O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Segundo a dona de marcas como Skol, Brahma e Budweiser, a queda do resultado está relacionada ao aumento das despesas com imposto no Brasil
A Ambev (ABEV3) frustrou as expectativas do mercado na manhã desta quinta-feira (31) com o anúncio de um balanço amargo no terceiro trimestre de 2024.
A cervejaria reportou um lucro líquido ajustado de R$ 3,57 bilhões no período — uma queda de 11,4% em relação ao resultado registrado no mesmo período do ano passado.
Segundo a dona de marcas como Skol, Brahma e Budweiser, a baixa no resultado está relacionada ao aumento das despesas com imposto no Brasil, que ofuscou o crescimento do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado e o melhor resultado financeiro líquido.
Já a receita líquida, por outro lado, foi de R$ 22 bilhões, o que representa uma alta de 8,8% ante os R$ 20,3 bilhões do terceiro trimestre do ano passado.
O Ebitda ajustado cresceu 7,3% em comparação com o ano anterior, chegando a R$ 7 bilhões no 3T24. A margem Ebitda ajustado foi de 32,0%, ante 32,4% no mesmo período em 2023.
Apesar do aumento na receita, a queda no lucro colocou “água no chopp” dos investidores, com as ações da Ambev reagindo em baixa após a divulgação do resultado trimestral.
Leia Também
Por volta das 12h51, os papéis ABEV3 recuavam 2,32%, negociados a R$ 12,63. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caía 0,48%, aos 130.015,30 pontos.
Além da divulgação do balanço trimestral, o conselho de administração da Ambev aprovou um programa de recompra de até 155.159.038 ações ordinárias nos próximos 18 meses
Considerando o fechamento do papel em 30 de outubro de 2024, a fatia corresponde a aproximadamente R$ 2 bilhões. A Ambev tem 4,3 bilhões de ações em circulação.
De acordo com a cervejaria, o principal objetivo é o cancelamento destas ações, sendo que as eventuais ações remanescentes poderão ser mantidas em tesouraria, alienadas e/ou entregues no âmbito dos planos de remuneração baseados em ações da companhia.
Embora a queda no lucro tenha frustrado as expectativas, os analistas do BB Investimentos (BB-BI) consideram os resultados do 3T24 da Ambev ligeiramente positivos.
A analista Georgia Jorge citou como surpresas positivas os negócios da Ambev na América Latina Sul — que incluem as operações na Argentina, Bolívia, Paraguai, Uruguai, Chile — e Canadá, para os quais o BB-BI esperava retrações mais fortes em termos de volume.
“No geral, entendemos que, na comparação anual, o resultado do 3T24 não teve brilho, com a companhia reportando retração de volume, de margem Ebitda e de margem líquida”, diz Jorge.
Para o BB-BI, as ações devem seguir pressionadas até que a gigante de bebidas divulgue decisões relacionadas à alocação de capital e distribuição de dividendos aos acionistas, que serão definidos pelo conselho de administração da Ambev no mês de dezembro.
Enquanto isso, a instituição mantém a recomendação de compra para ABEV3, prevendo um bom potencial de valorização em longo prazo. O preço-alvo para 2025 é de R$ 16 — um upside de 23,7% em relação ao preço do papel no fechamento anterior.
Se os analistas do BTG Pactual descreveram a recuperação da participação de mercado da Ambev desde 2020 como um "milagre pós-pandemia", esse não é mais o caso.
Isso porque, à medida que o rival Grupo Petrópolis também avança no país, a qualidade do portfólio, a distribuição e o acesso aos canais digitais da Ambev, como BEES e Zé Delivery, serão cada vez mais testados, colocando os resultados da companhia em risco.
“Não achamos que a estratégia da Petrópolis seja sustentável a longo prazo, mas enquanto for, cria a sensação de que a guerra de preços na ‘Brazil Beer’ está muito viva, comprometendo o potencial de crescimento da Ambev”, afirmam os analistas do BTG.
