BTG Pactual (BPAC11): lucro cresce 14,5% e bate novo recorde no 2T24; ativos sob gestão atingem R$ 1,7 trilhão
Lucro do BTG atinge R$ 2,949 bilhões, mas desta vez vem um pouco abaixo das projeções; rentabilidade supera novamente a dos grandes bancos

O BTG Pactual (BPAC11) atravessou mais um período turbulento nos mercados com outro resultado recorde. O lucro do banco de investimentos somou R$ 2,949 bilhões no segundo trimestre de 2024, o que representa uma alta de 14,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
O resultado desta vez veio levemente abaixo do esperado, de acordo com as estimativas que o Seu Dinheiro compilou. A média das projeções apontava para um lucro de R$ 2,965 bilhões, de acordo com quatro instituições — Itaú, JP Morgan, Santander e XP.
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Apesar do lucro maior, a rentabilidade (ROE, na sigla em inglês) do BTG atingiu 22,5%, pouco abaixo dos 22,7% do segundo trimestre de 2023, graças ao aumento do patrimônio líquido no período.
Ainda assim, o retorno do BTG voltou a superar o dos maiores bancos brasileiros, incluindo o Itaú, cujo ROE foi de 22,4%. O banco atingiu também a marca de R$ 1,7 trilhão em ativos sob gestão e custódia, incluindo fundos de investimento, fortunas e a plataforma de investimentos e banco digital para alta renda.
BTG (BPAC11): receita recorde e crescimento do banco de investimento
O lucro recorde do BTG é consequência direta das receitas, que também bateram a máxima histórica e avançaram 10% em relação ao segundo trimestre do ano passado, para R$ 5,990 bilhões.
Com exceção da unidade de Sales & Trading, todas as áreas de negócios do banco registraram aumento nas receitas. Mas apesar da turbulência nos mercados, os ganhos com as operações de tesouraria atingiram R$ 1,388 bilhão.
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O banco atribui a redução de 26,5% ao desempenho acima da média no segundo trimestre de 2023. Ou seja, a base de comparação era forte. Na comparação com os três primeiros meses do ano, contudo, a receita da área cresceu 1,2%.
Entre os destaques positivos, a unidade de banco de investimentos (Investment Banking) do BTG apresentou aumento de 82% na receita, para R$ 558 milhões.
A área que coordena operações no mercado de capitais se beneficiou do aumento das operações de emissão de dívida corporativa, como debêntures. De acordo com o banco, foram mais de 40 transações no período, a segunda maior contribuição trimestral já registrada.
O BTG também seguiu firme na estratégia de crescer no crédito para empresas. A carteira de Corporate Lending alcançou os R$ 195 bilhões, um avanço de 7,3% no trimestre e de 26,7% nos últimos 12 meses.
Como resultado, as receitas da área aumentaram 20,1%, para R$ 1,534 bilhão.
"Continuamos expandindo nossa carteira de crédito com spreads saudáveis e níveis de provisionamento adequados, refletindo nossa abordagem criteriosa, focada em contrapartes de primeira linha", escreveu o banco, no documento que acompanha o balanço do segundo trimestre de 2024.
Ativos sob gestão e plataforma de investimentos
O cenário desfavorável de juros altos não impediu o BTG de seguir crescendo o negócio de gestão, incluindo a plataforma de investimento para clientes de alta renda.
No negócio de fundos de investimento (Asset Management), o banco alcançou R$ 920 bilhões sob gestão. Trata-se de um avanço de 19,8% em 12 meses e 4,6% no trimestre, com captações líquidas de R$ 28 bilhões, de acordo com o banco.
Assim, a área contribuiu com receitas de R$ 548 milhões para o resultado alta de 27,2% na comparação com o segundo trimestre do ano passado.
Enquanto isso, a área de gestão de fortunas e banco digital (Wealth Management & Consumer Banking) segue em expansão acelerada. O total de ativos da área atingiu R$ 799 bilhões, um crescimento de 5,6% no trimestre e 26,8% na comparação anual.
O BTG apresentou captação líquida de R$ 27,8 bilhões no trimestre, um resultado que o próprio banco classifica como "impressionante" no atual cenário e com uma maior contribuição das iniciativas de varejo de alta renda.
Com isso, as receitas da área bateram novo recorde e alcançaram R$ 928,1 milhões no segundo trimestre de 2024, alta de 27,6% na comparação com o mesmo período do ano passado.
O negócio também vem crescendo via aquisições. Em junho, o BTG anunciou a compra do Banco M.Y. Safra nos Estados Unidos, que segue no aguardo das aprovações regulatórias, ainda de acordo com o banco.
O QUE DIZEM OS ANALISTAS?
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