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INDÚSTRIA PETROQUÍMICA

Braskem (BRKM5): maior volume de vendas no mercado nacional e exportações mais fracas; veja os principais números do relatório de produção

Venda de resinas caiu 2% na comparação anual; exportações dos principais produtos químicos da Braskem caíram

Fábrica de cloro-soda da Braskem em Maceió
Fábrica de cloro-soda da Braskem em Maceió (AL) - Imagem: Braskem

A Braskem (BRKM5) divulgou hoje (24) o relatório de produção e vendas referente ao terceiro trimestre de 2024. 

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Entre os destaques, estão o maior volume de vendas dos principais químicos no mercado brasileiro e a maior utilização das centrais petroquímicas, após a retomada das operações no Rio Grande do Sul.

A ação subia levemente no fim da manhã desta quinta-feira, com alta de 0,28% por volta das 11h30. O balanço do 3T24 vai ser divulgado no dia 6 de novembro.

Veja os principais números do relatório da Braskem

A maior disponibilidade de produtos fez as vendas no mercado brasileiro aumentarem 14% em relação ao 2T24 e 31% em relação ao 3T23. A retomada das operações no RS impulsionou a oferta de eteno, benzeno e gasolina.

A volta das operações no estado também contribuiu para o aumento de 2% da taxa de utilização das centrais petroquímicas, na comparação trimestral.

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Na comparação anual, o aumento foi de 5% "explicado, principalmente, pela adequação da produção frente à demanda global e da normalização das operações após paradas programadas e não programadas no 3T23", diz o relatório da Braskem.

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Outra linha do negócio que se beneficiou da retomada no RS foi o volume de vendas de resinas: 6% a mais do que no 2T24.

O PP (polipropileno) teve maior demanda nos setores de higiene e limpeza; já o PVC foi demandado na construção civil e no saneamento.

No entanto, comparando com o 3T23, a venda foi 2% menor, em função dos maiores níveis de estoque de PE (polietileno) e PVC.

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As exportações dos principais químicos caíram tanto na comparação anual quanto trimestral – queda de 47% e 34%, respectivamente. No relatório, a Braskem atribui esse resultado ao menor volume de vendas de gasolina e benzeno, que foram priorizados para o mercado local, e também pela menor disponibilidade de tolueno para vendas.

Outro destaque dado pela companhia no relatório foi a questão do spread.

Conflitos no Mar Vermelho fizeram os fretes marítimos ficarem mais caros, gerando impacto no fluxo comercial e na precificação dos produtos petroquímicos marginais. Já a oferta ficou mais restrita, devido à maior quantidade de paradas programadas e não programadas na cadeia de produção.

Consequentemente, os spreads no mercado internacional continuaram aumentando nos últimos três meses. O spread, nesse caso, é a diferença entre o preço da matéria-prima (o petróleo) e o preço dos produtos derivados dela (os petroquímicos).

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E a lei de petroquímicos?

Em meados de setembro, a Câmara de Comércio Exterior (Camex), presidida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), aprovou o aumento do imposto de importação de alguns produtos da indústria química de 12,6% para 20%.

O reajuste na tarifa, com vigência de um ano, incluiu sete produtos comercializados pela Braskem, como Polietileno e Resina PV. À época, a companhia afirmou ter expectativa de impacto positivo na indústria química e petroquímica brasileira.

Para analistas do setor, o aumento nas tarifas de importação foi considerado positivo, porque impactaria o Ebitda da companhia e ajudaria a conter a queima de caixa da petroquímica.

A expectativa é que a medida diminua a concorrência com os fabricantes internacionais e sustente os preços domésticos, favorecendo a Braskem.

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