O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Demanda não falta, mas o vice-presidente sênior da gestora lista duas grandes dificuldades que o multifamily enfrenta no país
Já faz três anos que a Brookfield Asset Management investe em residencial para a renda no Brasil, em uma alocação que começou a partir da compra de prédios residenciais da Luggo, subsidiária da MRV (MRVE3) focada em aluguel residencial.
Mas, para André Lucarelli, vice-presidente sênior de investimentos da gestora, o segmento ainda é tão incipiente por aqui que pode ser considerado como um mercado que praticamente “não existe”.
A Brookfield é dona de cerca de cinco mil unidades no país, divididas entre 1,3 mil já em operação e outras 3,7 mil ainda em desenvolvimento. Já os investimentos em multifamily — como é conhecido o setor nos Estados Unidos — em território norte-americano chegam a US$ 20 bilhões.
“Nós queríamos vir para o Brasil, estudamos muito e vimos que tinha um potencial. A demanda era muito forte na classe B, e não somente em São Paulo, mas no Brasil inteiro”, afirmou Lucarelli.
Se há demanda, o que falta então para que esse mercado — que por enquanto está pulverizado nas mãos de centenas de milhares de pequenos locadores — se consolide por aqui?
“As maiores dificuldades são duas: o funding — pois ainda não temos acesso a um financiamento como o do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) — e a operação. A maior gestora de propriedades do mundo, por exemplo, a Greystar, acabou de chegar ao Brasil”, disse o executivo ao Seu Dinheiro.
Leia Também
Na visão de Lucarelli, a própria consolidação do multifamily por aqui deve ajudar a solucionar os problemas, além de condições macroeconômicas melhores. “Enquanto os juros estiverem altos, dificulta. Quando voltarmos a um dígito de Selic, o mercado de capitais vai conseguir investir mais.”
Apesar das dificuldades, a experiência da Brookfield no país com o segmento tem sido boa. De acordo com o vice-presidente da asset, os três anos de operação mostraram uma demanda fortíssima e ganho de preço acima da inflação.
Além do retorno financeiro, os inquilinos dos edifícios de propriedade da gestora tem se mostrado satisfeitos com a locação, segundo Lucarelli.
“Nós nem conseguimos comparar com um prédio vizinho, porque são produtos completamente diferentes”, afirma ele, citando a administração profissional, hoje feita pela Luggo, como um dos principais diferenciais dos empreendimentos. A empresa do Grupo MRV construiu os edifícios e posteriormente vendeu para a Brookfield, mas se manteve como administradora.
“Toda a gestão do prédio é feita para atender o morador, que se trata de um cliente. Depois de assinar o contrato, ele pode conversar conosco todos os dias, se quiser. Diferente de quando você aluga com uma pessoa física que só vai voltar a falar com você em 12 meses para discutir o reajuste.”
Os prédios contam ainda com outros elementos para facilitar a vida dos moradores, como um serviço de lavanderia, carro compartilhado, mini mercado, entre outras amenidades. E promover melhorias e implementar ainda mais comodidades também não é difícil, já que a empresa é dona de 100% do condomínio e não precisa convocar assembleias antes de fazer mudanças.
“Sempre houve um cenário de briga entre proprietário e locatário, nunca uma relação amistosa. E nós queremos fazer o oposto, por isso a experiência de morar em um condomínio desse é totalmente diferente.”
Lucro recorde e avanço no ROE não foram suficientes para segurar as ações nesta sessão; veja o que pressiona os papéis hoje
Ação saltou mais que o triplo do Ibovespa desde o início de 2026, mas os analistas do JP Morgan calculam que o papel ainda tem espaço para subir
Companhia entregou margem recorde, crescimento da receita recorrente e primeiros sinais positivos da aquisição da Linx
Parte do resultado da rede de academias foi impulsionado pelo desempenho do peso-pesado TotalPass Brasil
O executivo é o único brasileiro a comandar as duas maiores empresas de energia do Brasil: Petrobras e Axia, ex-Eletrobras
Balanço do 1T26 veio sólido, mas dúvidas sobre crédito, provisões e consistência da recuperação continuam no radar; veja o que dizem os analistas
Alta de 26,5% nas provisões chama atenção no trimestre, mas Marcelo Noronha muda o foco e revela aposta para o motor da rentabilidade em cenário mais desafiador
Por aqui, o desafio é a competição com outras plataformas de e-commerce, lá fora o objetivo é impulsionar o Mercado Pago; veja as projeções para o balanço do 1T26
Banco entrega lucro recorde, cresce acima do mercado; Santiago Stel revela estar ainda mais confiante com relação à meta ambiciosa para 2027
“A companhia vem em uma trajetória de melhora em todos os indicadores. Então não é só crescer, mas com rentabilidade”, disse o diretor em entrevista ao Seu Dinheiro
Mesmo com menos dias úteis, companhia inicia o ano com lucro líquido ajustado de R$ 36,3 milhões nos três primeiros meses de 2026; veja outros destaques do balanço
A CEO Paula Harraca e o CFO Átila Simões da Cunha disseram ao Seu Dinheiro que o novo marco regulatório impulsionou os resultado, mas a adaptação às novas modalidades pressionou a evasão de alunos no período
Em um cenário pressionado pela inflação, a Moura Dubeux utilizou o modelo de condomínio fechado para se blindar, conta o Diego Villar, CEO da empresa
Lucro cresce pelo nono trimestre seguido e ROE continua a superar o custo de capital; confira os destaques do balanço
Resultado do primeiro trimestre do ano sinaliza retomada no vestuário e afasta dúvidas sobre problemas estruturais na operação
Expansão continua forte, mas avanço do crédito e aumento de provisões colocam qualidade dos resultados em xeque; o que dizem os analistas agora?
Lucro vem em linha, ROE segue elevado, mas ações caem após balanço; entenda se “fazer o básico” já não basta para o mercado
Milton Maluhy Filho afirma que aposta em ajuste fino no crédito e foco em clientes “certos”; veja a estratégia do CEO do banco
Com o acordo, a maior parte da dívida renegociada será paga apenas a partir de 2031, o que ajuda o caixa da empresa, mas há risco de diluição da participação no futuro
Mercado prevê que banco deve se destacar na temporada, com avanço de lucro e melhora operacional. Veja o que esperar do balanço dos três primeiros meses de 2026