🔴 NO AR: ONDE INVESTIR EM DEZEMBRO – CONFIRA MAIS DE 30 RECOMENDAÇÕES – VEJA AQUI

Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

ATAQUE AOS INVESTIMENTOS?

Como os conflitos no Mar Vermelho mexem com o seu bolso — e quais são os ganhadores e perdedores na bolsa

O que parecia uma ação localizada começa a se espalhar e ganhar contornos econômicos mais significativos — e você pode ganhar ou perder dinheiro com isso

Carolina Gama
19 de janeiro de 2024
12:01 - atualizado às 14:43
Imagem: Shutterstock/Montagem: Julia Shikota

O Mar Vermelho está a mais de 10 mil quilômetros do Brasil ou a pelo menos 20 horas de voo de distância. Então é fácil olhar para os conflitos que acontecem por lá e pensar que não afetam os investimentos aqui. Mas, se você faz parte desse grupo de investidores, o Seu Dinheiro tem um recado: esses eventos podem mexer com o seu bolso. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para saber como isso é uma realidade mais próxima do que parece, precisamos entender primeiro o que acontece no Mar Vermelho — e por que essa é uma rota marítima vital. 

É importante também considerar que as tensões na região estão aumentando, com a entrada de novos atores em cena. Por essa razão, há chances de o conflito escalar ainda mais, mudando o quadro traçado para o momento.

Por enquanto, os ataques têm se concentrado em Bab el-Mandeb, um estreito que forma um pequeno ponto de estrangulamento geográfico no Mar Vermelho e tem uma influência enorme nos assuntos mundiais, especialmente sobre o comércio internacional. 

O local é a chave para o controle de quase toda a navegação entre o Oceano Índico e o Mar Mediterrâneo por meio do Canal de Suez. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os recentes ataques das forças Houthi contra a navegação comercial em Bab el-Mandeb levaram uma coalizão liderada pelos EUA a lançar ofensivas militares contra alvos controlados pelos militantes Houthi — e foi aí que o conflito passou a ganhar novos contornos

Leia Também

Mas quem são os Houthi?

Os Houthi são rebeldes iemenitas — que levam esse nome por conta de seu fundador, Hussein al-Houthi. 

O grupo realizou o primeiro levante em 2004 contra o governo oficial do Iêmen, acusado de estar do lado da Arábia Saudita. Desde 2014, eles controlam a capital Sanaa e grande parte do oeste e do sul do país. 

Os Houthi são, em sua maioria, muçulmanos xiitas com vínculos com o Irã — que financia a rebelião contra o governo majoritariamente muçulmano sunita do Iêmen e ataques à Arábia Saudita, também liderada pelos sunitas. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No final de 2023, os Houthi começaram a atacar navios em Bab el-Mandeb em apoio ao Hamas — também ajudado pelo Irã — e que atualmente trava uma guerra na Faixa de Gaza contra Israel.

Desde então, as forças Houthi disparam mísseis contra vários navios no estreito de Bab el-Mandeb, além de mísseis contra Israel.

Foto da Nasa do estreito de Bab el-Mandeb. Imagem: Wikimedia Commons.

O peso do Mar Vermelho na economia global

O grande problema desse conflito é que o estreito de Bab el-Mandeb, o Mar Vermelho e o Canal de Suez são ligações vitais da principal rota de navegação do mundo, entre a Ásia e a Europa.

A Organização Marítima Internacional estima que até um quarto da navegação mundial passe por essa região — o que equivale a bilhões de toneladas de carga todos os anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entre essas cargas estão 4,5 milhões de barris de petróleo por dia, originários do Golfo Pérsico e de países asiáticos, de acordo com a Administração de Informações sobre Energia dos EUA. 

Não à toa, várias potências mundiais, entre elas EUA e China, mantêm grandes bases militares na região de Bab el-Mandeb para evitar que o estreito seja alvo de hostilidades.

O primeiro efeito do conflito no seu bolso

O efeito imediato dos ataques dos Houthi em Bab el-Mandeb foi o aumento dos custos do transporte marítimo. 

