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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

POSTOS DE COMBUSTÍVEIS

Ação da Ultrapar já caiu 15% em 2024 — e é hora de adicionar UGPA3 na carteira, segundo Citi 

Perspectiva positiva do banco para os papéis tem base em três pilares: rentabilidade da Ultragaz, maiores vendas da Ultracargo e concorrência saudável na indústria de distribuição de combustíveis

Camille Lima
Camille Lima
14 de junho de 2024
17:26
Celular com o logo sa Ultrapar
Ultrapar - Imagem: Shutterstock

Quem investe em Ultrapar teve um começo de ano difícil na bolsa brasileira em 2024, com perdas da ordem de 15% desde janeiro. Mas, para o Citi, não é hora de se abalar com a desvalorização das ações — e sim aproveitar a queda para adicionar UGPA3 à carteira. 

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O banco elevou a recomendação para os papéis de neutro para compra e manteve o preço-alvo de R$ 28 para os próximos 12 meses, implicando em um potencial de valorização de 28% frente ao último fechamento.

“Acreditamos que a recente tendência de baixa das ações proporciona um bom nível para comprar UGPA3, uma vez que as melhorias contínuas na área de distribuição de combustível e as operações comerciais resilientes nos seus três segmentos principais devem produzir boas vantagens no futuro”, escreveram os analistas, em relatório.

No início da sessão desta sexta-feira (14), as ações da Ultrapar reagiam positivamente à revisão para cima pelo banco de investimentos. Os ativos UGPA3 chegaram a liderar os ganhos do Ibovespa mais cedo, em um momento de baixa do índice, quando poucos papéis ocupavam o campo positivo.

A MP do PIS/COFINS

Na visão do Citi, a Ultrapar (UGPA3) enfrentava obrigações financeiras devido à medida provisória (MP) relativa aos créditos tributários de PIS/COFINS.

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Porém, na última terça-feira (11), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, anunciou a devolução dos trechos mais importantes da medida provisória que limitou a compensação de créditos de PIS/Cofins, em uma derrota para o governo federal.

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Ele decidiu devolver ao Planalto os trechos da MP que criam as novas regras para a compensação de créditos de PIS/Cofins e o ressarcimento de crédito presumido de PIS/Cofins.

Segundo os analistas, em meio à MP negativa para o setor de distribuição de combustíveis,  a Ipiranga decidiu aumentar os preços de combustíveis em R$ 0,10 por litro para compensar a restrição de créditos fiscais — e outros players poderiam acompanhar o movimento de preços da rede de postos. 

Porém, enquanto a medida foi devolvida, o aumento de preços pode ser mantido, o que se traduz em margens mais elevadas em toda a indústria de distribuição. 

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O que o Citi vê na Ultrapar (UGPA3)

A perspectiva positiva do Citi para a Ultrapar tem base em três pilares: bom nível de rentabilidade da Ultragaz, maiores vendas da Ultracargo e concorrência saudável na indústria de distribuição de combustíveis.

Do lado da rede de postos, os analistas destacam um impulso nas margens do Ipiranga devido ao fim do regime especial do Amapá para importação de combustíveis, um aperto no equilíbrio de oferta e demanda do diesel e o aumento recente do preço dos combustíveis. 

“Mantemos nossa visão de margens saudáveis ​​ao longo do ano”, destaca o Citi.

Por sua vez, para a Ultragaz, a projeção é de queda nas margens Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do segundo trimestre, devido a um repasse parcial de preços para proteger a participação de mercado da companhia. 

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Na visão do banco, a Ultragaz pode se beneficiar de um melhor mix de vendas e maior participação no mercado de gás a granel.

Os analistas avaliam ainda que a estratégia para aumentar a venda cruzada de energia ao consumidor final deve impulsionar a empresa, apoiada por fusões e aquisições no mercado para elevar a oferta de energias de fontes diversas. 

No começo desta semana, a Ultragaz abocanhou cerca de 52% na Witzler, que atua na comercialização de energia elétrica no mercado livre e na gestão de energia, por R$ 110 milhões.

Já em março deste ano, a empresa comprou uma participação na Hidrovias do Brasil (HBSA3), em um negócio de mais de R$ 510 milhões para se tornar acionista de referência na companhia.

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Outros pilares da Ultrapar (UGPA3)

Segundo os analistas, a atual transformação da holding Ultrapar (UGPA3) também chama a atenção. 

“Eles estão passando por uma revisão de portfólio para melhorar sinergias e buscar novas oportunidades no segmento liberalizado de downstream brasileiro, focado principalmente em refino, gás natural e transição energética”, disse o banco.

“Esperamos que seja desbloqueado mais valor no médio prazo, impulsionado por fusões e aquisições e pela reorganização em curso”, acrescentou.  

Já a divisão de logística da Ultrapar (UGPA3), a Ultracargo, pretende aumentar sua capacidade operacional até 2026 e ampliar presença no agronegócio brasileiro. 

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“A principal preocupação para 2024 são as importações de diesel, que poderão imprimir uma queda ano a ano (se o cenário atual se mantiver), levando a uma queda nas vendas spot (à vista)”, avalia o banco. 

Segundo o Citi, ainda que as vendas à vista possuam margens maiores, o recuo nas operações spot não deve reduzir o Ebitda de 2024. 

De acordo com os analistas, o indicador deve se manter positivo devido ao aumento planejado de capacidade operacional até o terceiro trimestre de 2024, com maior capacidade em Rondonópolis e com a construção do terminal de Palmeirante.

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