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O anúncio do aumento de capital da Equatorial acontece depois que a companhia se tornou investidor de referência na privatização da Sabesp, pagando R$ 6,9 bilhões por 15% da companhia
A Equatorial Energia (EQTL3) vai ganhar um reforço e tanto no caixa após a privatização da Sabesp (SBSP3): a companhia anunciou nesta quarta-feira (14) que o conselho de administração aprovou um aumento de capital bilionário.
A operação da Equatorial deve chegar até R$ 2,5 bilhões. Atualmente, o capital social da empresa é de R$ 9,93 bilhões. Com o aumento, atingirá, no mínimo, R$ 11,93 bilhões e, no máximo, R$ 12,43 bilhões.
Para que essa operação ocorra, a Equatorial vai precisar realizar uma emissão privada de até 76.923.077 novas ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal, ao preço de emissão de R$ 32,50 por ação.
De acordo com a empresa, a homologação do aumento de capital parcialmente subscrito será feita desde que sejam subscritas, no mínimo, 61.538.462 ações ordinárias, correspondendo a um aumento mínimo de R$ 2 bilhões.
O anúncio do aumento de capital da Equatorial acontece depois de se tornar investidor de referência na privatização da Sabesp — a empresa de energia foi a única a entregar uma proposta por 15% pela companhia de saneamento paulista.
Vale lembrar que, para pagar os R$ 6,9 bilhões ao governo de São Paulo, a Equatorial conseguiu um empréstimo ponte em quatro bancos, com o prazo de 18 meses.
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Em paralelo, a empresa fez uma emissão de notas comerciais dadas como garantias nos empréstimos. Os bancos participantes da emissão das notas foram Itaú BBA, Safra, UBS BB e Bradesco BBI.
Na ocasião da privatização, o investidor de referência também se comprometeu com um lock-up de cinco anos — ou seja, a Equatorial não poderá se desfazer de sua posição na Sabesp antes de dezembro de 2029.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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