Cálculos do UBS mostram que esses custos subiram 115% desde meados de novembro e até 250% em algumas das rotas China-Europa. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Os ataques de militantes Houthi no Iêmen a navios que atravessavam o Mar Vermelho perturbaram significativamente as rotas marítimas e fizeram com que pelo menos parte do comércio através do Canal de Suez e do estreito de Bab el-Mandeb fosse desviado para o extremo sul de África — adicionando cerca de 9 dias para uma viagem média entre Taiwan e a Holanda, por exemplo”, diz o economista do UBS, Arend Kapteyn. 

O gráfico abaixo mostra o volume diário de comércio que passa pelo Canal de Suez e pelo estreito de Bab el-Mandeb — uma queda de 40% a 45% desde meados de novembro em relação ao ano anterior.

Fonte: UBS Evidence Lab

O segundo efeito dos ataques no Mar Vermelho

Custo do transporte marítimo maior geralmente significa aceleração da inflação — e é aqui que os investimentos de quem tem ações na bolsa podem sentir os efeitos reais do conflito. 

Os bancos centrais ao redor do mundo iniciaram — ou estão em vias de iniciar, a exemplo do Federal Reserve, nos EUA — o ciclo de afrouxamento monetário. No entanto, se a inflação der novos sinais de aceleração, esse processo pode ficar comprometido e ser postergado. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Todas as rotas de transporte de contêineres apresentaram aumento de preços. Isso, conjugado com o apetite consumidor dos norte-americanos que não arrefece, já foi suficiente para alterar as expectativas de mercado”, diz o CIO da Empiricus Gestão, João Piccioni. 

Há uma semana, as apostas dos investidores de que o Fed cortaria os juros em março em 25 pontos-base (pb) estavam em 70%, de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group. Agora, essa probabilidade caiu para 55%. 

Juros mais altos costumam afastar o investidor de ativos arriscados como as ações. Não por acaso, o Ibovespa acumula uma queda de 5,12% e o dólar sobe 1,6% nos primeiros dias de 2024, considerando o fechamento de quinta-feira (18).

Mas os especialistas defendem cautela neste momento em relação a uma possível disparada da inflação. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Grosso modo, a relação histórica é que, para cada aumento de 10% nos custos de frete, os custos globais de importação dos EUA sobem apenas 3,2 bp”, diz Kapteyn, do UBS, ressaltando que existem outros efeitos indiretos como o aumento do custo da energia ou o impacto do atraso das entregas. 

Questionado se poderemos reviver os problemas na cadeia de suprimentos como aconteceu na pandemia de covid-19, Piccioni é categórico: “vivemos um momento diferente daquele”.  

“Hoje, a demanda é bem mais fraca e isso faz toda a diferença”, afirma o CIO da Empiricus Gestão. 

ONDE INVESTIR EM 2024: AÇÕES, RENDA FIXA, DIVIDENDOS, FIIS, BDRs E CRIPTOMOEDAS - INDICAÇÕES GRÁTIS

Os vencedores e perdedores na bolsa

Embora os especialistas digam que, no momento, o impacto dos ataques no Mar Vermelho são limitados — ainda que demandem atenção por parte dos investidores — existem vencedores e perdedores na bolsa. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O resultado final é que qualquer impacto parece bastante limitado no geral para as commodities e restrito ao setor de celulose e papel, enquanto os mercados de minério de ferro e aço dificilmente deverão sofrer quaisquer solavancos — embora ainda possa haver inúmeras ramificações difíceis de avaliar no momento”, afirmam os analistas Leonardo Correa e Caio Greiner, do BTG Pactual. 

Quanto às empresas, Correa e Greiner dizem que a Klabin (KLBN11) poderá ser marginalmente impactada pelo aumento das tarifas de contêineres e isso pode afetar as ações da empresa na bolsa.

Eles lembram que o fluxo de papel para a China, a Europa e o Oriente Médio depende das rotas do Mar Vermelho. 

“No final das contas, tudo se resume a rotas e custos de frete. Os custos de frete de contêineres aumentaram 85% no acumulado do ano, o que impacta mais os embarques de celulose e papel”, afirmam os analistas do BTG. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por outro lado, as siderúrgicas e mineradoras, que também dependem das rotas marítimas para escoar seus produtos, provavelmente não serão afetadas pelo conflito assim como seus papéis na bolsa.

“Não dependem do transporte marítimo de contêineres e os fluxos comerciais através da região são bastante insignificantes para o mercado mais amplo”, dizem os analistas. 

