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Em recuperação judicial, a companhia regularizou R$ 720,72 milhões em débitos, mas ainda há caminho a percorrer para quitar a dívida
Quase dois anos após fechar um acordo bilionário com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), a Inepar (INEP4) está mais próxima de acertar as contas bilionárias com o governo federal.
Em recuperação judicial, a empresa de engenharia usou recursos legais de créditos de prejuízos fiscais para compensar a dívida tributária.
Dessa forma, a Inepar regularizou R$ 720,72 milhões em débitos da “Transação Tributária Individual” fechada com a PGFN.
O acordo abrange a própria Inepar e suas relacionadas Inepar Equipamentos e Montagens, Iesa Projetos, Equipamentos e Montagens, e Iesa Óleo & Gás.
No caso da subsidiária Inepar Equipamentos e Montagens, o pagamento correspondente ao controlada da Inepar foi de R$ 121,3 milhões.
Vale lembrar que a empresa anunciou o acordo com a PGFN em dezembro de 2021, quando contava com R$ 2,58 bilhões em dívidas com a União.
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Depois do acordo, que estipulou um desconto de até 70% do total da dívida, os valores chegaram a aproximadamente R$ 870 milhões.
Mas a notícia do avanço na negociação da dívida tributária faz pouco preço nas ações da Inepar (INEP4). Por volta das 15h, os papéis subiam 0,65%, cotados a R$ 3,08. A empresa vale hoje pouco mais de R$ 160 milhões na B3.
Apesar do pagamento anunciado neste mês, a Inepar (INEP4) ainda tem um caminho a percorrer para quitar a dívida.
Agora, os débitos com a União estão estimados em R$ 257,85 milhões, sendo R$ 34,53 milhões da Inepar Equipamentos e Montagens.
Desse total de débitos, cerca de R$ 83,6 milhões são dívidas previdenciárias da Inepar (INEP4), que terão pagamentos mensais entre 30 de setembro de 2025 e 30 de novembro de 2026.
Já os R$ 174,25 milhões restantes são ligados a outros débitos, com pagamentos mensais entre 29 de março de 2029 e 28 de novembro de 2031.
No caso das dívidas da Inepar Equipamentos e Montagens, aproximadamente R$ 7,18 milhões são débitos previdenciários e contarão com pagamentos mensais entre o período de 31 de outubro de 2025 e 30 de novembro de 2026.
Enquanto isso, os R$ 27,35 milhões restantes serão direcionados ao pagamento de outros débitos, com pagamentos mensais entre o período de 30 de outubro de 2029 e 28 de novembro de 2031.
Segundo o fato relevante enviado à CVM, o balanço de 2023 “espelhará a compensação e resultados realizados”.
“Estamos atingindo a regularidade fiscal almejada, visando dar continuidade ao plano de soerguimento”, afirma a companhia.
A Inepar disse estar “somando todos os esforços necessários para preparação da empresa para o plano pós-Recuperação Judicial”, que está em processo desde 2014.
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No entanto, a decisão sobre qual seria a medida de proteção — uma recuperação judicial ou extrajudicial — ainda não foi tomada, e estão sendo avaliadas diversas iniciativas diferentes, disse a Oncoclínicas
Essa não é sua primeira tentativa de se recuperar. Em 2023, a empresa encerrou um processo de recuperação judicial que durou quase dez anos, após uma crise desencadeada pela Operação Lava Jato