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M.Dias Branco atravessa o pior momento entre as representantes do setor alimentício com capital aberto cobertas pelo JP Morgan
A M.Dias Branco (MDIA3) perdeu o sabor para os analistas do JP Morgan.
Os profissionais do bancão norte-americano cortaram a recomendação e reduziram o preço-alvo da ação da tradicional fabricante de massas e biscoitos.
A indicação para o papel foi rebaixada de “neutra” para “underweight” — equivalente a venda. Ao mesmo tempo, a estimativa de preço do JP Morgan para MDIA3 no fim de 2025 foi cortada de R$ 34 para R$ 30.
Levando em consideração o preço de fechamento da ação na última sexta-feira (R$ 27,35), o potencial de valorização de MDIA3 nos próximos 15 meses não alcança os 10%.
Na avaliação dos analistas, a M.Dias Branco é a empresa que atravessa o pior momento entre as representantes do setor alimentício cobertas pelo JP Morgan.
Para eles, os números da dona de marcas como a Adria e a Piraquê provavelmente representarão a maior frustração às estimativas do mercado para o segundo trimestre de 2024.
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A expectativa é que a M.Dias Branco apresentará volumes e margens menores em seus próximos balanços.
“Reduzimos nossa estimativa de ebitda de 2024 em 14%, para R$ 1,286 bilhão, e de lucro líquido em 22%, para R$ 741 milhões”, escrevem os analistas em relatório.
As novas estimativas colocam essas métricas respectivamente 16% e 12% abaixo do consenso dos analistas do mercado.
O rebaixamento pelo JP Morgan ocorre em um momento de maior concorrência, no qual a indústria alimentícia encontra dificuldade para impor reajustes nos preços de seus produtos diante da inflação das matérias primas.
O monitor de inflação do bancão mostra estabilidade nos preços de biscoitos, enquanto os das massas ainda caem.
Nesse sentido, a M.Dias Branco figura como a empresa do setor mais exposta à depreciação do real.
Na avaliação dos analistas do JP Morgan, quase 60% dos custos da M.Dias Branco estão atrelados ao dólar.
Apesar da recomendação de venda da ação da M.Dias Branco, nem todo o sabor está perdido, segundo os analistas do JP Morgan.
“Vemos uma queda limitada em termos absolutos, pois as ações oferecem um forte rendimento de fluxo de caixa livre, em torno de 8%”, afirmam eles.
Isso significa que o retorno advindo de dividendos pode aumentar em um futuro próximo. “Mas não antes do meio do ano que vem”, dizem os analistas.
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O que explica esse desempenho é a emissão de ações da companhia, para trocar parte de suas dívidas por participação.
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