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Companhia informou à CVM que seus controladores, Petrobras e Novonor, negam as negociações
A Braskem (BRKM3) negou hoje, em fato relevante, que seus acionistas estejam em negociação com a Petrochina Internacional para a venda da fabricante brasileira de resinas plásticas. Não é segredo que os acionistas da companhia estão em busca de um comprador.
A informação foi divulgada pela revista Veja, no dia 09 de junho, com o título “A empresa que desponta como possível compradora da Braskem”, notícia que levou a um questionamento por parte da Comissão de Valores Mobiliários.
Segundo a revista, o entrave para as negociações seria a Petrobras, que detém 47% do capital votante da Braskem e 36,1% do capital total. No controle da companhia, a Petrobras tem um acordo de acionistas com a Novonor, antiga Odebrecht, que tem 50,1% do seu capital votante e 38,3% do capital total.
“A Braskem reforça que não conduz eventuais negociações dos acionistas signatários do acordo de acionistas (...) sobre as suas participações acionárias e esclarece que não tem conhecimento das informações contidas em tal notícia, motivo pelo qual questionou os acionistas”, diz a empresa no fato relevante, em resposta à CVM.
Segundo a Braskem, a Petrobras informou que “não tem nenhuma informação que ainda não tinha sido divulgada ao mercado.” A Novonor, por sua vez, disse que “não há qualquer informação a respeito de potencial interesse da Petrochina na participação indireta da Novonor na Braskem”.
Diversas empresas já anunciaram interesse em comprar a Braskem. Entre elas, a Unipar e a J&F, holding que controla a gigante de alimentos JBS.
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Quem chegou mais perto de avançar nas negociações foi a Adnoc. Em novembro de 2023, a petrolífera dos Emirados Árabes Unidos avaliou a participação em R$ 10,5 bilhões. Mas, no início de maio, desistiu do negócio.
Após a desistência dos árabes, a antiga Odebrecht informou que segue comprometida com a venda da participação na Braskem — que pode acabar ficando com a Petrobras de vez.
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O que explica esse desempenho é a emissão de ações da companhia, para trocar parte de suas dívidas por participação.
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