Por conta disso, o banco mantém recomendação neutra para os papéis da empresa de bebidas: “não temos motivos para apostar em uma reclassificação de ações”, afirma.
O preço-alvo para 2025 é de R$ 15, equivalente a um potencial de valorização de 16%.
Apesar de alguns resultados sólidos, o 3T24 foi o ápice dos desafios enfrentados pela Ambev na indústria, na visão dos analistas do Santander, que citaram as perdas de participação de mercado no Brasil e declínios de volume de dois dígitos na Argentina.
O banco também manteve recomendação neutra com preço-alvo de R$ 15, “considerando sua forte geração de caixa, apesar das condições operacionais desafiadoras”.
Já para o Itaú BBA, os resultados foram mistos, mas o banco ponderou que a recompra de ações é positiva, sendo “o primeiro passo para as discussões de alocação de capital”.
“No entanto, alguns podem argumentar que a recompra de ações de R$ 2 bilhões ainda parece tímida em comparação com as expectativas de otimização da estrutura de capital”.
A instituição mantém a recomendação market perform para as ações da Ambev, equivalente a neutro. O preço-alvo é de R$ 15 para 2025.
Banco de Brasília apresentou na sexta (6) o plano para capitalizar a instituição após perdas com ativos do Banco Master; veja o que explica a queda da ação nesta segunda (9)
O BTG Pactual vê fundos ainda subalocados no papel, retorno esperado mais modesto e poucas razões para aumentar a aposta no curto prazo
Resultado do quarto trimestre fecha uma sequência de trimestres recordes e reforça a mensagem do banco: a rentabilidade elevada veio para ficar
Além das mortes, cerca de 200 casos de problemas no pâncreas estão sendo investigados pela agência
A Fitch estima que a companhia tenha cerca de R$ 10,5 bilhões em dívidas com vencimento nos próximos 18 meses, o que amplia o risco de refinanciamento
ROE do banco avança, mas analistas alertam para um “teto” que pode travar novas altas das ações BBDC4 na bolsa
A produtora de etanol enfrenta alto endividamento, com a dívida líquida atingindo R$ 53,4 bilhões no segundo trimestre da safra 2025/26, e busca alternativas para sair do sufoco
Depois de um balanço forte no 4T25, o banco avalia captar recursos na B3; entenda os planos do Pine
Pressão financeira, plano mais detalhado e menos espaço para recuos explicam por que analistas veem maior chance de execução agora
O banco fechou o quarto trimestre de 2025 com um lucro líquido ajustado recorde de R$ 4,59 bilhões. Veja os destaques do balanço
O montante da dívida em jogo é estimado em R$ 1,2 bilhão, tendo como credores nomes como BTG Pactual, Prisma, Farallon e Santander
Segundo o CEO global da empresa, Gilberto Tomazoni, o projeto marca a expansão da presença da companhia na região
Grupo tenta coordenar reação dos investidores após pedido de recuperação judicial e decisão do TJ-SP que bloqueou R$ 150 milhões da empresa
Autuação cita descarga de fluido de perfuração no mar; estatal tem 20 dias para pagar ou recorrer, enquanto ANP libera retomada da perfuração
Banco do DF diz que ações são preventivas e que eventual aporte ainda depende do desfecho das investigações
Segundo a estatal, alienação de ativos ociosos começa em fevereiro e pode arrecadar até R$ 1,5 bilhão para fortalecer investimentos e sustentabilidade da empresa
Jovem de 18 anos fatura R$ 1,6 milhão em apenas um mês com o Beerzooka, acessório para bebidas criado com impressora 3D
Para 2026, a gigante automobilística busca um aumento na receita líquida e na margem ajustada de lucro operacional; UBS diz se a ação ainda vale a pena
Às vésperas dos resultados da safra 2025/2026 (3T26), a corretora rebaixou a Raízen e manteve cautela com o setor sucroenergético, por isso, a aposta do segmento veio com ressalvas
De acordo com vazamentos de sites especializados, a versão mais acessível do iPhone 17 deve ser lançada ainda no mês de fevereiro.