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A movimentação faz parte do programa de reestruturação de ativos da construtora e visa gerar valor para os acionistas
A Gafisa (GFSA3) deve se tornar investidora de um fundo imobiliário em breve. A construtora e incorporadora anunciou na última terça-feira (25) que negocia subscrever cotas do Macam Shopping na próxima oferta pública do FII.
De acordo com comunicado enviado ao mercado, a companhia pretende fazer a operação por meio da conferência das ações da REC Guadalupe, detentora de um shopping homônimo localizado no Rio de Janeiro
Ou seja, a Gafisa dará as ações da sociedade e receberá em troca as cotas do FII em um valor equivalente ao do ativo integralizado pelo Macam Shopping.
A cifra total do negócio não foi divulgada. Vale relembrar que a aquisição do Shopping Jardim Guadalupe, concluída pela empresa no início de 2021 custou quase R$ 100 milhões para a Gafisa.
Mas a soma não corresponde apenas ao ativo e inclui o valor correspondente à compra de outro shopping carioca, o São Conrado Fashion Mall, que também fez parte do negócio.
Segundo a Gafisa, a transferência do ativo para o FII e o investimento no Macam Shopping fazem parte de seu programa de reestruturação de ativos. O objetivo é focar na "geração de valor para os acionistas" da companhia.
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A operação ainda está sujeita ao cumprimento de determinadas condições precedentes. Mas, se e quando concluída, fará com que a companhia torne-se oficialmente investidora do FII, que tem prazo determinado e deve ser encerrado em setembro de 2026.
O Macam Shopping conta atualmente com 28 cotistas, de acordo com o último informe mensal divulgado. A lista inclui quatro pessoas físicas e 10 jurídicas, sete entidades fechadas de previdência complementar e sete outros fundos de investimentos.
Já o patrimônio líquido do fundo é de pouco mais de R$ 653,2 milhões, dos quais a maior parte, ou R$ 626,2 milhões vem do único bem da carteira: um ativo chamado L.A. Shoppings Centers S.A.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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