Ações da Boeing pesam em Nova York na esteira de acidente aéreo na Coreia do Sul
Após contribuir para uma abertura em queda da Nyse hoje, os papéis da companhia caem mais de 2%; no ano, o desempenho dos ativos é negativo em 30%

No último pregão completo em Nova York — amanhã (31), as negociações acabam mais cedo —, as bolsas dos Estados Unidos estiveram de mau humor. Uma das culpadas foi a Boeing (BA), cujas ações caíram 2,31% nesta segunda-feira (30) na esteira do acidente na Coreia do Sul, que matou 179 dos 181 passageiros a bordo.
A aeronave B737-800, operada pela companhia Jeju Air, deslizou para fora da pista no domingo (29) e explodiu ao colidir com um muro no Aeroporto Internacional de Muan — e já está sendo considerado o acidente aéreo mais trágico da história do país.
Segundo a AP, os vídeos do acidente mostraram que o avião estava sofrendo com suspeita de problemas no motor. No entanto, a falha no trem de pouso foi provavelmente a principal razão para o acidente.
Agora, o governo sul-coreano ordenou uma inspeção de segurança de todas as aeronaves do tipo 737-800 operadas pelas companhias domésticas, afetando diretamente as ações da fabricante norte-americana.
Embora tenham caído mais de 2% hoje por conta do acidente, no ano, esses ativos também não performam bem. Apesar de caminharem para fechar dezembro com ganho de 14%, no acumulado de 2024, a ação da Boeing registra queda de 32%.
Seguindo as regras da aviação global, a Coreia do Sul vai liderar uma investigação civil sobre o acidente, envolvendo também o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos, onde o avião foi projetado e construído.
Leia Também
A Boeing e a Administração Federal de Aviação também irão participar.
Em comunicado à CNBC, a companhia norte-americana declarou estar em contato com a Jeju Air em relação ao voo 2216.
“Estamos prontos para apoiá-los. Enviamos nossas mais profundas condolências às famílias que perderam entes queridos e nossos pensamentos estão com os passageiros e a tripulação.”
Acidente na Coreia da Sul se junta a outras crises da Boeing
O B737-800 é um dos aviões de passageiros mais utilizados no mundo, com um histórico de segurança geralmente sólido. Na Coreia do Sul, o modelo faz parte da frota principalmente das companhias de baixo custo.
A Jeju Air é a maior operadora desse tipo de aeronave no país, com 39. Já a Korean Air, que é a maior companhia aérea sul-coreana, tem dois deles na frota.
Apesar da semelhança no nome, o modelo não deve ser confundido com os 737 Max, que estiveram envolvidos em dois acidentes fatais em 2018 e 2019 e resultaram na morte de 346 pessoas.
Em 5 de janeiro deste ano, um voo de um 737 Max 9 da Alaska Airlines foi forçado a fazer um pouso de emergência, quando um painel e uma janela estouraram em pleno voo.
Essa sequência de acidentes levantou uma questão crucial para o negócio de uma fabricante de transporte aéreo: seus modelos, afinal, eram realmente seguros?
Após tantas mortes, a empresa não só reduziu a produção — e, consequentemente, as vendas —, como enfrentou a pressão de consumidores que se negavam a voar em aeronaves da companhia, além da desconfiança de investidores em relação ao futuro do negócio.
No terceiro trimestre de 2024, a Boeing registrou um prejuízo de US$ 6,17 bilhões, bem maior do que o registrado em igual período do ano anterior, de US$ 1,64 bilhão. Nesta reportagem, o Seu Dinheiro explorou 5 motivos que explicam esse resultado negativo.
* Com informações da CNBC, Market Watch e AP.
VENDE BRKM5, RECEBE DÍVIDA
OPA da Braskem (BRKM5) com data marcada: vale a pena trocar as ações pelo que o novo controlador oferece?
