Após privatização, Sabesp (SBSP3) anuncia corte nas tarifas de água — mas você nem deve perceber
Também passam a vigorar no novo estatuto social da companhia e novas políticas internas, relacionadas à distribuição de dividendos e governança corporativa

A privatização da Sabesp (SBSP3) já está sendo considerada a maior oferta de ações da área de saneamento da história do país, em uma operação que movimentou R$ 14,8 bilhões. Desse total, R$ 6,9 bilhões foram subscritos pela Equatorial (EQTL3), que se tornou a acionista de referência da companhia de águas paulista.
Uma das promessas da privatização da Sabesp era justamente o corte na tarifa de água paga pelos moradores. E foi o que aconteceu. Porém, faltou “combinar com os russos” o tamanho desse alívio nas contas.
De acordo com comunicado enviado pela empresa à CVM, haverá uma redução de 1% para a tarifa residencial, 10% para as tarifas social e vulnerável e outros 0,5% (zero vírgula cinco por cento) para as demais tarifas, aplicáveis somente à primeira faixa de consumo, a partir desta terça-feira (23).
No mesmo documento, também passam a vigorar no novo estatuto social da companhia e novas políticas internas, relacionadas à distribuição de dividendos e governança corporativa.
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Equatorial, a acionista de referência da Sabesp
A Equatorial foi qualificada no final do mês passado como investidor de referência na privatização da Sabesp — a empresa de energia foi a única a entregar uma proposta por 15% pela companhia de saneamento paulista.
Para pagar os R$ 6,9 bilhões ao governo de São Paulo, a Equatorial conseguiu um empréstimo ponte em quatro bancos, com o prazo de 18 meses.
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Em paralelo, fez uma emissão de notas comerciais, liquidadas na semana passada, e que serão dadas como garantias nos empréstimos. Os bancos participantes da emissão das notas são Itaú BBA, Safra, UBS BB e Bradesco BBI.
O encerramento da oferta de ações que privatizou a companhia terminou hoje, com mais de 21 mil investidores pessoas físicas se tornando sócios da agora ex-estatal, considerando os investidores diretos e aqueles que obtiveram ações por meio do FIA, fundo destinado para este fim.
Assim, considerando apenas os investidores diretos, que somam 17.572 e adquiriram mais de 21 milhões de ações, 10% da oferta foi destinada para pessoas físicas. Outros 19% ficaram com investidores estrangeiros.
Enquanto isso, os fundos de investimento abocanharam aproximadamente 18% das ações na oferta. Já a maior fatia da empresa ficou com o investidor de referência, a Equatorial com 47% do montante disponível, passando a deter 15% da Sabesp.
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