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Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

DE VOLTA À ESTACA ZERO

Braskem (BRKM5) desaba mais de 15% na B3 após petrolífera árabe desistir de virar sócia da petroquímica

Após a desistência dos árabes, a antiga Odebrecht informou que segue comprometida com a venda da participação na Braskem, que controla ao lado da Petrobras

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
6 de maio de 2024
11:53 - atualizado às 19:53
Site da Braskem com lupa apontada para o logotipo da companhia
Site da Braskem - Imagem: Shutterstock

A venda da participação da Novonor (antiga Odebrecht) na Braskem (BRKM5) praticamente voltou à estaca zero. A petroquímica informou na manhã desta segunda-feira (6) que a Adnoc, petrolífera estatal dos Emirados Árabes Unidos, desistiu de avaliar o negócio.

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A reação na bolsa à notícia foi imediata: as ações da Braskem (BRKM5) desabavam 14,79% por volta das 11h30 no pregão de hoje na B3, a R$ 19,64. Mas a queda chegou a superar os 15% nas mínimas do dia. No fechamento, os papéis recuaram 14,49%, a R$ 19,71.

A expectativa de que a venda da participação finalmente avançasse impulsionou as ações da Braskem no início do ano. Em especial depois do encontro entre o presidente da Petrobras (PETR4), Jean Paul Prates, e o CEO da Adnoc.

A estatal possui 47% do capital com direito a voto da petroquímica e tem direito de preferência de compra da participação da Novonor, que possui 50,1% das ações.

Após a desistência dos árabes, a antiga Odebrecht informou que segue comprometida com a venda da participação.

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Braskem (BRKM5): dura de vender

A Braskem (BRKM5) já foi apontada como a joia da coroa do que um dia foi o império da Novonor (antiga Odebrecht). Mas a venda da participação que o grupo detém na petroquímica vem se revelando um negócio cada vez mais complexo.

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Vários nomes já anunciaram o interesse na Braskem. Entre eles, a Unipar e a J&F, holding que controla a gigante alimentos JBS.

Mas quem até o momento chegou mais perto de avançar nas negociações foi a Adnoc. Em novembro, a petrolífera dos Emirados Árabes avaliou a participação em R$ 10,5 bilhões. A proposta equivale a um valor presente de R$ 37,30 por ação, de acordo com cálculos feitos na época pelo BTG Pactual.

A Braskem não informa as razões pelas quais a Adnoc desistiu do negócio. Mas depois da proposta houve o agravamento do caso do afundamento dos bairros em Maceió, onde a empresa mantinha uma operação de extração de sal-gema.

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E os minoritários?

Vale lembrar que, além da Petrobras, a negociação para a venda precisa passar pelos bancos credores, que possuem ações da petroquímica em garantia de empréstimos. A Novonor está em recuperação judicial desde 2020.

Quanto aos minoritários, o que está em jogo é o chamado tag along. Ou seja, ou seja, o direito de vender as ações nas mesmas condições oferecidas aos controladores.

Isso porque o estatuto da petroquímica garante hoje a todos os acionistas, inclusive aqueles com ações preferenciais (BRKM5), o direito ao tag along.

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