🔴 ALGORITMO MOSTRA COMO BUSCAR ATÉ R$ 3 MIL POR DIA – CONHEÇA

Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
No Seu Dinheiro você encontra as melhores dicas, notícias e análises de investimentos para a pessoa física. Nossos jornalistas mergulham nos fatos e dizem o que acham que você deve (e não deve) fazer para multiplicar seu patrimônio. E claro, sem nada daquele economês que ninguém mais aguenta.
RESULTADO DA ASSEMBLEIA

Acionistas do Magazine Luiza (MGLU3) rejeitam proposta de ação contra Fred Trajano por ‘ajuste contábil’ milionário no balanço da varejista

A assembleia foi convocada a pedido dos fundadores da KaBuM, que queriam responsabilizar o CEO da varejista pelo que chamam de “fraude contábil” no balanço do Magalu

Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
29 de maio de 2024
19:05 - atualizado às 13:00
Fred Trajano, CEO do Magazine Luiza (MGLU3)
Fred Trajano, CEO do Magazine Luiza (MGLU3) - Imagem: Reprodução/Facebook/Montagem Seu Dinheiro

Os acionistas do Magazine Luiza (MGLU3) rejeitaram nesta quarta-feira (29) a propositura de uma ação de responsabilidade contra Frederico Trajano, CEO da varejista.

O tema foi pauta de uma assembleia realizada hoje e convocada a pedido de Thiago Leandro Camargo Ramos. Os irmãos, que estavam à frente da plataforma KaBuM! até abril do ano passado, queriam responsabilizar Fred Trajano pelo que chamam de “fraude contábil” no balanço do Magalu.

A proposta, porém, foi aprovada por apenas 1,1% dos votantes, enquanto outros 17,8% se posicionaram contra e 49,9% se abstiveram.

Vale relembrar que a companhia fez um “ajuste contábil” de R$ 829,5 milhões no patrimônio líquido, de acordo com as informações contidas no balanço do terceiro trimestre de 2023. 

Em um extenso pedido com 94 pontos, os Ramos explicavam que já haviam relatado ao próprio Fred Trajano “deficiência grave no controle contábil do estoque da companhia”. 

Conflito de interesses no Magazine Luiza (MGLU3)

Isso porque o registro do preço de entrada das mercadorias no Magazine Luiza era feito manualmente pelas próprias pessoas do departamento de compras, responsáveis pelo preço final de aquisição, e não de maneira automatizada. 

Contudo, a bonificação desses funcionários é calculada sobre a margem de lucratividade dessas operações — ou seja, é possível reduzir o preço de entrada para aumentar essa diferença e, consequentemente, o bônus.

Em outras palavras, há um conflito de interesses nessa operação, na visão dos irmãos Ramos, “sem adequados mecanismos de controle e fiscalização”, o que poderia “gerar distorções de centenas de milhões de reais”.

“O erro contábil que levou a um reajuste de R$ 829,5 milhões admitido pela companhia em novembro de 2023 é apenas um dos resultados da inexistência de controles rigorosos, problema sobre o qual o Sr. Frederico Trajano vem sendo alertado há anos não apenas por Thiago Ramos e Leandro Ramos, como, ao que parece, também por outros administradores”, diz a carta dos irmãos Ramos. 

“Tese do século” também é motivo de embate no Magazine Luiza

Além disso, o filho de Luiza Trajano e CEO da varejista era acusado por eles de permitir o vencimento de aproximadamente R$ 40 milhões em créditos da Receita Federal após a decisão do STF sobre a “tese do século”, que permitiu a devolução de impostos recolhidos indevidamente nos últimos anos. 

Em linhas gerais, a tese defende que o ICMS (imposto estadual) não deve ser considerado parte do faturamento de uma empresa para fins de cálculo do PIS/COFINS (impostos federais).

Ou seja, o ICMS não está diretamente relacionado à atividade econômica da empresa, mas sim à circulação de mercadorias e serviços.

Mas foi só em 2017 que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o ICMS não deve integrar a base de cálculo do PIS/COFINS. Desde então, a Receita Federal vem liberando créditos fiscais às empresas devido a essa cobrança indevida de impostos.

Um passo atrás: KaBuM! e Magazine Luiza (MGLU3)

Vale destacar que a briga entre os irmãos Ramos e Fred Trajano não é de hoje. 

