O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A depreciação dos seminovos foi tema central das perguntas da teleconferência de resultados do segundo trimestre de 2024
A depreciação dos carros usados que tingiu de vermelho o balanço da Localiza (RENT3) no segundo trimestre de 2024 inevitavelmente roubou os holofotes e foi tema central das perguntas da teleconferência de resultados da locadora.
Foram necessárias quase três horas para explicar a analistas e investidores o motivo de um prejuízo tão forte entre abril e junho.
De acordo com o CEO da Localiza, Bruno Lasansky, o aumento da depreciação foi impulsionado pela redução do preço de seminovos e ainda pela diminuição do ciclo de vida útil depreciável na divisão de aluguel de carros.
Afinal, parte da estratégia de longo prazo da locadora para reduzir a depreciação dos veículos consiste justamente em rejuvenescer a frota de seminovos, com a redução da vida útil depreciável dos carros de 18 para 15 meses.
Na prática, isso quer dizer que a depreciação é acelerada em um primeiro momento, já que o valor a ser depreciado será diluído em um tempo menor. No longo prazo, contudo, a tendência é de ajuste, já que o valor residual do bem tende a ser maior se o ciclo de depreciação for mais curto.
Na avaliação do CEO, passado o período de reajuste de frota, o principal vilão dos números do segundo trimestre deve começar a atenuar seus impactos nos próximos trimestres.
Leia Também
A expectativa é que a normalização dos preços dos carros usados aconteça no segundo semestre de 2025 — isto é, os acionistas devem continuar durante um ano inteiro a sentir o peso a cada balanço trimestral a ser publicado.
“Do lado de seminovos, você captura obviamente um valor muito maior pelo ciclo de rejuvenescimento e estratégias de preparação. Quando chegarmos em 2025 já com a frota de seminovos normalizada para o ciclo, vamos capturar essas vantagens também em preço.”
As ações da Localiza (RENT3) lideram as perdas do Ibovespa no pregão desta quarta-feira (14) depois do balanço aquém das expectativas, com recuo de 16,61% por volta das 15h20, a R$ 40,11. No acumulado do ano, a desvalorização chega a 35%.
A Localiza pretende recuperar “gradualmente” a rentabilidade, com melhora do ROIC spread — diferença entre o retorno sobre o capital investido e o custo da dívida — para o patamar alvo, entre 5 e 8 pontos percentuais, prevista apenas após a conclusão do processo de rejuvenescimento da frota
De acordo com o diretor financeiro (CFO), Rodrigo Tavares, porém, não é possível prever quando a companhia retornará para os patamares pré-pandêmicos.
“Tem ainda as dimensões de crescimento econômico e de taxa de juros que, assim como a dinâmica de preços, vão indicar a perspectiva para recompor o nosso ROIC spread”, disse o CEO.
Na avaliação dos diretores da Localiza, a diferença (gap) entre os preços de carros novos e usados deve subir — o que leva a uma maior depreciação.
“A gente não vê um cenário de apetite das montadoras para redução nominal dos preços dos carros novos. Com o patamar de câmbio e os recentes aumentos de preços das montadoras, dentro da nossa perspectiva de depreciação, estamos colocando essa abertura entre o preço do carro zero e do seminovo.”
Mas os executivos avaliam que uma eventual queda na taxa básica de juros (Selic) poderia ajudar no fechamento desse gap.
Apesar das perspectivas mais conservadoras, o CEO se diz otimista com o crescimento do mercado de aluguel de carros e seminovos.
“Temos mercado endereçável tanto na frente do aluguel quanto na frente de expansão da seminovos, então há espaço para crescimento”, afirmou Lasansky.
Do lado dos aluguéis de automóveis, o CEO destacou que a prioridade na recomposição dos preços das taxas diárias do rent a car para retomar o retorno.
“No período de curto prazo, vamos continuar a impulsionar e tracionar os preços. Já no médio prazo, vai depender do contexto de juros e depreciação que vamos enfrentar nesse contexto.”
Na avaliação de Henrique Cavalcante, analista da Empiricus, o resultado e a decisão de ajustar o valor residual da frota evidenciaram ainda mais o desafio enfrentado pela Localiza e por todo o setor de locação de veículos.
"Apesar do cenário conturbado, nos preços atuais, com perspectivas mais positivas à frente e com vantagens competitivas relevantes como líder do setor, acreditamos que a Localiza sairá fortalecida dessa conjuntura", afirmou.
A Empiricus possui recomendação de compra para as ações RENT3.
Lucro recorde e avanço no ROE não foram suficientes para segurar as ações nesta sessão; veja o que pressiona os papéis hoje
Ação saltou mais que o triplo do Ibovespa desde o início de 2026, mas os analistas do JP Morgan calculam que o papel ainda tem espaço para subir
Companhia entregou margem recorde, crescimento da receita recorrente e primeiros sinais positivos da aquisição da Linx
Parte do resultado da rede de academias foi impulsionado pelo desempenho do peso-pesado TotalPass Brasil
O executivo é o único brasileiro a comandar as duas maiores empresas de energia do Brasil: Petrobras e Axia, ex-Eletrobras
Balanço do 1T26 veio sólido, mas dúvidas sobre crédito, provisões e consistência da recuperação continuam no radar; veja o que dizem os analistas
Alta de 26,5% nas provisões chama atenção no trimestre, mas Marcelo Noronha muda o foco e revela aposta para o motor da rentabilidade em cenário mais desafiador
Por aqui, o desafio é a competição com outras plataformas de e-commerce, lá fora o objetivo é impulsionar o Mercado Pago; veja as projeções para o balanço do 1T26
Banco entrega lucro recorde, cresce acima do mercado; Santiago Stel revela estar ainda mais confiante com relação à meta ambiciosa para 2027
“A companhia vem em uma trajetória de melhora em todos os indicadores. Então não é só crescer, mas com rentabilidade”, disse o diretor em entrevista ao Seu Dinheiro
Mesmo com menos dias úteis, companhia inicia o ano com lucro líquido ajustado de R$ 36,3 milhões nos três primeiros meses de 2026; veja outros destaques do balanço
A CEO Paula Harraca e o CFO Átila Simões da Cunha disseram ao Seu Dinheiro que o novo marco regulatório impulsionou os resultado, mas a adaptação às novas modalidades pressionou a evasão de alunos no período
Em um cenário pressionado pela inflação, a Moura Dubeux utilizou o modelo de condomínio fechado para se blindar, conta o Diego Villar, CEO da empresa
Lucro cresce pelo nono trimestre seguido e ROE continua a superar o custo de capital; confira os destaques do balanço
Resultado do primeiro trimestre do ano sinaliza retomada no vestuário e afasta dúvidas sobre problemas estruturais na operação
Expansão continua forte, mas avanço do crédito e aumento de provisões colocam qualidade dos resultados em xeque; o que dizem os analistas agora?
Lucro vem em linha, ROE segue elevado, mas ações caem após balanço; entenda se “fazer o básico” já não basta para o mercado
Milton Maluhy Filho afirma que aposta em ajuste fino no crédito e foco em clientes “certos”; veja a estratégia do CEO do banco
Com o acordo, a maior parte da dívida renegociada será paga apenas a partir de 2031, o que ajuda o caixa da empresa, mas há risco de diluição da participação no futuro
Mercado prevê que banco deve se destacar na temporada, com avanço de lucro e melhora operacional. Veja o que esperar do balanço dos três primeiros meses de 2026