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Renan Sousa

Renan Sousa

É repórter do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney.

VAREJISTAS INTERNACIONAIS

Se cuida, Shein! Shopee é ‘imune’ à taxa das blusinhas e deve fortalecer operação no Brasil para ampliar vantagens, diz BTG

Varejista já conta com uma produção majoritariamente nacional, estando, assim, isenta de tal imposto

Renan Sousa
Renan Sousa
10 de julho de 2024
16:22 - atualizado às 13:41
shopee-sea

Não faz nem um mês que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei de taxação de compras internacionais de até US$ 50, conhecida popularmente como “taxa das blusinhas”. Desde então, as varejistas vêm tentando se reinventar para evitar problemas em suas receitas — mas a Shopee parece já ser “imune” a esse cenário. 

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Enquanto varejistas internacionais como a AliExpress que passou a vender na plataforma do Magazine Luiza (MGLU3) — precisam buscar alternativas, a Shopee já conta com uma produção majoritariamente nacional, estando, assim, isenta de tal imposto. 

“A Shopee opera no Brasil desde 2019 e a administração afirma que 90% de seus vendedores são locais e 80% dos produtos vendidos na plataforma são fabricados no Brasil, o que lhe confere uma vantagem competitiva em relação ao imposto de importação de 20%”, escrevem os analistas do BTG Pactual, em relatório divulgado nesta quarta-feira (10). 

Mais do que isso, a varejista deve registrar um crescimento no volume bruto de mercadorias (GMV, na sigla em inglês) de US$ 20 bilhões em 2023, assim que forem divulgados os dados daquele ano. 

Logística da Shopee deve melhorar nos próximos anos

Segundo uma reportagem do Valor Econômico, a varejista está em busca de reduzir o tempo do frete no Brasil.

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Para isso, foi criado um centro de distribuição no Rio Grande do Sul, aumentando a capacidade do Sul do país em 60%, além de ampliar a área de atendimento na região. 

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Além disso, no mês passado, a Shopee também lançou novas rotas de envio no estado de São Paulo — que corresponde à maior parcela do GMV —, com o objetivo de reduzir o tempo de envio para um dia. 

Com essa maior agilidade no frete, a varejista poderia expandir sua oferta de produtos, como alimentos não perecíveis. Também fica aberta a possibilidade de entrar no ramo de mercados por aplicativo, que vem crescendo nos últimos anos no país. 

Enquanto isso, o segmento de eletrônicos continua ganhando participação na varejista, e o de vestuário segue sendo a principal categoria da Shopee no Brasil.

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Em números

Uma pesquisa recente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) mostra que um a cada três vendedores locais usou o app da Shopee como primeira plataforma de venda online.

Do mesmo modo, 40% mencionaram que as operações cresceram após começar a usar o marketplace da varejista.

Estima-se que esse crescimento tenha gerado 1,3 milhão de empregos no Brasil, com 25% deles trabalhando de forma exclusivamente online. 

Riscos do negócio da Shopee

Apesar das perspectivas positivas, os analistas do BTG enxergam que a Shopee tende a seguir os mesmos dilemas recorrentes do mercado de varejo brasileiro. 

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O primeiro deles é um crescimento mais lento do volume de vendas, reflexo de uma menor renda possível e de restrições de capital dos clientes. O segundo é o foco na lucratividade e preservação de caixa, focando em produtos com tickets médios maiores. 

Por fim, é esperada uma consolidação maior de outros players no setor, um processo que ainda deve acontecer com mais pujança — e se acelerar em um caso de cenário macro mais desfavorável.

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