Segundo dados do BTG, Brasil e a Austrália representam cerca de 80% da oferta de minério de ferro no mercado marítimo, sendo a Ásia responsável por cerca de 80% da demanda marítima — o que significa que os principais fluxos comerciais não passam pelo Mar Vermelho. 

“Quanto ao modal de transporte marítimo entre os exportadores, Suzano, Vale e CSN Mineração dependem exclusivamente de graneleiros para os embarques de celulose e minério de ferro”, dizem os analistas do BTG. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na bolsa: e o petróleo?

Em relação ao petróleo e ao gás natural, a estrategista em commodities do ING, Ewa Manthey, diz que o aumento da tensão no Mar Vermelho eleva também os riscos de oferta, com os mercados energéticos como os mais vulneráveis. 

Ou seja, as ações das petroleiras podem se tornar uma das vencedoras desse confronto caso as tensões na região levem a uma disparada da commodity.

“No entanto, no caso do petróleo e do GNL, ainda não estamos observando qualquer impacto fundamental na oferta. As refinarias e os consumidores poderão inicialmente enfrentar alguma tensão à medida que as cadeias de abastecimento se ajustam”, afirma Manthey. 

“Dada a incerteza e o risco de repercussões, os preços do petróleo deverão permanecer relativamente bem apoiados. Para vermos os preços do petróleo subirem significativamente, precisaremos de uma escalada ainda maior e/ou uma perda significativa na oferta de petróleo”, acrescenta. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Manthey lembra que, normalmente, as tensões no Médio Oriente são positivas para o petróleo. “No entanto, aqueles que apostaram no petróleo desde o início do conflito entre Israel e o Hamas ficaram desapontados, uma vez que os preços do petróleo caíram mais de 10% desde o início de outubro”, completa. 

Atualmente, o preço do petróleo tipo Brent — usado como referência global e também pela Petrobras (PETR4) — está abaixo dos US$ 80 o barril, enquanto o WTI, a referência norte-americana, está em torno de US$ 73 o barril.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
POSSÍVEL SUCESSOR?

Sucessão na presidência do Fed: Kevin Hassett afirma que ficaria “feliz em servir” na posição se Trump o escolher

30 de novembro de 2025 - 17:09

O assessor econômico da Casa Branca fez a declaração neste domingo no programa “Fox and Friends”; a possibilidade de sua indicação já provocou reação nos mercados, que registraram alta nos EUA

CONFLITO E DIPLOMACIA

Delegação ucraniana vai aos EUA para negociações de paz; horas antes Kiev recebe ataques russos

29 de novembro de 2025 - 17:11

Enquanto a Ucrânia enfrenta bombardeios e apagões em Kiev, a delegação ucraniana busca avançar nas negociações com Washington para tentar encerrar a guerra com a Rússia

PAZ NO MUNDO?

Miss Universo: Como funciona o negócio milionário que já foi de Trump — e agora causa revolta entre as misses

26 de novembro de 2025 - 15:55

Entenda a engrenagem por trás do Miss Universo, concurso de beleza mais famoso do mundo que vem dando o que falar

2ª OBRA MAIS CARA DA HISTÓRIA

Roubado por nazistas e quase destruído em um incêndio: a incrível história por trás do quadro de mais de R$ 1 bilhão

25 de novembro de 2025 - 15:17

Tela de pintor austríaco Gustav Klimt se consagra como a segunda obra de arte mais cara já vendida em leilão; conheça a história por trás da tela

RUMO À GLÓRIA ETERNA

Montanhas e ruínas incas: o palco de Palmeiras x Flamengo na final da Copa Libertadores 2025

24 de novembro de 2025 - 12:12

Entre montanhas e ruínas incas, o Monumental U recebe Palmeiras x Flamengo na Final da Copa Libertadores 2025, em um dos cenários mais impressionantes da América do Sul

ORIENTE MÉDIO

Israel diz ter matado líder militar do Hezbollah em ataque a Beirute, no Líbano

23 de novembro de 2025 - 16:22

Este foi o primeiro ataque israelense ao território do Líbano desde junho; Hezbollah fala em “escalada de ataques”

CHANCE DE TÍTULO INÉDITO

Final da Copa Sul-Americana 2025: veja horário e onde assistir a Atlético-MG x Lanús

22 de novembro de 2025 - 12:37

Atlético-MG x Lanús decidem a Sul-Americana 2025 neste sábado, em Assunção; veja como chegam os finalistas e onde assistir

