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A AGE acontecerá no final este mês depois de ter sido adiada por falta de quórum com acionistas barrados pela dona da bolsa brasileira
Após ter a primeira tentativa barrada pela B3, a Kora Saúde (KRSA3) bateu o martelo e decidiu manter a segunda convocação da Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de acionistas da companhia de saúde, que agora será realizada no dia 29 de julho.
Na ocasião, a Kora vai decidir sobre a retirada de suas ações no Novo Mercado, com a dispensa da realização de uma OPA (Oferta Pública de Aquisição de Ações).
Mas a decisão de deixar o segmento de mais alto nível de governança corporativa da B3 virou novela desde que a dona da bolsa brasileira barrou a última assembleia.
Entretanto, em documento divulgado à Comissão de Valores Mobiliários nesta sexta-feira (19), a Kora informou que mantém a data de realização da nova AGE.
A empresa também afirmou que a reunião “será instalada com qualquer número de acionistas titulares de ações em circulação da companhia”.
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No início do mês passado, a B3 determinou que dois acionistas da Kora não poderiam participar da assembleia que votaria a saída voluntária da empresa do segmento.
Bruno Moulin Machado e Ivan Lima, médicos fundadores da rede privada de hospitais —, foram considerados pela B3 vinculados aos acionistas controladores da empresa.
Juntos, eles detêm quase metade das ações com direito a voto na assembleia, o que proporcionaria uma vantagem para os planos dos fundos controladores na votação.
No entanto, suas participações foram barradas pela B3, e a reunião teve de ser cancelada por falta de quórum legal mínimo das ações em circulação para a realização da assembleia.
A AGE que pode tirar a Kora do Novo Mercado foi aprovada no mês de maio pelo Conselho de Administração da companhia e solicitada pelo controlador — a HIG Capital, que possui 68,4% do capital social total e votante.
No documento divulgado hoje, a Kora ressalta que, caso a saída do Novo Mercado seja aprovada, a companhia também fará uma nova reforma em seu Estatuto Social.
Segmento de listagem na bolsa brasileira, o Novo Mercado possui os padrões mais rigorosos de governança corporativa da B3.
Para os acionistas controladores, a permanência da Kora no Novo Mercado restringe as alternativas disponíveis para a rede de hospitais.
Por isso, a proposta inicial era que a empresa migrasse voluntariamente para o segmento básico de listagem da B3, que tem regras menos rigorosas.
Embora os planos — pelo menos por ora — tenham sido barrados pela B3, a HIG Capital pretende votar uma nova assembleia para fazer uma OPA e comprar as ações de acionistas insatisfeitos ou de fundos que não possam manter ações fora do segmento.
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O que explica esse desempenho é a emissão de ações da companhia, para trocar parte de suas dívidas por participação.
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