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Os credores rejeitaram o lance da Ligga Telecomunicações, que ofereceu R$ 1,05 bilhão pela unidade de banda larga da Oi
Desde que o leilão da ClientCo terminou com apenas uma proposta — e de valor muito abaixo do que o esperado — pela unidade de banda larga da Oi (OIBR3), o mercado aguarda pelos próximos passos da venda do ativo, que faz parte do plano de recuperação judicial da companhia.
E a novela ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (30): segundo comunicado enviado pela tele à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os credores da Oi rejeitaram o lance da Ligga Telecomunicações pela antiga Oi Fibra.
Vale relembrar que a companhia foi a única a apresentar uma proposta fechada no leilão realizado há pouco menos de duas semanas.
Na ocasião, a Ligga colocou R$ 1,05 bilhão na mesa. Mas o plano de recuperação judicial da Oi, aprovado em abril, estabelecia um valor mínimo de R$ 7,3 bilhões para o negócio.
Como a cifra foi muito inferior à prevista no plano, a rodada do leilão foi suspensa justamente para a administração judicial da companhia apresentasse a oferta para análise e deliberação dos credores.
Agora, após os titulares das dívidas rejeitarem a proposta, os administradores seguirão para o próximo passo: a deliberação dos credores será submetida ao juízo da recuperação judicial.
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É o tribunal que decidirá sobre o encerramento oficial da primeira rodada do leilão e o início de uma segunda rodada de propostas pela ClientCo.
Vale relembrar que, além das incertezas sobre a venda da unidade de banda larga, vence amanhã o novo prazo para o rolamento da dívida e do novo financiamento da Oi.
As duas medidas também fazem parte do plano de RJ e deveriam ter sido originalmente cumpridas até a última segunda-feira (15), mas a companhia estendeu a data limite dias antes do leilão.
O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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