ESTADOS UNIDOS

Ata do Fed revela que muitos dirigentes queriam manter juros inalterados até o fim do ano e alerta para risco nas ações de tecnologia

19 de novembro de 2025 - 19:20

Dirigentes divergiram na última reunião sobre a necessidade de novos cortes nas taxas de juros, citando inflação elevada

NOVO RECORDE

O novo menor país da história a disputar uma Copa tem o tamanho de Curitiba e não tem nenhum jogador nascido em seu território

19 de novembro de 2025 - 15:06

Com apenas 158 mil habitantes e 444 km², Curaçao se torna o menor país a disputar uma Copa — e o primeiro a chegar ao Mundial sem nenhum jogador nativo

NOVO MONZA

O carro que definiu uma geração está de volta — e você não vai reconhecê-lo

19 de novembro de 2025 - 9:20

O carro que dominou o país na passagem dos anos 1980 para os 1990 volta repaginado e pronto para disputar um novo mercado

ÚLTIMO AMISTOSO DO ANO

Brasil x Tunísia: veja onde assistir ao amistoso e saiba o horário da partida

18 de novembro de 2025 - 15:01

Confira onde e quando assistir ao amistoso entre Brasil x Tunísia, que faz parte da preparação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026

FORJADO NA GUERRA

Antes de Atlético-MG x Lanús, estádio da final da Copa Sul-Americana 2025 virou palco de uma guerra por um território que também é do Brasil

17 de novembro de 2025 - 20:22

Antes de receber Atlético-MG x Lanús na final da Copa Sul-Americana 2025, o Defensores del Chaco foi cenário de guerra, confronto territorial e reconstrução histórica

ESTADOS UNIDOS

Casa Branca vê baixo risco de derrota sobre tarifas na Suprema Corte, diz Bessent

16 de novembro de 2025 - 16:53

A decisão, aguardada para as próximas semanas, pode afetar cerca de US$ 200 bilhões em receitas alfandegárias já cobradas

AGORA VAI?

EUA quer concluir acordo sobre terras raras com a China até o Dia de Ação de Graças, diz secretário do Tesouro

16 de novembro de 2025 - 15:32

No mês passado, os EUA concordaram em não impor tarifas de 100% sobre as importações chinesas até fechar um novo acordo

NOVA VISÃO

Menos Apple (AAPL34), mais Google (GOGL34): Berkshire Hathaway vira a mão em sua aposta nas big techs

15 de novembro de 2025 - 12:55

Essa foi a última apresentação do portfólio antes do fim da gestão de 60 anos de Warren Buffett como diretor executivo

DE OLHO NA INFLAÇÃO

EUA recuam em tarifas: Trump assina isenção para café, carne e frutas tropicais

15 de novembro de 2025 - 9:00

A medida visa conter a pressão dos preços dos alimentos nos EUA e deve ser positiva para as exportações brasileiras

K.O.

Ao som de música tema de Rocky, badalado robô humanoide russo vai a ‘nocaute’ logo na estreia; assista ao tombo

14 de novembro de 2025 - 11:23

A queda do robô AIDOL, da Rússia, durante uma apresentação em uma feira de tecnologia gerou repercussão. A empresa responsável explicou o incidente e compartilhou a recuperação do humanoide

ENTRE DADOS E DELÍRIOS

Sinais? Nave? Mistério? O que realmente sabemos sobre o cometa 3I/Atlas

13 de novembro de 2025 - 20:16

Enquanto estudos confirmam que o 3i/Atlas apresenta processos naturais, rumores sobre “sinais” e origem alienígena proliferam nas redes sociais

PONTO CEGO

A maior paralisação da história dos EUA acabou, mas quem vai pagar essa conta bilionária?

13 de novembro de 2025 - 17:42

O PIB norte-americano deve sofrer uma perda de pelo menos um ponto percentual no quarto trimestre de 2025, mas os efeitos do shutdown também batem nos juros e nos mercados

TOUROS E URSOS #247

Revolução ou bolha? A verdade sobre a febre da inteligência artificial

12 de novembro de 2025 - 12:45

Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, e Enzo Pacheco, analista da Empiricus, falam no podcast Touros e Ursos sobre o risco de bolha e a avaliação das empresas ligadas à IA

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar