de produção de 2024 no limite superior.

A Vale atualizou as projeções de custo all-in de cobre em 2024 para entre US$ 2.900 e US$ 3.300 por tonelada, de US$ 3.300 a US$ 3.800 estimados anteriormente. 

O fim das barragens da Vale

Além do plano de custos e produção, o CEO da Vale disse que a mineradora segue com a meta de eliminar todas as barragens à montante no Brasil. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Neste sentido, ele disse que o acordo oficializado nesta sexta-feira (25) com o governo, de R$ 170 bilhões para reparação dos danos decorrentes da tragédia de Mariana, foi uma solução benéfica para todos.

"O dia de hoje marca capítulo importante da nossa história, com assinatura do acordo, que reforça o compromisso da Vale com a reparação justa. Chegamos a uma solução benéfica para todas as partes. O acordo de Marina confirma que instituições brasileiras são sólidas", afirmou Pimenta. 

Outro nó quase desatado: as concessões da Vale

Se a Vale desatou o nó do acordo final sobre o desastre de Mariana, Pimenta contou que a mineradora está bem perto de resolver uma outra questão importante para a empresa: a renovação das concessões de trens. 

As conversas com o governo estão avançando e, segundo o CEO da mineradora, a expectativa é de que haja uma solução para o caso ainda este ano

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Existem alguns procedimentos jurídicos que precisam ser seguidos, mas tudo indica que até o final do ano a gente consiga resolver essa discussão”, afirmou Pimenta. 

O governo cobrava inicialmente R$ 25,7 bilhões pelas concessões. Em maio, a Vale colocou na mesa uma proposta de R$ 16 bilhões e o governo pediu. Nos bastidores, circula a informação de que agora as conversas giram em torno de R$ 20 bilhões. 

A China no caminho da Vale

Pimenta participou a teleconferência acompanhado de outros executivos da Vale e coube ao vice-presidente executivo interino de Soluções de Minério de Ferro da Vale, Rogério Nogueira, a missão de falar sobre a China, a maior consumidora de minério de ferro do mundo

Nogueira disse que o governo chinês vem tomando medidas para melhorar a confiança dos consumidores — abalada por problemas internos como os do mercado imobiliário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O governo chinês tem trabalhado para aumentar a confiança do consumidor com estímulos fiscais e monetários. Com isso, o consumo vai se estabilizar”, disse. 

Para ele, a redução do investimento em ativos fixos no setor imobiliário vai ser compensado por investimentos em ativos fixos na indústria manufatureira e na infraestrutura.

“Quando você olha o mercado de minério de ferro, este mercado vai se estabilizar. No mundo, existe uma produção de 1,9 bilhão de toneladas, com a China sendo responsável por mais de 1 bilhão de toneladas em 2024. A expectativa é de que em 2025 sejam esses mesmos números”, disse. 

“Se o preço do minério se reduzir ainda mais, muita capacidade de produção vai sair do mercado”, acrescentou. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No terceiro trimestre, o preço realizado de finos de minério de ferro da Vale foi US$ 90,6 a tonelada, uma queda de 14% em 12 meses e recuo de 8% na comparação trimestral.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DE OLHO NA AGENDA

Temporada de balanços ganha força: Vale (VALE3), Santander (SANB11) e WEG (WEGE3) divulgam resultados; veja o calendário da semana

26 de abril de 2026 - 16:42

Bancos e indústria chegam com projeções otimistas para o 1T26, enquanto o mercado monitora sinais sobre demanda e rentabilidade

REGRAS DO MERCADO

Por que a Ecopetrol não precisa fechar o capital da Brava Energia (BRAV3)?

25 de abril de 2026 - 16:02

As partes envolvidas, Ecopetrol e demais acionistas, estruturaram a operação como formação de controle, e não como transferência de controle

FUSÕES

Sabesp (SBSP3) avalia transformar a EMAE em uma subsidiária integral

25 de abril de 2026 - 14:25

A Sabesp afirmou que avalia incorporar a totalidade das ações da EMAE por meio de uma relação de troca

COMPRA OU VENDA?

Rali do Bradesco (BBDC4) impressiona, mas XP mantém pé no freio e prefere ficar de fora

25 de abril de 2026 - 12:45

Mesmo com execução melhor que o esperado e recuperação operacional em curso, analistas avaliam que juros altos, competição e upside limitado justificam recomendação neutra para BBDC4

FIM DA NOVELA?

Petrobras (PETR4) e IG4 selam acordo pela Braskem (BRKM5); XP diz que movimento pode “destravar” reestruturação

24 de abril de 2026 - 19:50

Novo acordo prevê paridade no conselho e decisões conjuntas; analistas destacam maior influência da estatal em meio à fragilidade financeira da Braskem

A CERVEJA ESQUENTOU

Nem a Copa do Mundo salva a Ambev (ABEV3): Safra rebaixa ação e aumenta preço-alvo

24 de abril de 2026 - 16:15

Banco eleva preço-alvo de ABEV3 para R$ 16, mas avalia que mercado ignora pressão de margens e já precifica cenário positivo

VALE A PENA?

