🔴 UM SALÁRIO MÍNIMO DE RENDA TODO O MÊS COM DIVIDENDOS? – DESCUBRA COMO

Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Bacharel em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS). Já passou pela redação do TradeMap.

FOCO EM DESALAVANCAGEM

Klabin (KLBN11) vai abandonar o crescimento? CEO prevê estratégia mais conservadora para enfrentar a turbulência do Brasil — mas revela novo alvo de investimento a partir de 2027

De acordo com Cristiano Teixeira, a gigante do papel e celulose vive um momento de colheita, com foco no ramp-up e sinergias de projetos nos próximos anos

Camille Lima
Camille Lima
10 de dezembro de 2024
17:25 - atualizado às 17:34
cristiano teixeira ceo klabin klbn11
O CEO da Klabin, Cristiano Teixeira - Imagem: Divulgação

O atual cenário brasileiro está fazendo mesmo aquelas empresas consideradas mais defensivas repensarem os planos estratégicos para se blindar da volatilidade local — e com a Klabin (KLBN11) não é diferente. Para o CEO Cristiano Teixeira, a produtora de papel e celulose se posicionará de forma mais conservadora nos próximos anos para enfrentar as turbulências.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Eu quero garantir para vocês que o DNA da companhia continua sendo uma empresa de crescimento. Em 125 anos de existência foi isso, e obviamente nos últimos anos a companhia teve uma história de crescimento muito forte. Só que, circunstancialmente, agora estamos numa visão mais conservadora, com foco em desalavancagem, geração e fluxo de caixa”, afirmou o executivo, durante encontro com investidores. 

O CEO Cristiano Teixeira durante o Klabin Day.
O CEO Cristiano Teixeira durante o Klabin Day

O evento aconteceu nesta terça-feira (10) no Projeto Figueira, fábrica da Klabin localizada em Piracicaba, no interior de São Paulo. A unidade é a mais moderna de produção de papelão ondulado da América Latina — e uma das grandes apostas da companhia nos últimos anos.

De acordo com CEO, a Klabin (KLBN11) vive um momento de colheita atualmente, com foco no ramp-up e sinergias de projetos nos próximos anos. 

Essa combinação deve impulsionar a geração de caixa da empresa — e parte desse dinheiro será destinado ao pagamento de dívidas, a começar por aquelas “mais caras”. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Aliás, a disciplina financeira foi um dos requisitos citados pelo diretor financeiro (CFO), Marcos Ivo, para qualquer eventual movimento futuro de crescimento da Klabin. 

Leia Também

“A gente só vai falar de crescimento se a alavancagem estiver no local definido na política e, ainda, se essa expansão estiver alinhada ao planejamento estratégico da Klabin. Vez ou outra, aparecem oportunidades de investimentos aparentemente muito rentáveis, mas que não estão inseridas dentro do negócio da Klabin”, disse. 

“Nós temos muita disciplina, reconhecemos onde a empresa tem vantagens competitivas. Isso diminui muito o risco quando comparado a empresas que buscam diversificação. Não é o nosso caso. Nós apostamos no nosso modelo de negócio e no setor em que atuamos, vemos boas oportunidades ali”, acrescentou.

Klabin (KLBN11) blindada do Brasil e fortalecida pelo dólar 

Questionado sobre potenciais impactos de uma eventual desaceleração econômica do Brasil a partir do segundo semestre de 2025, o diretor financeiro Marcos Ivo afirmou ao Seu Dinheiro que o modelo de negócios da Klabin por si só já permite que a companhia navegue por ciclos econômicos mais difíceis.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Aproximadamente 70% de todas as vendas da Klabin estão relacionadas a alimentos, bebidas, produtos de higiene e limpeza, o que significa que, mesmo quando há uma contração econômica muito forte, esses produtos sofrem pouco efeito da demanda — e tudo isso usa embalagens”, disse. 

“O posicionamento da Klabin permite que, na variável em que o Brasil recua mais do que o mundo, a empresa passe a exportar mais, e vice-versa”, acrescentou o CFO.

Além disso, a Klabin é uma das beneficiadas pelo cenário de enfraquecimento do câmbio.

Por ser uma exportadora — cerca de 85% dos custos em real e uma parte relevante da receita atrelada ao dólar — a moeda brasileira fraca aumenta o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e a geração de caixa da empresa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o diretor financeiro, no portfólio de vendas e nas curvas de preço atuais, a cada 10 centavos de variação do câmbio, a Klabin tem uma variação de aproximadamente R$ 160 milhões no Ebitda, para cima ou para baixo.

A disciplina financeira também é outro fator que tende a proteger a empresa de oscilações do mercado doméstico.

“A disciplina de ter a alavancagem dentro daquilo que a nossa política diz faz com que o custo caixa da companhia esteja o melhor ou entre os melhores do mundo. Isso protege o futuro”, acrescentou Ivo.

Foco em desalavancagem — e olho nas oportunidades 

Essa estratégia de menor apetite ao risco da Klabin (KLBN11) deve perdurar pelos próximos dois anos, enquanto a companhia estiver focada no processo de desalavancagem. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vale lembrar que, no fim de outubro, a companhia revisou as políticas de dividendos e de endividamento para evitar que ficasse exposta por muito tempo a patamares elevados de dívida e para alinhar a remuneração aos acionistas às novas perspectivas de Ebitda.

Isso não significa que a Klabin não esteja avaliando potenciais investimentos futuros. Mais cedo nesta terça-feira, a empresa atualizou as estimativas (guidance) para investimentos (capex). 

Agora, a gigante do papel e celulose prevê gastos de R$ 3,3 bilhões neste ano e em 2025, respectivamente. Já em 2026, a cifra deve cair para R$ 2,8 bilhões e seguir encolhendo anualmente. Veja as estimativas:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A Klabin ficará sempre na região sul do país, Paraná e Santa Catarina. Porque lá temos as melhores produtividades do Brasil e do mundo, com o menor risco de mudança climática impactando a produtividade florestal. Nessa região, em um horizonte de 10 anos, a gente ainda enxerga oportunidades de ampliar a nossa base florestal para novos projetos”, disse Ivo.

Para os próximos anos, o CEO da Klabin vê no mercado de fluff — a celulose utilizada para a produção de fraldas e absorventes — uma oportunidade promissora como avenida de crescimento futuro.

Isso porque a maior parte dos concorrentes produzem fluff de fibra curta — enquanto a Klabin usa a fibra longa, com maior capacidade de absorção e melhor valor agregado. Atualmente, há um spread muito alto entre os preços da fibra curta e longa, o que oferece oportunidade para a companhia, segundo o diretor financeiro.

Na avaliação dos diretores da Klabin, um dos primeiros potenciais projetos futuros no rol de discussões é uma nova fábrica de fluff com capacidade entre 650 milhões a 850 milhões de toneladas. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, a perspectiva de um novo investimento em fluff só é considerada após o período de desalavancagem da companhia, o que levaria o projeto a ser discutido de fato em um horizonte de médio a longo prazo, a partir de 2027.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
E AGORA?

Anvisa manda recolher lotes de sabão líquido famoso por contaminação; veja quais são e o que fazer

28 de novembro de 2025 - 14:23

Medida da Anvisa vale para lotes específicos e inclui a suspensão de venda e uso; produto capilar de outra marca também é retirado do mercado

ATENÇÃO, INVESTIDOR

O “bom problema” de R$ 40 bilhões da Axia Energia (AXIA3) — e como isso pode chegar ao bolso dos acionistas

28 de novembro de 2025 - 14:15

A Axia Energia quer usar parte de seus R$ 39,9 bilhões em reservas e se preparar para a nova tributação de dividendos; entenda

DECEPCIONOU?

Petrobras (PETR3) cai na bolsa depois de divulgar novo plano para o futuro; o que abalou os investidores?

28 de novembro de 2025 - 12:36

Novo plano da Petrobras reduz capex para US$ 109 bi, eleva previsão de produção e projeta dividendos de até US$ 50 bi — mas ações caem com frustração do mercado sobre cortes no curto prazo

MUNDO INVERTIDO

Stranger Things vira máquina de consumo: o que o recorde de parcerias da Netflix no Brasil revela sobre marcas e comportamento do consumidor

28 de novembro de 2025 - 11:55

Stranger Things da Netflix parece um evento global que revela como marcas disputam a atenção do consumidor; entenda

PLANO ESTRATÉGICO 2026-2030

Ordinários sim, extraordinários não: Petrobras (PETR4) prevê dividendos de até US$ 50 bilhões e investimento de US$ 109 bilhões em 5 anos

27 de novembro de 2025 - 22:21

A estatal destinou US$ 78 bilhões para Exploração e Produção (E&P), valor US$ 1 bilhão superior ao do plano vigente (2025-2029); o segmento é considerado crucial para a petroleira

13º REFORÇADO

Vale (VALE3) e Itaú (ITUB4) pagarão dividendos e JCP bilionários aos acionistas; confira prazos e quem pode receber

27 de novembro de 2025 - 20:13

O banco pagará um total de R$ 23,4 bilhões em proventos aos acionistas; enquanto a mineradora distribui R$ 3,58 por ação

QUEM DÁ AS CARTAS AGORA?

