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As empresas e a controladora da InterCement chegaram a um acordo para prorrogar até 16 de outubro o direito de exclusividade para a negociação de uma potencial aquisição
A CSN (CSNA3) chegou a um acordo nesta quarta-feira (18) para estender outra vez o período de exclusividade para a compra da InterCement.
Segundo fato relevante enviado à CVM, as empresas e a controladora da InterCement chegaram a um acordo para prorrogar até 16 de outubro o direito de exclusividade para a negociação de uma potencial aquisição.
No entanto, a siderúrgica só pretende seguir em frente com o acordo se a fabricante brasileira de cimentos conseguir avançar em sua reestruturação de dívidas com os credores.
É por isso que esse prazo de exclusividade será automaticamente encerrado se o plano de recuperação extrajudicial da InterCement não estiver mais válido.
Caso a reestruturação siga em frente e o prazo para a InterCement concluir o processo de venda seja prorrogado, o período de exclusividade da siderúrgica também será estendido até 16 de novembro deste ano.
“A companhia informa que mantém seu interesse na potencial transação, mas ressalta que, até o momento, não foram celebrados documentos vinculantes”, afirmou a CSN.
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Vale destacar que a InterCement, que está entre as três maiores fabricantes de cimento do Brasil, entrou na mira da CSN neste ano, quando a companhia anunciou em maio um acordo de exclusividade para comprar a empresa.
No fim de julho, a CSN renovou a exclusividade para negociar a compra e expandir a atuação no mercado de cimento.
As ações da CSN iniciaram o pregão desta quarta-feira em queda. Por volta das 10h35, os papéis caíam 4,64% e lideravam a ponta negativa do Ibovespa, a R$ 6,58.
No início desta semana, a InterCement chegou a um acordo com mais de um terço de seus credores no plano de reestruturação.
O plano de recuperação extrajudicial ainda depende de certas condições, como uma possível celebração de um contrato de compra e venda relativo à alienação de participações societárias, que está sendo discutida pela companhia.
O pedido de reestruturação das dívidas acontece após a empresa pedir proteção contra credores, em julho deste ano, durante um processo de mediação e negociações para uma potencial venda para a CSN.
A InterCement tinha uma dívida de R$ 3 bilhões e buscava uma extensão no prazo para a quitação. O total de débitos da empresa chegou a R$ 9 bilhões.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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