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Analistas do banco destacaram três fatores que têm jogado contra as ações da Cosan; preço-alvo foi reduzido em 23%
As ações da Cosan (CSAN3) têm deixado seus investidores de “cabelo em pé”. Desde o início do ano, a holding já despencou 31% na bolsa, na contramão da alta de 1,21% do Ibovespa em 2024.
Em relatório publicado nesta quarta-feira (18), os analistas do BTG citam três principais fatores que são os responsáveis pela “trajetória turbulenta” das ações:
Este cenário mais conturbado para a Cosan levou os analistas do banco a cortarem o preço-alvo de CSAN3 em 23%, de R$ 30 para R$ 23 por ação. Além disso, reduziram as projeções para o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e o lucro líquido da companhia para 2024 e 2025.
Para este ano, a redução das expectativas no lucro líquido chegou a 30%.
Embora as expectativas para a Cosan tenham sido calibradas para baixo, os analistas destacam que vale a pena investir nas ações.
A recomendação se justifica pelo desconto de 32% da holding – “um dos mais altos da história”, segundo a equipe de análise – e pela perspectiva de retorno das ações de cerca de 72% nos próximos 12 meses.
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Uma das principais preocupações do mercado sobre a Cosan tem sido o balanço bastante alavancado em um período de juros altos.
A empresa é altamente sensível à taxa Selic. Neste cenário os analistas defendem que “embora a Cosan tenha feito progressos no ajuste de sua estrutura de capital, a desalavancagem orgânica pode levar mais tempo do que o inicialmente esperado”.
Outro ponto negativo para a companhia é a compra da participação na Vale, que ocorreu em outubro de 2022.
O objetivo da Cosan com a negociação era adentrar o setor de mineração com uma gigante do mercado, mas os resultados financeiros dessa aquisição “têm sido medíocres”, na visão do banco.
Cabe lembrar que, desde a operação em 2022, a Cosan fez reduções nas ações que detinha da Vale. Em abril deste ano, a empresa vendeu 33,5 milhões de papéis – equivalente a 0,78% da mineradora –, o que a ajudou a diminuir sua dívida líquida.
Porém, para o BTG, o investimento na Vale se traduz em uma perda econômica de R$ 3,1 bilhões, quando considerado o custo de oportunidade do capital que foi investido na companhia.
Do ponto de vista do que pode ajudar a empresa daqui para frente, os analistas destacam que à medida que os dividendos das subsidiárias – como Raízen, Moove e Compass – melhorarem, a Cosan pode ser beneficiada.
Além disso, não descartam vendas de ativos e IPOs das companhias do grupo. A oferta de ações de duas subsidiárias da Cosan está no radar do mercado: a Compass, de gás natural, e a Moove, de lubrificantes.
Enquanto o IPO da empresa de gás natural segue apenas nos “burburinhos”, a companhia dos óleos Mobil já avança com sua oferta nos Estados Unidos.
Depois de quase três anos sem IPOs de empresas brasileiras, a Cosan deu o primeiro passo para a Moove ser listada em bolsa nos EUA. A empresa protocolou o pedido com a SEC – a CVM americana – na última segunda-feira (16).
Segundo fontes ouvidas pelo Brazil Journal, a oferta deve ser precificada no mês de outubro.
A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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