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Vale lembrar que o follow-on da empresa de saneamento será totalmente secundário, quando há apenas a venda de ações por parte dos acionistas controladores
Em meio à aprovação da modelagem da privatização, a Sabesp (SBSP3) anunciou na manhã desta terça-feira (4) a fatia que cada um dos principais acionistas deverá deter na companhia após a oferta de ações de desestatização.
Vale lembrar que o follow-on da empresa paulista de saneamento será totalmente secundário — isto é, quando há apenas a venda da participação dos acionistas controladores, sem a emissão de novos papéis.
O Estado de São Paulo, que hoje detém 50,3% da companhia, poderá vender as ações ordinárias (SBSP3) que possui direta ou indiretamente desde que mantenha o mínimo de 18% do capital social da Sabesp. O percentual pode ser ainda maior, a depender das condições de mercado.
O governo paulista ainda deverá manter 10% do capital social da Sabesp da ação preferencial de classe especial (golden share).
Por sua vez, os empregados da Sabesp deverão receber prioritariamente 10% do capital social na oferta.
Além da fatia do governo de São Paulo na Sabesp (SBSP3), a empresa definiu ainda a participação do novo acionista de referência que deverá ser selecionado no follow-on após a desestatização.
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Ainda há uma cláusula de não-concorrência para evitar conflitos de interesse com o investidor.
O termo estipula que o acionista de referência não poderá disputar oportunidades em outros municípios do Estado.
Fora de São Paulo, o investidor ainda deverá consultar o conselho de administração da empresa sobre eventuais disputas — e a Sabesp terá prioridade em oportunidades que envolvam municípios ou arranjos regionais com mais de 50 mil habitantes.
"A partir do momento que ele (o acionista) informar o conselho, a gente pode ter três caminhos: fazer uma joint venture, uma competição entre ambos ou a saída da Sabesp", explicou a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natalia Resende.
"Quando a gente está falando de competição entre a Sabesp e o acionista de referência a gente colocou uma sistemática para que o acionista de referência não tenha acesso aos documentos, não participe daquelas decisões uma vez que aquilo poderia configurar informações privilegiadas", pontuou a secretária.
Além disso, a empresa definiu os termos de lock-up, que impede o investidor de referência de vender suas respectivas participações na empresa até o fim de 2029, durante o ciclo de universalização do saneamento.
"Após o lock-up, ele (o acionista) poderá vender suas ações em Bolsa ou de forma privada, sob condições distintas", afirmou Resende.
*Com informações de Estadão Conteúdo.
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