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Segundo o comunicado, a forma de pagamento, eventuais ajustes e demais condições do negócio ainda são objeto de negociações e não foram definidas pelas partes
A CSN (CSNA3) enviou um documento à CVM na noite da última quarta-feira (16) anunciando que o Conselho de administração aprovou uma proposta não vinculante da mineradora japonesa Itochu Corporation para a venda de participação minoritária de até 11% da CSN Mineração (CMIN3).
Segundo o comunicado, a forma de pagamento, eventuais ajustes e demais condições do negócio ainda são objeto de negociações e não foram definidas pelas partes.
Ainda, o preço acertado entre as partes foi de R$ 7,50 por ação da unidade de mineração, o que representa um prêmio de 26% sobre o fechamento da última quarta-feira.
Dessa maneira, uma participação de 11% na empresa, levando em conta o preço acertado entre as partes, equivaleria a pouco mais de R$ 4,5 bilhões — de uma empresa que vale cerca de R$ 32 bilhões na bolsa.
Vale dizer que a participação da empresa japonesa na CSN já é da ordem de R$ 3,6 bilhões, já que a Itochu tem uma fatia de 9,26% da mineradora brasileira, figurando entre suas maiores acionistas.
Além da CSN e do grupo japonês, a sul-coreana Posco e a China Steel Corporation são sócias da mineradora, com fatias de 1,86% e 0,41%, respectivamente.
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Segundo comunicado enviado à CVM, a governança e estrutura de controle da mineradora não serão afetadas. Os termos finais da transação ainda estão sujeitos à celebração dos documentos definitivos de contrato.
Mas o que os investidores acharam disso?
No fechamento do pregão de ontem, as ações da CSN (CSNA3) fecharam em alta de 2,23%, cotadas a R$ 11,94, enquanto os papéis da unidade de mineração CMIN3 encerraram em queda de 0,67%, a R$ 5,91.
Na avaliação do Itaú BBA, a potencial venda da fatia da CSN (CSNA3) na mineradora é "estrategicamente positiva", especialmente diante dos esforços da companhia para reduzir sua posição de alavancagem.
Afinal, a empresa já vinha prometendo um acordo para ajudar a levantar capital e reduzir o endividamento nos últimos trimestres.
No fim do segundo trimestre, a dívida líquida consolidada da siderúrgica chegou a R$ 37 bilhões, com a alavancagem a 3,36 vezes a relação entre endividamento líquido e Ebitda dos últimos 12 meses.
O indicador foi impactado pela variação cambial nas dívidas em dólar, que acabou mais do que compensando a melhora operacional no período.
“Mesmo com esse impacto não projetado, a companhia segue firme em seu compromisso de reduzir o seu nível de endividamento e está avançando em projetos que ajudem na reciclagem de capital do grupo”, afirmou a empresa, no balanço.
Na época, a empresa também manteve a política de carregar um caixa elevado, que chegou a R$ 16,5 bilhões entre abril e junho.
Nas contas do Itaú BBA, se a transação for concluída aos preços atuais de mercado, a CSN veria uma uma redução de cerca de 0,3 vez na alavancagem. Considerando o patamar no fim do último trimestre, a relação dívida líquida sobre Ebitda ainda ficaria acima da meta de cerca de 2,5 vezes da companhia.
Companhia já vinha operando sob restrições desde outubro; no ano passado, a Refit foi alvo de operações da Polícia Federal, acusada de fazer parte de um grande esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro
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