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Os papéis da varejista vêm sofrendo diante da manutenção da taxa Selic em patamares ainda elevados e pela abertura da curva longa de juros
Os resultados acima das expectativas no segundo trimestre de 2024 do Magazine Luiza (MGLU3) mostraram que a empresa segue na briga pelo varejo brasileiro. Por outro lado, as ações da varejista ainda amargam queda de mais de 37% desde o início do ano.
Nesse cenário, BB Investimentos (BB-BI) manteve a recomendação de compra para MGLU3, mas decidiu revisar o preço-alvo de MGLU3 para o final de 2025 para baixo.
O novo valor potencial para a ação no ano que vem é de R$ 20,30, uma queda de 81% em relação ao preço-alvo anterior da instituição, que era de R$ 36,80. Ainda assim, o preço-alvo equivale a uma valorização de 35% em relação ao fechamento de hoje.
Nesta quarta-feira (28), as ações MGLU3 fecharam em queda de 2%, a R$ 13,20.
O fechamento negativo das ações do Magazine Luiza nesta quarta-feira refletem o momento de baixa dos papéis da companhia na bolsa brasileira.
Além da taxa Selic em patamares ainda elevados, a varejista vem sendo impactada pela abertura da curva longa de juros no período e seguindo o mesmo movimento de outros papéis cíclicos da bolsa.
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Mesmo com os papéis ainda em queda, neste mês, a Squadra Investimentos, encerrou a posição “short” (vendida) em alguns ativos de varejo, incluindo Casas Bahia (BHIA3) e Magazine Luiza. A gestora é conhecida por esse tipo de operação, em que o investidor espera lucrar com a queda no preço de um ativo.
A Squadra ressaltou que as empresas representavam as maiores contribuições "short" para os fundos da gestora, que acumularam ganho de 12,7%, enquanto as ações da varejista desvalorizaram 90%.
Ao encerrar a posição short em Magalu e Casas Bahia, a Squadra sinalizou que vê pouco espaço para novas quedas das ações.
Apesar da queda nas ações, os dados macroeconômicos estão, em sua maioria, positivos para o consumo e favorecendo uma recuperação do setor, incluindo o Magazine Luiza.
A baixa no desemprego, o aumento da renda, a diminuição do endividamento das famílias e a melhora na confiança do consumidor são alguns dos fatores que desenham um horizonte mais promissor para as empresas varejistas nos próximos trimestres, segundo o BB-BI.
“Diante disso e da expectativa da companhia de manter bons números para os próximos períodos, o que se refletiu, em nosso modelo, em um elevado potencial de valorização, mantemos nossa recomendação de compra para MGLU3”, afirmam os analistas.
No início deste mês, o BTG Pactual também seguiu recomendando a compra de MGLU3 após a divulgação do balanço do segundo trimestre. O banco destacou a melhora da operação física, com as vendas nas lojas subindo 16%, mesmo com o cenário difícil para o e-commerce, e vislumbrando uma boa performance sob juros mais baixos.
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