24 de setembro de 2026 - 12:32MAIS DE R$ 9 BILHÕES EM RECEITA
Yduqs (YDUQ3), dona da Estácio, anuncia fusão com a Afya e cria gigante em educação médica no Brasil; veja quanto cai no seu bolso
24 de setembro de 2026 - 9:02ALÉM DA PRIVATIZAÇÃO
Privatização da Copasa (CSMG3) chama atenção do mercado, mas Bradesco BBI tem ainda mais motivos para apostar em alta de mais de 38% para a ação
23 de setembro de 2026 - 16:21O PREÇO DA “GENEROSIDADE”
Petrobras (PETR4) caminha para um dos maiores dividendos do mundo. A ação ficou cara demais para comprar agora?
23 de setembro de 2026 - 14:25NOVO FILÃO DE CRESCIMENTO
Maior alta do Ibovespa hoje: Magazine Luiza (MGLU3) sobe na bolsa após decisão de agência do governo; entenda o que mexe com a varejista
23 de setembro de 2026 - 13:58GOVERNANÇA CORPORATIVA
O conselheiro é independente mesmo? Indicação pelo controlador é comum; saiba quando ela vira um problema para a empresa
23 de setembro de 2026 - 12:33SOB PRESSÃO
Braskem (BRKM5) vira campo de batalha: MP questiona processo e credores exigem que Petrobras (PETR4) e IG4 paguem parte da conta
23 de setembro de 2026 - 11:35PROVENTOS
Mais de R$ 600 milhões aos acionistas: confira quem tem direito a receber o JCP da Localiza (RENT4)
22 de setembro de 2026 - 19:27TERMÔMETRO DAS ELEIÇÕES
O mercado já escolheu seu cavalo eleitoral? Banco do Brasil (BBAS3) dispara 26% na bolsa, mas a conta não fecha só com as urnas
22 de setembro de 2026 - 17:03UM BOM NEGÓCIO?
Santander quer comprar seu papel SANB11 — mas o que o minoritário ganha ao trocar as ações por BDRs?
22 de setembro de 2026 - 14:16EXPANSÃO
Vale (VALE3) compra 30% da Ligga por R$ 972,36 milhões e prevê expandir capacidade em quatro vezes; qual o plano da mineradora?
22 de setembro de 2026 - 14:01ABRE E FECHA
JBS (JBSS32) fecha capital e J&F quer ser aberta no Brasil: o que muda para o investidor em ações e debêntures na B3
22 de setembro de 2026 - 11:43DE A PARA B
Entre JBS e J&F: o xadrez financeiro dos irmãos Batista na B3
21 de setembro de 2026 - 19:37PREPAREM O BOLSO
Dividendos e JCP: empresas anunciam mais de R$ 600 milhões aos acionistas; saiba quem paga e quando receber
21 de setembro de 2026 - 19:13SINERGIAS
Fusão com a Afya pode turbinar lucro da Yduqs (YDUQ3) e deixar ação mais barata, segundo Itaú BBA; veja o possível prêmio
21 de setembro de 2026 - 17:41A PENEIRA DOS BANCÕES
Itaú, Bradesco ou Banco do Brasil: BofA escolhe seu favorito na B3 — e deixa uma ação de escanteio
21 de setembro de 2026 - 15:57ALÉM DAS FRONTEIRAS
Petrobras acena com descobertas de gás na Colômbia. Aonde a estatal quer chegar?
21 de setembro de 2026 - 14:04ACESSO AO MERCADO DE CAPITAIS
J&F, dos irmãos Batista, pede registro de companhia aberta na CVM: entenda o plano da gigante para ser mais que uma holding
21 de setembro de 2026 - 11:04MAIS UM PASSO
Braskem (BRKM5) vai deixar a B3? CVM dá sinal verde para OPA. Saiba o que isso significa para os acionistas minoritários da petroquímica
21 de setembro de 2026 - 10:42MARGEM EQUATORIAL