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O BTG Pactual acredita que a intensa desvalorização recente abriu uma oportunidade de se tornar sócio da companhia a preços muito baixos — mas há riscos no radar
Quem investe em Suzano (SUZB3) experimentou de fortes emoções em maio ao acompanhar as fortes oscilações das ações na bolsa brasileira. Em um mês, os papéis despencaram quase 19% na B3, resultando em uma perda de quase R$ 13 bilhões em valor de mercado.
O recuo acompanhou rumores de que a empresa teria tentado abocanhar outra papeleira. Segundo a Reuters, a Suzano abordou a empresa norte-americana International Paper (IP) com uma proposta de aquisição de quase US$ 15 bilhões, a um preço de aproximadamente US$ 42 por ação.
Nesta terça-feira (21), os papéis da empresa de papel e celulose operaram entre as maiores quedas do Ibovespa e terminaram o dia com baixa de 3,72%, a R$ 49,15.
Apesar de a queda inevitavelmente ligar um sinal de alerta para os investidores com maior aversão ao risco, o BTG Pactual acredita que é justamente a intensa desvalorização recente que abriu uma oportunidade atraente no mercado: a de se tornar sócio da companhia a preços muito baixos.
Os analistas mantiveram a recomendação de compra para as ações SUZB3, com preço-alvo de R$ 82 para os próximos 12 meses, uma valorização potencial de 60% em relação ao último fechamento.
Na avaliação do BTG Pactual, mesmo antes do barulho sobre o potencial acordo com a IP, as ações da Suzano (SUZB3) já estavam com grandes descontos na B3, impactadas pelos “crescentes temores de alocação de capital e alavancagem” da companhia.
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Para os analistas, o mercado já não estava precificando o potencial de retorno do Projeto Cerrado, uma das iniciativas de maior peso para a companhia para os próximos anos. Nas contas do BTG, a iniciativa é avaliada em cerca de R$ 12 por ação.
Segundo o banco, o receio se intensificou após notícias de um potencial acordo considerado “demasiado grande, complexo e sem potencial de sinergia” pelo mercado.
“O que já estava descontado ficou ainda mais barato”, afirmou o banco, em relatório.
“Os receios de alocação de capital relacionados a um movimento de internacionalização muito maior e mais arriscado do que os investidores previam deprimiram ainda mais os múltiplos.”
O BTG avalia que a recente desvalorização das ações levou os papéis SUZB3 a atingirem “um dos níveis múltiplos futuros mais baixos em anos”, tornando-se a empresa negociada no menor múltiplo de toda a indústria global de celulose e papel.
Segundo o banco, a Suzano atualmente é negociada a um múltiplo de 4,8 vezes a relação valor de firma sobre Ebitda (EV/Ebitda) — bem inferior aos níveis históricos de cerca de 7 vezes e os múltiplos atuais de outros pares do setor.
Para fins de comparação, a Klabin (KLBN11) atualmente negocia a 7,5 vezes, enquanto a IP tem um múltiplo de cerca de 7x. Já a Chileans negociam a 6,7 vezes em média, seguida pela Stora Enso, a 8 vezes, e pela Smurfit, a 6,7 vezes.
“Isto implica um desconto de pelo menos 30% para vários dos seus pares regionais e globais, o que achamos muito difícil de justificar de vários ângulos.”
Além disso, os analistas acreditam que o atual valor de firma (enterprise value) da Suzano está atualmente descontado em mais de R$ 40 bilhões — o que seria “bastante excessivo”, considerando o nível do negócio.
“Para uma empresa com a escala, participação de mercado, competitividade de custos, rentabilidade, potencial de ROIC [retorno sobre o capital investido], credenciais ESG e custo de capital como a Suzano, acreditamos que isso é excessivamente descontado.”
Para o BTG Pactual, a Suzano (SUZB3) agora é uma “história binária de curto prazo”. Os analistas projetam dois cenários possíveis para os papéis, com potenciais oscilações de até 15% na bolsa brasileira:
Ou seja: cuidado, investidor. Se você estiver em busca de uma recuperação rápida dos ativos, as ações da Suzano podem não ser uma boa pedida para você, segundo as previsões do BTG.
O banco prevê um “longo caminho” para a reclassificação de SUZB3 na bolsa brasileira, com gatilhos limitados para uma rápida reavaliação no curto prazo.
Para o banco, ainda vale a pena comprar ações da Suzano (SUZB3) na B3. Na avaliação dos analistas, “a administração merece o benefício da dúvida”, considerando o histórico positivo da empresa em fusões e aquisições e geração de valor.
“Acreditamos que a extensão da desvalorização das ações já é bastante significativa, e o fato de a Suzano ser agora a empresa de papel e celulose mais barata do mundo faz pouco sentido fundamentalmente para nós.”
O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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