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O banco norte-americano passou a indicar a compra da ação e reduziu o preço-alvo de R$ 23,50 para R$ 22,50; entenda a razão para a mudança
A ação da Braskem (BRKM5) já subiu mais de 3% nesta terça-feira (20) e chegou a liderar as altas do Ibovespa depois que o Citi passou a recomendar a compra dos papéis. O que o banco norte-americano vê nesses ativos que não via antes?
O banco norte-americano é categórico: a ação da petroquímica está barata o bastante.
Por isso, além de elevar a recomendação de neutra para compra/alto risco, o Citi também reduziu o preço-alvo de R$ 23,50 para R$ 22,50 — o que representa um potencial de valorização de 31% em relação ao último fechamento.
Por volta de 14h20, os papéis BRKM5 subiam 2,04%, cotados a R$ 17,52. No mês, os ativos acumulam baixa de 0,17% e, no ano, de -19,85%.
A melhora na recomendação do Citi vem na esteira de dados da companhia acima do projetado pelo banco para o segundo trimestre.
Embora ainda tenham sido considerados fracos, esses números refletem uma recuperação da indústria petroquímica na visão do Citi.
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Entre abril e junho, a Braskem reportou prejuízo de R$ 3,736 bilhões — uma perda 385% maior dos que o prejuízo de R$ 771 milhões registrado no mesmo período do ano anterior.
O resultado também foi pior na comparação com os três meses anteriores, quando o prejuízo chegou a R$ 1,345 bilhão.
Na ocasião, a Braskem explicou que o prejuízo líquido aconteceu em função, principalmente, do impacto de R$ 4,5 bilhões da variação cambial negativa no resultado financeiro, que é explicado pelo efeito da depreciação do real sobre a exposição líquida da companhia no período.
Na contramão, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente da Braskem no segundo trimestre atingiu R$ 1,667 bilhão, alta de 137% em base anual e de 46% na comparação trimestral.
A receita líquida também subiu, a R$ 19,075 bilhões (+7%), ante um ano e avanço de 6% na comparação com os três meses anteriores.
O Citi acredita que a Braskem terá resultados melhores no terceiro trimestre na comparação anual, devido a despesas gerais e administrativas (SG&A) mais baixas.
Além disso, a operação brasileira deve apresentar avanços, após a parada na planta de Triunfo (RS), e os spreads petroquímicos no Brasil e no México tenham melhorar.
O banco diz ainda acreditar que a maior parte do risco de Alagoas já foi tratada pela Braskem e há potenciais ventos favoráveis nas discussões sobre tarifas de importação.
Nos cálculos do Citi, a Braskem tem valor de mercado sobre o Ebitda (EV/Ebitda) de 9,4 vezes em 2024. O banco manteve a estimativa de Ebitda ajustado de US$ 1,3 bilhão no ano.
Após tempestade perfeita da petroquímica nos últimos meses, banco norte-americano vê virada e eleva recomendação de BRKM para compra. O que está por trás da visão otimista?
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