O pior ficará em 2024? Com queda de 47% no ano, ação da Kora (KRSA3) sobe após conclusão de reperfilamento da dívida
Depois de se debruçar nos últimos meses na operação, a companhia agora tem os instrumentos necessários para fortalecer sua estrutura de capital e também a liquidez

As ações da Kora Saúde (KRSA3) acumulam queda de 47% em 2024, mas essa é uma fase que tende a ficar para trás —- pelo menos no que depender da própria companhia.
Os papéis da companhia iniciaram a sexta-feira (13) com ganhos próximos de 1% depois que o processo de reperfilamento da dívida foi concluído.
Em outras palavras, depois de se debruçar nos últimos meses na operação, a Kora Saúde agora tem os instrumentos necessários para fortalecer sua estrutura de capital e também a liquidez.
“A companhia acredita que o reperfilamento, com o novo cronograma de pagamentos, e o reforço de caixa serão de grande valia para a condução dos negócios no próximo ciclo”, disse a Kora em comunicado.
Por volta de 13h50, as ações KRSA3 operavam em alta de 0,86%, cotadas a R$ 6,91.
O reperfilamento da Kora Saúde
O reperfilamento da Kora Saúde participação dos credores da 1ª emissão de debêntures da companhia (KRSA11 e KRSA21) e da 2ª emissão de debêntures da Hospital Anchieta (HSPA12) — controlada direta da Kora, que culminaram nos novos termos e condições dessas emissões.
Leia Também
A Kora realizou a 2ª emissão de debêntures no valor total de R$ 1,951 bilhão tendo sido as debêntures emitidas para distribuição pública sob o rito de registro automático de distribuição, destinada exclusivamente a investidores profissionais.
Os recursos líquidos obtidos pela companhia como resultado da 2ª emissão de debêntures foram substancialmente utilizados para amortização das debêntures KRSA11, KRSA21 e HSPA12 e de parte relevante das dívidas bilaterais da companhia.
Os recursos remanescentes obtidos serão utilizados para reforçar a posição de caixa da empresa.
SELIC ALTA e AJUSTE FISCAL podem AFETAR ações PAGADORAS de DIVIDENDOS? ENTENDA
Como a Kora chegou até aqui
A Kora é controlada pela empresa de private equity HIG Capital e viu sua geração de fluxo de caixa operacional cair ao mesmo tempo em que os custos subiam.
Isso porque as empresas de saúde no Brasil aproveitaram os juros baixos da pandemia para financiar aquisições com dívida pós-fixada.
Só que agora, o cenário no país é de juros cada vez mais elevados, o que complica ainda mais a vida dessas companhias.
Basta lembrar que, nesta semana, o comitê de política monetária (Copom) do banco central elevou a taxa básica de juros em um ponto percentual, para 12,25%, e já deixou contratos mais dois aumentos do mesmo calibre até março do ano que vem.
Rebaixada pela Fitch
No fim de novembro, a Fitch Ratings rebaixou a nota de crédito local da Kora.
Na ocasião, a agência de classificação de risco citou a frustração com o ritmo de recuperação da empresa.
“O refinanciamento com a dívida local é positivo, mas não elimina a pressão sobre o perfil de crédito da Kora”, disseram os analistas da Fitch na ocasião.
A agência tem uma perspectiva negativa para o rating da Kora.
VAI PINGAR
Dividendos e JCPs: Sabesp (SBSP3) vai depositar R$ 2,6 bilhões — e ainda dá para aproveitar
5 de novembro de 2026 - 19:58BALANÇO 3T26
Fleury (FLRY3): Lucro cresce 42,9% no 3T26 e bate expectativa; CEO detalha planos para sustentar o crescimento
5 de novembro de 2026 - 18:11SD ENTREVISTA
“A arte está em saber quem merece crédito”: o recado do ABC Brasil (ABCB4) para empresas em meio à pressão dos juros
5 de novembro de 2026 - 16:31É DINHEIRO OU NÃO É?
Após OPA da Helbor (HBOR3), HBR Realty (HBRE3) vende ativos a FII por quase R$ 1 bilhão; ações sobem 6%
5 de novembro de 2026 - 14:18ENTROU EM PROMOÇÃO?
Ações com desconto? Queda de 9% é oportunidade para Méliuz (CASH3) após balanço, segundo dois bancões; entenda
5 de novembro de 2026 - 14:18EMPRESAS
Cosan (CSAN3) está barata demais? UBS-BB vê oportunidade após tombo de 40% e aponta o que pode destravar valor
5 de novembro de 2026 - 13:58O QUE AGRADOU?
Ação da C&A (CEAB3) dispara até 10% após trimestre melhor do que o temido pelo mercado; veja os destaques
5 de novembro de 2026 - 13:25ONDE INVESTIR NO VAREJO?
Juros mais altos por mais tempo: Citi rebaixa Magazine Luiza (MGLU3), eleva Alpargatas (ALPA4) e muda apostas no varejo
4 de novembro de 2026 - 14:45AMBIÇÃO RENOVADA
Revolut chega a US$ 115 bilhões e já vale mais que o dobro do Nubank; o que está por trás da aposta dos investidores
4 de novembro de 2026 - 12:35CENÁRIO MAIS APERTADO
“É preciso ser realista”: CEO do Itaú (ITUB4) revela como o banco pretende equilibrar crédito e rentabilidade em 2027
4 de novembro de 2026 - 11:56MAIS UMA PARA A LISTA
Aeris (AERI3) recorre à recuperação extrajudicial para lidar com dívida de R$ 1,52 bilhão
4 de novembro de 2026 - 10:06PECHINCHA ENTRE OS BANCÕES
Nem na crise de 2016 o Bradesco (BBDC4) ficou tão barato: o que o Morgan Stanley está vendo após o tombo de quase 40% desde as eleições
4 de novembro de 2026 - 8:56RESULTADO
Itaú (ITUB4) lucra R$ 12,6 bilhões no 3T26, em linha com o esperado; veja o que pesou no balanço
3 de novembro de 2026 - 18:37CAIU DEMAIS?
Nubank (NU): XP vê duas cartas na manga para roxinho; saiba o potencial da ação
3 de novembro de 2026 - 17:47PRÉVIA DO BALANÇO
Após decepção dos rivais no 3T26, é a vez de o Itaú (ITUB4) mostrar por que joga em outra liga; veja o que esperar do balanço
3 de novembro de 2026 - 6:02ALÔ, É UM SER HUMANO?
Fim da secretária eletrônica? Empresas terão de oferecer atendimento humano obrigatório no SAC; veja o que muda
2 de novembro de 2026 - 14:00O TEMPO FECHOU
Chilli Beans vê o sol se esconder: rede de óculos escuros pede recuperação extrajudicial; entenda os próximos passos da empresa
1 de novembro de 2026 - 10:35TIRANDO O CAVALINHO DA CHUVA
Nada de dividendos extras: Vale (VALE3) descarta possibilidade, mas CFO revela alternativa que pode agradar acionista
31 de outubro de 2026 - 16:11REESTRUTURAÇÃO
Raízen (RAIZ4) será dividida em duas empresas listadas em bolsa e aprova aumento de capital de R$ 39,8 bilhões
30 de outubro de 2026 - 19:00PROTEÇÃO ATIVADA