Brava (BRAV3) pode ter novo dono: colombiana compra 26% da junior oil e propõe OPA; o que muda para o investidor?

24 de abril de 2026 - 9:54

A estatal colombiana pretende, ainda, lançar uma OPA (oferta pública de ações) para comprar mais 25% das ações, com preço de R$ 23, prêmio de 27,8%

O ÚLTIMO A SAIR...

Sem CEO e sem CFO? Alliança Saúde (AALR3) vive onda de renúncias no comando; presidente sai após menos de um ano no cargo

24 de abril de 2026 - 9:26

Renúncia de Ricardo Sartim amplia incertezas enquanto empresa negocia dívidas e tenta reorganizar o caixa

SINAL AMARELO

Adeus, compra: JP Morgan rebaixa Klabin (KLBN11) e elege única favorita em papel e celulose; veja qual

23 de abril de 2026 - 19:45

Banco vê falta de gatilhos para a Klabin no curto prazo e cenário mais desafiador para a fibra longa e reforça aposta em concorrente

PONTO DE VIRADA

Depois de cortar 80% da dívida, Ocyan mira novos contratos da Petrobras (PETR4); estratégia pode até gerar dividendos

23 de abril de 2026 - 16:32

Ocyan entra em nova fase após reestruturação, com foco em contratos da Petrobras e crescimento sustentável no setor de óleo e gás

PRESSÃO MADE IN CHINA

Localiza (RENT3) sofre com invasão de carros chineses, mas há esperanças; ação pode subir até 25%, segundo o BTG

23 de abril de 2026 - 16:03

O banco mantém a recomendação de compra para a ação, além de ser a ação preferida do setor — ela é negociada a 13 vezes o preço da ação sobre o lucro estimado

O ‘PLANO GALÁXIA’

‘Não vai ser fácil’: o recado da CEO do Banco do Brasil (BBAS3) sobre 2026 — e o que vem depois da crise

23 de abril de 2026 - 14:25

Após forte pressão nos balanços, o BB reformula a estratégia de crédito rural — e quer destravar crescimento em um mercado ainda pouco explorado; veja o que dizem os executivos

O CONTRA-ATAQUE DO BB

O “novo Banco do Brasil” (BBAS3): como o banco tenta virar a página da inadimplência no agro — e saltar no crédito privado

23 de abril de 2026 - 12:34

Após forte pressão nos balanços, o BB reformula a estratégia de crédito rural — e quer destravar crescimento em um mercado ainda pouco explorado; veja o que dizem os executivos

EM RECUPERAÇÃO

Indefinido: veja o que a Raízen (RAIZ4) disse à CVM sobre as negociações com credores

23 de abril de 2026 - 10:31

Entre as propostas apresentadas também estaria a saída de Rubens Ometto, fundador da controladora Cosan (CSAN3), da presidência do conselho da Raízen

OI SOLUÇÕES

Última joia da coroa? Oi (OIBR3) coloca ativo bilionário à venda e movimenta gigantes das telecom; veja detalhes

23 de abril de 2026 - 10:01

Unidade de tecnologia e conectividade da Oi pode valer até R$ 1,6 bilhão, atrai interesse de grandes teles e marca nova etapa na reestruturação da companhia, que ainda prepara a venda de outros ativos bilionários

NÚMEROS INCERTOS

Investidores no escuro? Veja por que a Oncoclínicas (ONCO3) descontinuou a divulgação das projeções de lucro e Ebitda

23 de abril de 2026 - 9:33

A decisão tem em vista fatores macroeconômicos que o setor de saúde vem enfrentando ao longo dos últimos anos, associado ao desempenho financeiro da companhia

REORGANIZANDO A CASA

Após saída de Tanure, Light S.A. (LIGT3) troca CEO em subsidiária e nomeia novo diretor de RI

22 de abril de 2026 - 19:46

A mudança acontece em meio a uma sequência de ajustes na governança da elétrica, que tenta se reequilibrar após a recuperação judicial da controladora

PROVA DE RESISTÊNCIA

O grande teste das incorporadoras: quem aguenta mais um ano de crédito caro no setor? Itaú BBA responde

22 de abril de 2026 - 18:32

Ambiente mais restritivo favorece empresas com balanços mais sólidos e expõe incorporadoras mais alavancadas

DE PATINHO FEIO A PROTAGONISTA

Após apanhar na bolsa, distribuidoras de energia podem dar a volta por cima. XP diz o que você deve colocar na carteira

22 de abril de 2026 - 18:05

Depois da compressão de retornos e desempenho abaixo do mercado, setor pode se beneficiar de agenda regulatória e queda da Selic

ENTENDA

A estreia deste banco na bolsa foi um balde de água fria, mas o futuro pode guardar alta de 80%, segundo o BTG

22 de abril de 2026 - 17:06

Após a estreia na bolsa, Agibank acumula queda superior a 30%; apesar da revisão para baixo nas projeções, analistas ainda veem potencial de alta, em meio a pressões externas e impactos no crédito consignado

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia