O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
De acordo com Cristiano Teixeira, a gigante do papel e celulose vive um momento de colheita, com foco no ramp-up e sinergias de projetos nos próximos anos
O atual cenário brasileiro está fazendo mesmo aquelas empresas consideradas mais defensivas repensarem os planos estratégicos para se blindar da volatilidade local — e com a Klabin (KLBN11) não é diferente. Para o CEO Cristiano Teixeira, a produtora de papel e celulose se posicionará de forma mais conservadora nos próximos anos para enfrentar as turbulências.
“Eu quero garantir para vocês que o DNA da companhia continua sendo uma empresa de crescimento. Em 125 anos de existência foi isso, e obviamente nos últimos anos a companhia teve uma história de crescimento muito forte. Só que, circunstancialmente, agora estamos numa visão mais conservadora, com foco em desalavancagem, geração e fluxo de caixa”, afirmou o executivo, durante encontro com investidores.

O evento aconteceu nesta terça-feira (10) no Projeto Figueira, fábrica da Klabin localizada em Piracicaba, no interior de São Paulo. A unidade é a mais moderna de produção de papelão ondulado da América Latina — e uma das grandes apostas da companhia nos últimos anos.
De acordo com CEO, a Klabin (KLBN11) vive um momento de colheita atualmente, com foco no ramp-up e sinergias de projetos nos próximos anos.
Essa combinação deve impulsionar a geração de caixa da empresa — e parte desse dinheiro será destinado ao pagamento de dívidas, a começar por aquelas “mais caras”.
Aliás, a disciplina financeira foi um dos requisitos citados pelo diretor financeiro (CFO), Marcos Ivo, para qualquer eventual movimento futuro de crescimento da Klabin.
Leia Também
“A gente só vai falar de crescimento se a alavancagem estiver no local definido na política e, ainda, se essa expansão estiver alinhada ao planejamento estratégico da Klabin. Vez ou outra, aparecem oportunidades de investimentos aparentemente muito rentáveis, mas que não estão inseridas dentro do negócio da Klabin”, disse.
“Nós temos muita disciplina, reconhecemos onde a empresa tem vantagens competitivas. Isso diminui muito o risco quando comparado a empresas que buscam diversificação. Não é o nosso caso. Nós apostamos no nosso modelo de negócio e no setor em que atuamos, vemos boas oportunidades ali”, acrescentou.
Questionado sobre potenciais impactos de uma eventual desaceleração econômica do Brasil a partir do segundo semestre de 2025, o diretor financeiro Marcos Ivo afirmou ao Seu Dinheiro que o modelo de negócios da Klabin por si só já permite que a companhia navegue por ciclos econômicos mais difíceis.
“Aproximadamente 70% de todas as vendas da Klabin estão relacionadas a alimentos, bebidas, produtos de higiene e limpeza, o que significa que, mesmo quando há uma contração econômica muito forte, esses produtos sofrem pouco efeito da demanda — e tudo isso usa embalagens”, disse.
“O posicionamento da Klabin permite que, na variável em que o Brasil recua mais do que o mundo, a empresa passe a exportar mais, e vice-versa”, acrescentou o CFO.
Além disso, a Klabin é uma das beneficiadas pelo cenário de enfraquecimento do câmbio.
Por ser uma exportadora — cerca de 85% dos custos em real e uma parte relevante da receita atrelada ao dólar — a moeda brasileira fraca aumenta o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e a geração de caixa da empresa.
Segundo o diretor financeiro, no portfólio de vendas e nas curvas de preço atuais, a cada 10 centavos de variação do câmbio, a Klabin tem uma variação de aproximadamente R$ 160 milhões no Ebitda, para cima ou para baixo.
A disciplina financeira também é outro fator que tende a proteger a empresa de oscilações do mercado doméstico.
“A disciplina de ter a alavancagem dentro daquilo que a nossa política diz faz com que o custo caixa da companhia esteja o melhor ou entre os melhores do mundo. Isso protege o futuro”, acrescentou Ivo.
Essa estratégia de menor apetite ao risco da Klabin (KLBN11) deve perdurar pelos próximos dois anos, enquanto a companhia estiver focada no processo de desalavancagem.
Vale lembrar que, no fim de outubro, a companhia revisou as políticas de dividendos e de endividamento para evitar que ficasse exposta por muito tempo a patamares elevados de dívida e para alinhar a remuneração aos acionistas às novas perspectivas de Ebitda.
Isso não significa que a Klabin não esteja avaliando potenciais investimentos futuros. Mais cedo nesta terça-feira, a empresa atualizou as estimativas (guidance) para investimentos (capex).
Agora, a gigante do papel e celulose prevê gastos de R$ 3,3 bilhões neste ano e em 2025, respectivamente. Já em 2026, a cifra deve cair para R$ 2,8 bilhões e seguir encolhendo anualmente. Veja as estimativas:
“A Klabin ficará sempre na região sul do país, Paraná e Santa Catarina. Porque lá temos as melhores produtividades do Brasil e do mundo, com o menor risco de mudança climática impactando a produtividade florestal. Nessa região, em um horizonte de 10 anos, a gente ainda enxerga oportunidades de ampliar a nossa base florestal para novos projetos”, disse Ivo.
Para os próximos anos, o CEO da Klabin vê no mercado de fluff — a celulose utilizada para a produção de fraldas e absorventes — uma oportunidade promissora como avenida de crescimento futuro.
Isso porque a maior parte dos concorrentes produzem fluff de fibra curta — enquanto a Klabin usa a fibra longa, com maior capacidade de absorção e melhor valor agregado. Atualmente, há um spread muito alto entre os preços da fibra curta e longa, o que oferece oportunidade para a companhia, segundo o diretor financeiro.
Na avaliação dos diretores da Klabin, um dos primeiros potenciais projetos futuros no rol de discussões é uma nova fábrica de fluff com capacidade entre 650 milhões a 850 milhões de toneladas.
No entanto, a perspectiva de um novo investimento em fluff só é considerada após o período de desalavancagem da companhia, o que levaria o projeto a ser discutido de fato em um horizonte de médio a longo prazo, a partir de 2027.
Data de corte se aproxima enquanto caixa turbinado muda o jogo para quem pensa em investir na ação da farmacêutica
Projeções de proventos ganham fôlego com revisão do banco; veja o que muda para o investidor
Nova estrutura separa operações e cria uma “máquina” dedicada a um dos segmentos mais promissores do grupo; veja o que muda na prática
A JBS ainda considera que o cenário de oferta de gado nos EUA seguirá difícil em 2026, com o boi se mantendo caro para os frigoríficos devido à baixa no ciclo pecuário
No entanto, enquanto ela olhava para dentro de seu negócio, as concorrentes se movimentavam. Agora, ela precisará correr se quiser se manter como uma competidora relevante no jogo do varejo brasileiro
Em participação no Imersão Money Times, em parceria com a Global X, Caio Gomes, diretor de IA e dados do Magalu, explica quais foram as estratégias para adoção da tecnologia na varejista
Após a recuperação judicial nos Estados Unidos, quase fusão com a Azul e OPA, a companhia vai voar para longe da bolsa
Com papéis na casa dos centavos, varejista tem prazo para reagir; saída de presidente do conselho adiciona pressão
Após reduzir alavancagem, varejista busca agora melhorar a qualidade do funding; entenda
A Americanas estava em recuperação judicial desde a revelação de uma fraude bilionária em 2023, que provocou forte crise financeira e de credibilidade na companhia. Desde então, a empresa fechou lojas, reduziu custos e vendeu ativos
Companhia propõe cortar piso de distribuição para 1% do lucro e abre espaço para reter caixa; investidor pode pedir reembolso das ações
Pagamento anunciado pelo banco será realizado ainda em 2026 e entra na conta dos dividendos obrigatórios
Após tombo de mais de 90% desde o IPO, banco vê espaço adicional de queda mesmo com papel aparentemente “barato” na bolsa; entenda
Apesar de sinalizar uma possível virada operacional e reacender o otimismo do mercado, a Hapvida (HAPV3) ainda enfrenta ceticismo do Citi, que reduziu o preço-alvo das ações
Com o aumento dos investimentos, as margens continuam comprimidas, então o retorno para acionistas não deve vir no curto prazo, acredita o banco. Entrada no segmento farmacêutico também deve ser gradual, com projeto piloto lançado ainda neste ano
Banco vê espaço para revisões positivas de lucro, impulsionadas por minério mais caro, disciplina de capital e resiliência da demanda chinesa
Apple lança update com foco em segurança, entretenimento e acessibilidade, em sintonia com discussões como a Lei Felca
Fundo minoritário propõe injetar capital novo na operação, mas exige antes reconfigurar a governança da companhia; entenda
Empresas já estão renegociando dívidas com credores há muito tempo, mas, para algumas, o fôlego acabou. Guerra e juros altos podem levar a uma piora do cenário corporativo, segundo especialistas consultados por Seu Dinheiro
Gigante do e-commerce vê espaço para crescer e acelera aportes em logística e serviços financeiros; confira os detalhes do plano