Em julho de 2021, o Magazine Luiza fez uma oferta bilionária pelo KaBuM! que foi aceita pelos acionistas. A varejista pagou R$ 1 bilhão em dinheiro, à vista, e emitiu outros 75 milhões de papéis ON (MGLU3).

Além disso, havia uma cláusula para um bônus de subscrição de até 50 milhões de ações, a depender do cumprimento de certas metas.

À época, o pacote de ações era avaliado em cerca de R$ 1,7 bilhão. Mas com a queda do valor dos papéis, o montante atualizado equivale hoje a apenas R$ 120 milhões. Com a desvalorização, os irmãos passaram a questionar o contrato de venda.

No ano passado, Thiago e Leandro Ramos foram demitidos por justa causa do controle da própria empresa e entraram com uma ação na justiça contra o Magalu, alegando que se tratava de uma retaliação.

VEJA TAMBÉM - CRIPTOMOEDAS 'ESQUECIDAS' POR ANOS: VOU CAIR NA MALHA FINA?

Compartilhe

POSSÍVEL PARCERIA

Apple e Mark Zuckerberg vão unir forças? Fabricante do iPhone e Meta discutem investida conjunta em inteligência artificial, diz agência

23 de junho de 2024 - 15:21

A empresa da maçã tenta acordar a integração da IA generativa utilizada pela Meta Plataforms ao Apple Intelligence, lançado pela empresa neste mês

AUXÍLIO DO GOVERNO

R$ 1.412 por funcionário: empresas do Rio Grande do Sul já podem aderir à programa de apoio financeiro do governo

23 de junho de 2024 - 14:08

Serão duas parcelas por empregado, com o pagamento da primeira marcado para 8 de julho e a segunda programada para 5 de agosto

DINHEIRO NO BOLSO

Dividendos e JCP: Localiza (RENT3) vai pagar mais de R$ 400 milhões aos investidores e anuncia aumento de capital milionário

22 de junho de 2024 - 16:37

Terá direito ao pagamento quem estiver na base acionária da companhia de locação de automóveis na próxima quarta-feira (26)

MAIOR OFERTA DO ANO

Privatização da Sabesp (SBSP3) pode movimentar mais de R$ 15 bilhões e ações terão “desconto”; confira os detalhes da oferta

22 de junho de 2024 - 9:58

Se efetivada nesse patamar, essa será a maior operação da bolsa brasileira nos últimos três anos

CHUVA DE PROVENTOS

BB Seguridade (BBSE3) e Multiplan (MULT3) anunciam quase R$ 3 bilhões em dividendos e JCP aos acionistas; veja as condições

21 de junho de 2024 - 19:54

Seguradora do Banco do Brasil (BBAS3) vai distribuir a maior fatia dos proventos: R$ 2,7 bilhões; já a Multiplan anunciou também um novo programa de recompra de ações

TENTATIVA FRUSTRADA

Nada de IPO? Por que oferta de ações da Shein nos Estados Unidos está cada vez mais longe de acontecer

21 de junho de 2024 - 15:50

Varejista de moda chinesa também entrou com um pedido de listagem em Londres

DESTAQUES DA BOLSA

Movida (MOVI3) está andando bem e ação pode se valorizar mais. Vale a pena pegar essa carona? O Citi responde

21 de junho de 2024 - 13:45

Banco norte-americano voltou a cobrir a companhia, mas ainda vê desafios no futuro; saiba o que fazer com os papéis agora

concessionárias de energia

Limite aos proventos das elétricas? Veja o que diz novo decreto do governo

21 de junho de 2024 - 10:47

Aneel será responsável pela avaliação dos indicadores das concessionárias anualmente

VEIO DO RIVAL

De ex-CEO do McDonald’s a futuro presidente da dona do Burger King: ações da Zamp (ZAMP3) saltam 13% com anúncio de novo CEO

21 de junho de 2024 - 10:06

O executivo tem mais de 30 anos de experiência e já foi CEO de diversos setores, incluindo da divisão brasileira da Arcos Dorados

DECISÃO DO GOVERNO

Escolha de investidor de referência da Sabesp (SBSP3) terá direito a “truco” da concorrência

21 de junho de 2024 - 8:15

Na disputa pelo posto, estão nomes como Aegea, Equatorial e até mesmo o empresário Nelson Tanure como um dos possíveis acionistas de referência

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Continuar e fechar