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Maria Eduarda Nogueira

Maria Eduarda Nogueira

Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP), com pós-graduação em Comunicação e Marketing Digital na ESPM. Atualmente, está baseada em Paris, onde faz mestrado em comunicação e mídias digitais na Sorbonne e cobre temas como luxo, turismo e arte.

TEMPESTADE NO AGRO

Nem o Plano Safra vai salvar? 3T24 de Banco do Brasil (BBAS3) e BB Seguridade (BBSE3) deve ser mais fraco, diz BTG

Redução no preço das commodities e fenômenos climáticos pressionam o segmento

Maria Eduarda Nogueira
Maria Eduarda Nogueira
4 de outubro de 2024
14:29
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Imagem: iStock/ArtistGNDphotography | Montagem: Canva/Maria Eduarda Nogueira

As perspectivas para o terceiro trimestre não estão favoráveis para algumas das protagonistas do agro brasileiro. Para o BTG Pactual, o Banco Brasil (BBAS3) e a BB Seguridade (BBSE3) vão enfrentar tempestades na próxima temporada de balanços, com resultados mais fracos do que o esperado.

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A culpada é a crise no agronegócio. Com a redução no preço das commodities, os produtores rurais estão operando com margens apertadas, esperando o momento ideal para vender as colheitas e requisitarem novos empréstimos a partir do Plano Safra. 

Os recentes fenômenos climáticos também não ajudam, por atrasarem o plantio de novas safras. E, para completar a “tempestade perfeita” da crise, diversas companhias do setor entraram com pedidos de recuperação judicial. Segundo o Serasa Experian, 84 empresas do agro requisitaram proteção na justiça no primeiro trimestre deste ano. 

Diante disso, o BTG Pactual retirou as ações do Banco do Brasil da carteira recomendada de dez ações de outubro e afirmou que BB Seguridade também deve ter os resultados afetados, por consequência. 

O que está em jogo para o Banco do Brasil e para a BB Seguridade, diante da crise do agro?

O aumento da inadimplência no segmento do agronegócio é a principal razão pela qual o BTG acredita que o resultado do 3T24 do Banco do Brasil vai ser mais fraco do que o esperado. 

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Os analistas preveem crescimento mais lento dos empréstimos, inadimplência mais alta e aumento das provisões para o setor rural.  

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O otimismo com o Plano Safra 2024/25, anunciado em julho, parece ter esmaecido, devido a um começo com ímpeto menor do que o esperado. 

Por outro lado, para 2025, a Selic em patamares mais altos pode proporcionar um aumento na margem, compensando as perspectivas negativas do 3T24. 

Por estar associada ao Banco do Brasil, a BB Seguridade terá que lidar com alguns respingos desse cenário pessimista. 

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O primeiro deles é a redução dos seguros rurais. Isso é provável de acontecer porque, tipicamente, os seguros são vendidos durante o processo de empréstimo. 

  • É só pensar assim: o produtor rural, ao pedir um empréstimo ao banco (no caso, o Banco do Brasil), geralmente está buscando fazer um novo plantio. Faz sentido, portanto, adquirir também um seguro para proteger essa safra.

A boa notícia é que nem tudo é ruim para BBSE3. 

Um fato que joga a favor da seguradora é que os sinistros devem atingir o menor nível do ano no 3T24. A principal razão é a reversão das provisões relacionadas às enchentes do Rio Grande do Sul e à colheita de inverno do milho, que tiveram resultados melhores do que o esperado inicialmente.

A expectativa de lucro líquido está em linha com o consenso do mercado: aproximadamente R$ 2 bilhões, 10% a mais do que no 2T24. 

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