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Papéis da empresa de telecomunicações fecharam em alta de 6,36%, cotados a R$ 13,55
As discussões entre órgãos do governo para uma reestruturação estratégica da Telebras (TELB4) impulsionaram as ações da companhia na B3 no pregão desta terça-feira (16).
Os papéis da estatal de telecomunicações fecharam em alta de 6,36%, cotados a R$ 13,55.
Em comunicado enviado na noite de ontem à pedido da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Telebras informou que “diversos órgãos do governo federal, em reuniões preliminares, avaliam a viabilidade da reestruturação estratégica da companhia”.
A empresa não deu maiores detalhes de como nem quando seria feita essa “reestruturação estratégica”. No entanto, confirma os rumores de que o governo Lula quer dar um novo rumo à estatal de telecomunicações fundada nos anos 1970.
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Vale lembrar que a Telebras esteve na lista de empresas que seriam privatizadas durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e foi retirada pelo governo Lula.
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Nos últimos meses, o presidente da Telebras, Frederico de Siqueira Filho, revelou que a companhia quer atuar como um player importante para o governo no mercado de data centers, armazenando dados sensíveis do governo, ao lado do Serpro e da Dataprev.
Atualmente, a Telebras possui cinco data centers no país, sendo dois de grande porte em Brasília e São Paulo. A empresa hoje é vinculada ao Ministério das Comunicações e é responsável por implementar as políticas públicas de telecomunicações do Brasil.
Em junho, um decreto do presidente em exercício, Geraldo Alckmin, autorizou o aumento de capital social da Telebras com a emissão de novas ações ordinárias e preferenciais.
O aumento de capital virá pela incorporação da atualização pela Selic de recursos que somam R$ 367 milhões, já previstos em outro decreto, de abril de 2022, ainda no governo de Jair Bolsonaro.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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