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Depois de levantar dinheiro com a oferta de ações da B3, a companhia anunciou a aquisição da Real Estruturas e Construções
Meses após levantar quase R$ 90 milhões em uma oferta de ações (follow-on) na bolsa brasileira, a Priner (PRNR3) decidiu ir às compras e anunciou na manhã desta quarta-feira (21) sua maior aquisição até hoje.
A empresa de serviços industriais abocanhou 100% da Real Estruturas e Construções, uma companhia de montagem industrial com mais de 25 anos de existência, por R$ 170,7 milhões.
“Esse movimento reforça nossa tradição de assertividade na escolha de serviços de alto valor agregado e de seleção de empresas que possuem sólida cultura de excelência”, escreveu a Priner, em fato relevante enviado à CVM.
“Esperamos que a união das equipes da Real e da Priner gere valor adicional para nossos clientes e colaboradores, bem como retorno sobre o capital investido.”
As ações da Priner (PRNR3) são destaque de alta no pregão desta quarta-feira. Por volta das 10h45, os papéis subiam 13,08%, a R$ 13,92. No ano, a valorização chega a 20%.
Ainda que a compra da Real tenha sido fechada por cerca de R$ 170,7 milhões, a Priner (PRNR3) não deve desembolsar a quantia total do negócio em dinheiro.
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Inicialmente, a expectativa é que parte do montante seja pago parcialmente com ações que a companhia possui em tesouraria, precificadas a R$ 12,35, enquanto o valor restante seja depositado em moeda corrente.
O pagamento em moeda corrente será composto por um terço do valor à vista, enquanto as duas parcelas restantes serão financiadas pelos vendedores, com pagamentos em um período de dois anos e meio ou três anos, a depender da performance dos resultados futuros da Real, corrigidas pela variação do CDI.
Além disso, as ações da Priner (PRNR3) que serão transferidas para os controladores da Real ficarão em lock-up — compromisso que impede os acionistas de venderem suas respectivas participações na empresa — até setembro de 2026.
De acordo com a Priner, a empresa se integrará por meio de uma nova unidade de negócios que será liderada pelo atual sócio e diretor executivo da Real, Daniel Moraes Belém.
Em 2023, a Real obteve lucro líquido ajustado de R$ 34 milhões, com receita líquida de R$ 350 milhões e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de R$ 61 milhões no ano passado.
Vale destacar que a aquisição deverá ser aprovada em Assembleia Geral de Acionistas (AGE).
O fechamento da transação também está sujeito ao cumprimento de condições precedentes, como o aval do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
Na avaliação do Itaú BBA, a aquisição — o maior negócio já feito pela Priner — é positiva, uma vez que parece ser “altamente agregadora e estratégica”.
Nas contas dos analistas, o múltiplo de valor de firma sobre Ebitda (EV/Ebitda) da transação é de 2,8 vezes pré-sinergias, o que parece “altamente complementar”, considerando o múltiplo da Priner, de 7,6 vezes.
O banco manteve recomendação outperform — equivalente a compra — para as ações PRNR3, com preço-alvo de R$ 18 para o fim deste ano, o que implica em uma valorização potencial de 46% em relação ao último fechamento.
A produção superou em 0,5 ponto porcentual o limite do guidance da estatal, que previa crescimento de até 4%. O volume representa alta de 11% em relação a 2024.
A companhia, que tenta se reestruturar, anunciou no fim do ano passado uma capitalização de R$ 797,3 milhões, voltada ao fortalecimento da estrutra financeira
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