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Fabricante de chips do Vale do Silício anunciou plano de redução de custos de US$ 10 bilhões (R$ 57 bilhões) para 2025 e mais medidas para reverter prejuízo
A Intel mostrou que 2024 não será fácil. Depois de reportar uma queda na receita no segundo trimestre, a fabricante de chips do Vale do Silício sinalizou que o terceiro trimestre será muito mais fraco que o esperado pelos analistas do mercado. As más notícias vieram ainda acompanhadas de um anúncio de cortes de empregos, redução de custos e suspensão de dividendos.
No trimestre encerrado em junho, a Intel registrou um prejuízo líquido de US$ 1,61 bilhão, revertendo o lucro de US$ 1,5 bilhão no mesmo período do ano passado.
Já a receita da companhia foi de US$ 12,83 bilhões no período, uma queda de 1% em base anual. Para o terceiro trimestre, a empresa projeta receita abaixo do que era esperado por analistas.
O mercado não perdoou os números e previsões mais fracas: as ações da gigante de tecnologia despencaram mais de 20% no after market em Nova York.
Nas negociações regulares, os papéis da companhia caíram 5,50%, cotados a US$ 29,05 na Nasdaq, em meio a uma venda de ações de fabricantes de chips.
Em comunicado divulgado pela companhia, o presidente da Intel, Pet Gelsinger, afirmou que o desempenho financeiro no segundo trimestre foi “decepcionante”.
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Ele também disse que a companhia está aproveitando o novo modelo operacional para tomar ações decisivas que melhorarão a eficiência operacional de capital.
Além disso, a companhia vem lutando para melhorar os produtos e restaurar sua relevância na Indústria, em meio à ascensão de rivais no setor de chips, como a Nvidia.
Além dos resultados operacionais, a Intel anunciou uma série de medidas para reverter a situação da empresa. Entre elas, a companhia fará uma redução de 15% do número de funcionários e a suspensão do pagamento de dividendos do quarto trimestre.
A empresa afirmou que espera retomar o pagamento dos dividendos à medida que os fluxos de caixa melhorarem para níveis “sustentavelmente mais altos”.
Ao todo, o plano de redução de custos será de US$ 10 bilhões (R$ 57 bilhões) para o próximo ano.
“Os resultados financeiros não estão onde queríamos que estivessem”, afirmou o executivo Pet Gelsinger. “Os cortes de empregos foram necessários “para nos levar a um lugar onde tenhamos um modelo de negócios mais sustentável para o futuro”.
Vale lembrar que a Intel já havia feito uma rodada de demissões em 2023, afetada pela redução da demanda no setor de semicondutores e a disputa com concorrentes.
No ano passado, ela registrou o maior prejuízo da história da empresa.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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