Embraer (EMBJ3) pede truco: brasileira diz que pode rever investimentos nos EUA se Trump não zerar tarifas

27 de novembro de 2025 - 19:33

A companhia havia anunciado em outubro um investimento de R$ 376 milhões no Texas — montante que faz parte dos US$ 500 milhões previstos para os próximos cinco anos e revelados em setembro

GATILHOS DA ALTA

A Rede D’Or (RDOR3) pode mais: Itaú BBA projeta potencial de valorização de mais de 20% para as ações

27 de novembro de 2025 - 17:33

O preço-alvo passou de R$ 51 para R$ 58 ao final de 2026; saiba o que o banco vê no caminho da empresa do setor de saúde

O QUE PASSOU, PASSOU

Para virar a página e deixar escândalos para trás, Reag Investimentos muda de nome e de ticker na B3

27 de novembro de 2025 - 16:45

A reestruturação busca afastar a imagem da marca, que é considerada uma das maiores gestoras do país, das polêmicas recentes e dos holofotes do mercado

NO CENTRO DA CRISE DO MASTER

BRB ganha novo presidente: Banco Central aprova Nelson Souza para o cargo; ações chegam a subir mais de 7%

27 de novembro de 2025 - 15:43

O então presidente do banco, Paulo Henrique Costa, foi afastado pela Justiça Federal em meio a investigações da Operação Compliance Zero

REBAIXADA

Raízen (RAIZ4) perde grau de investimento e é rebaixada para Ba1 pela Moody’s — e mais cortes podem vir por aí

27 de novembro de 2025 - 11:35

A agência de classificação de risco avaliou que o atual nível da dívida da Raízen impõe restrições significativas ao negócio e compromete a geração de caixa

O QUE ESPERAR AGORA?

Dividendos robustos e corte de custos: o futuro da Allos (ALOS3) na visão do BTG Pactual

26 de novembro de 2025 - 17:31

Em relatório, o banco destacou que a companhia tem adotado cautela ao considerar novos investimentos, na busca por manter a alavancagem sob controle

A MAIOR QUEDA DA B3

Mercado torce o nariz para Casas Bahia (BHIA3): ações derretem mais de 20% com aumento de capital e reperfilamento de dívidas

26 de novembro de 2025 - 16:15

Apesar da forte queda das ações – que aconteceu com os investidores de olho em uma diluição das posições –, os analistas consideraram os anúncios positivos

NOVOS CONSELHEIROS

Oncoclínicas (ONCO3): grupo de acionistas quer destituir conselho; entenda

26 de novembro de 2025 - 15:47

O pedido foi apresentado por três fundos geridos pela Latache — Latache IV, Nova Almeida e Latache MHF I — que, juntos, representam cerca de 14,6% do capital social da companhia

BONS CATALISADORES NO RADAR

Por que o Itaú BBA acredita que a JBS (JBSS32) ainda pode mais? Banco elevou o preço-alvo e vê alta de 36% mesmo com incertezas no horizonte

26 de novembro de 2025 - 13:02

Para os analistas Gustavo Troyano, Bruno Tomazetto e Ryu Matsuyama, a tese de investimento permanece praticamente inalterada e o processo de listagem nos EUA segue como um potencial catalisador

QUEM TEM MAIS VANTAGENS?

Black Friday 99Pay e PicPay: R$ 70 milhões em recompensas, até 250% do CDI e descontos de até 60%; veja quem entrega mais vantagens ao consumidor

26 de novembro de 2025 - 11:00

Apps oferecem recompensas, viagens com cashback, cupons de até R$ 8 mil e descontos de 60% na temporada de descontos

PEQUENA E NOTÁVEL

Uma pechincha na bolsa? Bradesco BBI reitera compra de small cap e calcula ganho de 167%

25 de novembro de 2025 - 19:47

O banco reiterou recomendação de compra para a companhia, que atua no segmento de logística, e definiu preço-alvo de R$ 15,00

VOANDO ALTO

Embraer (EMBJ3) recebe R$ 1 bilhão do BNDES para aumentar exportações de jatos comerciais

25 de novembro de 2025 - 18:10

Financiamento fortalece a expansão da fabricante, que prevê aumento nas entregas e vive fase de demanda recorde

DANÇA DAS CADEIRAS

Raízen (RAIZ4): membros do conselho renunciam no meio do mandato; vagas serão ocupadas por indicados de Shell e Cosan

25 de novembro de 2025 - 15:07

Um dos membros já havia deixado cargo de diretor vice-presidente financeiro e de relações com investidores da Cosan

O MELHOR ESTÁ POR VIR, MAS COM CUIDADO

A hora da Localiza (RENT3) chegou? O que levou mais esse banco a retomar o otimismo com as ações

25 de novembro de 2025 - 14:30

Depois de o Itaú BBA ter melhorado projeções para a locadora de veículos, agora é a vez de o BTG Pactual reavaliar o desempenho da companhia

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar