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Essa aprovação era requisito para que a Equatorial, que pagou R$ 6,8 bilhões pelas ações, pudesse assumir os direitos como acionista de referência da Sabesp
A privatização da Sabesp (SBSP3) ainda precisava passar por uma aprovação crucial para o processo caminhar para a conclusão — e ela veio na terça-feira (6), sem restrições.
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a aquisição de 15% das ações da companhia pela Equatorial (EQTL3).
A aprovação é requisito para que a Equatorial, que pagou R$ 6,8 bilhões pelas ações, possa assumir os direitos como acionista de referência da Sabesp.
A partir de agora, a empresa poderá escolher o presidente da Sabesp e indicar conselheiros, entre eles o presidente do próprio conselho.
Por volta de 14h, as ações SBSP3 subiam 1,25%, cotadas a R$ 90,76. No ano, os papéis acumulam ganho de 22,3%.
A aprovação veio em um parecer do superintendente geral Alexandre Barreto de Souza, em despacho de 11 páginas.
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Souza entendeu que a operação não prejudica a concorrência, já que as duas empresas juntas representam menos de 50% do mercado nacional de saneamento.
O superintendente também avaliou que a cláusula de não concorrência do acordo de investimentos, previsto na privatização da Sabesp, está em linha com a jurisprudência do Cade.
A privatização da Sabesp aconteceu no mês passado e é considerada a maior oferta de saneamento da história do País: a operação movimentou R$ 14,8 bilhões, dos quais R$ 6,8 bilhões foram subscritos pela Equatorial.
A empresa de energia comprou 15% da Sabesp a R$ 67 por ação — no total, foram vendidas 191,7 milhões de ações, mais um lote extra de 28,7 milhões, também a R$ 67 por papel. A oferta atraiu 310 investidores institucionais.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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