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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

DESESTATIZAÇÃO

A privatização da Sabesp (SBSP3) vem aí: oferta de ações deve sair entre o fim de maio e agosto na B3, diz CEO; veja o cronograma

Após a privatização, a Sabesp pode investir em novas concessões inclusive fora de São Paulo, segundo André Salcedo, CEO da companhia

Camille Lima
Camille Lima
2 de abril de 2024
12:52 - atualizado às 12:36
Privatização da Sabesp (SBSP3)
Privatização da Sabesp (SBSP3) - Imagem: Divulgação

A tão esperada oferta de ações que vai tirar o controle da Sabesp (SBSP3) das mãos do governo do Estado de São Paulo deve ter início em até dois meses — e quem diz isso é o CEO da companhia de saneamento paulista, André Salcedo.

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“A gente poderia lançar uma oferta entre o final do mês de maio e o início de junho, podendo executar a oferta até agosto”, afirmou o presidente da empresa de saneamento, durante o Brazil Investment Forum, evento do Bradesco BBI.

Questionado sobre o tamanho da oferta de ações a ser lançada, o CEO da Sabesp afirmou que ainda não há definição. No mercado, porém, fala-se em uma operação entre R$ 15 bilhões e R$ 20 bilhões. 

Salcedo destacou que a companhia atualmente trabalha com os números que vêm sendo citados pelo governo, de que o Estado reduza a participação na Sabesp dos atuais 50,3% para algo entre 15% e 30%.

O presidente ainda afirmou que não existe definição sobre a necessidade de uma oferta primária de ações — isto é, quando o dinheiro levantado vai direto para o caixa da empresa.

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A oferta de ações da Sabesp vai envolver ainda a entrada de um investidor de referência no capital. Mas não há nenhuma decisão sobre eventuais condições especiais para esse investidor estratégico, de acordo com o CEO.

Leia Também

O cronograma de privatização da Sabesp (SBSP3)

Durante evento do Bradesco BBI, André Salcedo traçou um cronograma para a operação de desestatização da empresa, dividido em três “marcos” principais: a convocação de assembleias e o lançamento da oferta de privatização na bolsa brasileira.

De acordo com o CEO da Sabesp (SBSP3), o processo de consulta pública para discutir novos termos do novo modelo de contrato de concessão entre a empresa e os municípios paulista e de uma nova regulamentação do setor precisa ser fechado.

Na visão de Salcedo, a expectativa é que a publicação desse documento saia ainda nos próximos dias.

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Assim que fechadas as revisões das contribuições da consulta pública, o governo poderá convocar a primeira assembleia da URAE (Unidade Regional de Água e Esgoto de Municípios que deve utilizar o mesmo sistema de saneamento) próximo do início de maio.

A assembleia deve colocar em votação o regimento interno da URAE, com eleição de um conselho e diretoria. A reunião ainda autoriza o representante dos municípios a assinar o contrato com a Sabesp.

“Nós precisamos também convocar uma outra assembleia nos próximos dias para alteração do estatuto que vai figurar após a transação, que deve acontecer mais ou menos no início de maio”, disse, durante painel no evento.

Segundo Salcedo, o objetivo da Sabesp é usar os números financeiros da companhia do primeiro trimestre de 2024, que serão publicados em 09 de maio.

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“Esse é o cronograma com que estamos trabalhando, que nos possibilita uma flexibilidade para acomodar eventuais atrasos. É um processo de privatização, então devemos estar preparados para eventuais decisões que suspendam o processo.”

A vida após a privatização

O CEO da Sabesp (SBSP3) também revelou os planos de “vida após a privatização” da companhia de saneamento paulista. Na visão de Salcedo, assim que concluída a desestatização, a empresa deve ampliar o horizonte para além do Estado de São Paulo.

“É natural para uma empresa do porte da Sabesp e com a capacidade de geração de caixa que tem”, disse o CEO.

Para o executivo, a empresa tem “capacidade e interesse em olhar outros projetos”, mas inicialmente se sente mais confortável em relação a investimentos em concessões plenas fora do Estado.

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“Não sei se é competitivo em PPP [Parceria Público-Privada, um contrato administrativo entre o poder público e uma empresa privada de prestação de serviço], mas tem muitas alavancas de valor.”

Além disso, segundo o presidente da Sabesp, o porte e a região dos municípios também são critérios usados pela companhia para avaliação desses potenciais investimentos. 

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