O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Reserva pode voltar aos acionistas como dividendos, mas não há prazo para que isso aconteça, segundo Sergio Caetano Leite, CFO da Petrobras
O que a Petrobras (PETR4) vai fazer com os R$ 43,9 bilhões que reteve no balanço em vez de distribuir aos acionistas na forma de dividendos extraordinários?
A decisão que colocou "óleo no chope" dos investidores foi o tema central da teleconferência com analistas nesta sexta-feira (8). Do seu lado, os executivos da Petrobras tentaram atenuar os temores sobre o uso desse dinheiro.
O que houve na verdade foi um mal entendido, de acordo com Sergio Caetano Leite, diretor financeiro (CFO) e de relacionamento com investidores da Petrobras. Isso porque o valor destinado à reserva de remuneração de capital não poderá ser usado para investimentos.
"A finalidade [da reserva] é o pagamento de dividendos", afirmou Leite, durante teleconferência com analistas. Ou seja, esse dinheiro pode em algum momento ir para o bolso dos acionistas.
"Essa reserva não é para investimento, acordo fiscal ou para financiar processos de aquisição e fusão, e também não vai ser usada para tapar prejuízo, porque a Petrobras não vai dar prejuízo em 2024. É para pagamento de dividendo. O que não temos hoje é o tempo. Infelizmente, hoje ainda não temos essa indicação."
Mas as declarações do CFO não foram suficientes para vencer a desconfiança dos investidores. Apesar de terem deixado as mínimas do dia, as ações da Petrobras (PETR4) seguem em queda violenta na B3 e despencavam mais de 8% por volta das 14h35.
Leia Também
A decisão do conselho de administração teve respaldo no plano estratégico da companhia, para manter o balanço robusto, em especial em anos nos quais haverá um esforço de investimentos muito grande para a Petrobras, de acordo com Leite.
Ainda que essa reserva possa voltar aos acionistas como dividendos, não há prazo para que isso aconteça.
"Se há um assunto que tem alinhamento entre o privado e o publico, é receber dividendos. Todos querem receber", destacou o CFO.
A decisão do conselho de reter 100% do lucro remanescente da Petrobras teve voto dos conselheiros ligados ao governo. Já os integrantes do setor privado defenderam a distribuição de todo o valor.
Jean Paul Prates, CEO da Petrobras e integrante do conselho, absteve de votar, mas disse defender a visão do corpo executivo da companhia, que era de reter 50% do valor e distribuir a outra metade aos acionistas.
"Respeitamos a decisão soberana do conselho e ela pode mudar. Podemos fazer uma distribuição de dividendos a qualquer momento. Portanto, essa novela continua, ela não acabou", disse Prates, durante conferência de resultados.
Questionado sobre uma potencial incorporação desse dinheiro ao capital, Prates afirmou que a operação é permitida em lei, mas depende de "fatores pouco prováveis". "Essa quantia foi destinada para dividendos e deve ser usada para dividendos".
Logo pela manhã, os bancos Santander, Citi, Bradesco BBI, Safra, Goldman Sachs e Bank of America cortaram suas recomendações para PETR3 e PETR4 de “compra” para “neutra”.
O maior receio do mercado é o de que a Petrobras use os recursos da reserva de lucro para investir em projetos sem perspectiva de retorno.
Nos últimos dias, voltaram a surgir notícias de que a estatal poderia comprar uma participação na Vibra, a rede de postos de combustível privatizada na gestão de Jair Bolsonaro. A Petrobras, contudo, negou que avalie o negócio.
A Petrobras só pode usar essa reserva para a remuneração dos acionistas (por meio de dividendos, juros sobre capital próprio e recompra de ações), de acordo com o estatuto da companhia. Para destinar esses recursos a investimentos, portanto, seria necessário alterar o estatuto.
Não que o governo não possa fazer isso, uma vez que dispõe de maioria para aprovar eventuais alterações, mas a estatal já tem um plano plurianual de investimentos estruturado e de conhecimento público.
“Não há nenhuma indicação de mudança na política de remuneração ao investidor", disse o CFO, em resposta a analistas. "Não há razão para [a política] ser alterada. A Petrobras não tem vontade de mudar isso."
Mais enxuta e com mudanças no conselho e composição acionária, a empresa está pronta para sua nova fase; no entanto, investidores ainda esperam aumento nas receitas para dizer que o risco de investir na companhia, de fato, caiu
Para os analistas, a incorporadora mantém disciplina em meio ao aperto do setor imobiliário e ainda pode dobrar de valor
As duas companhias detalharam nesta quarta-feira (29) os proventos que serão distribuídos aos acionistas; confira prazos e condições para receber
O Mercado Livre foi incluído na lista pelo avanço de sua operação financeira, concentrada no Mercado Pago, enquanto o Nubank foi destacado por combinar expansão em larga escala com rentabilidade e avanço em mercados regulados
Resultado do 1T26 frustra expectativas, enquanto banco reforça estratégia mais conservadora; o que fazer com as ações agora?
Lucro da mineradora cresce no 1T26, mas pressão de custos e Ebitda considerado fraco pelo mercado limitam reação positiva das ações; saiba o que fazer com relação aos papéis agora
Os papéis da companhia entraram em leilão na manhã desta quarta-feira (29) por oscilação máxima permitida, e voltaram a ser negociadas com alta de quase 5% na esteira do balanço do primeiro trimestre
Cerca de 77% dos usuários do Mercado Livre também compram na Shopee. A sobreposição entre a plataforma argentina e a norte-americana Amazon também é grande, de 49%.
Alta nos impostos pressiona lucro agora, mas pode destravar capital e impulsionar resultados, afirma Mario Leão; confira a visão do CEO do banco
A queda já era, de maneira geral, esperada. Segundo o JP Morgan, havia mais espaço para frustração do que para surpresas positivas, de acordo com relatório do meio de abril, mas movimento é cíclico
A estatal também assinou um novo acordo de acionistas com a Shine I, fundo de investimentos gerido pela IG4, que está adquirindo a participação de controle da Novonor na Braskem
Em meio a um início de ano mais fraco, lucro vem abaixo do esperado e rentabilidade perde fôlego no início de 2026; veja os destaques do balanço
Para quem carrega os papéis da companhia na carteira, o valor se traduz em cerca de R$ 0,108 por ação ordinária
Projeções da Bloomberg indicavam expectativas de alta em resultado anual, mas queda referente ao 4T25
Na prática, o investidor que terminou o pregão desta terça-feira (28) com um papel da Sabesp na carteira acordará com cinco ações
Fundo quer conservar e reflorestar 270 mil hectares na América Latina com investidores de peso; gestora também estima aumento na geração de empregos
Analistas veem ganhos claros para a Brava com operação, citando reforço no caixa e alívio na dívida — mas o outro fator incomoda os investidores
Os resultados mostram que o cenário de consumo ainda está frágil, com juros altos e endividamento das famílias
Mercado espera resultado mais fraco, com foco nos sinais de evolução da inadimplência e da qualidade de ativos. Veja o que dizem os analistas
Com foco em crédito e soluções financeiras para investimentos em estrutura e maquinário, o BTG Pactual se posiciona como banco parceiro na Agrishow 2026