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XP vê Brasil bem posicionado globalmente para atrair investidores estrangeiros e promove alterações em suas carteiras
O Ibovespa vem patinando neste início de 2024. Mesmo com a alta de 0,99% em fevereiro, o principal índice de ações da B3 encontra-se mais de 3% abaixo de seu pico histórico, alcançado no fim de 2023.
Na visão da XP Investimentos, porém, a bolsa brasileira deixará de patinar em breve para chegar ao fim do ano cerca de 15% acima dos níveis atuais.
A corretora elevou sua projeção para o Ibovespa em 2024 de 142 mil pontos para 149 mil pontos.
A elevação se deve a expectativas mais altas para os lucros das empresas listadas na bolsa.
Conforme a corretora, a saída de capital estrangeiro neste início de ano não muda a sua visão estrutural de que o Brasil está bem posicionado globalmente e em mercados emergentes para continuar atraindo capital.
Até o momento, as retiradas alcançam quase R$ 18 bilhões na B3, "à medida que as taxas subiram globalmente e os investidores realizam lucros após a forte recuperação" do Ibovespa no quarto trimestre.
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Contudo, estruturalmente, a corretora continua a ver o mercado doméstico de renda variável como bem posicionado entre os emergentes, o que deverá continuar a atrair fluxo estrangeiro.
"O Brasil é um mercado grande e líquido dentro de mercados emergentes e deverá aumentar o seu peso nos índices MSCI; o valuation da Bolsa permanece descontado; o Brasil está à frente de outros países no seu ciclo de flexibilização de juros; e o país tem baixos riscos geopolíticos", descreve o relatório.
Na avaliação da XP, as small caps, que continuam com desempenho inferior em 2024, podem ser interessantes à medida que o ciclo de corte de juros continua e os lucros estão projetados a crescerem 16% em 2024 e 31% quando se exclui as commodities.
"As small caps continuam atrativas, e seguem com uma performance inferior ao Ibovespa no ano", cita a nota assinada por Fernando Ferreira, Jennie Li, Thales Carmo e Julia Aquino.
A XP ainda cita que fez as seguintes alterações nas suas carteiras:
Trégua no Oriente Médio alivia temores sobre energia, derruba o petróleo e impulsiona ativos de risco. Ibovespa avançou mais de 3%, aos 181.931 pontos; o dólar à vista caiu. 1,29%, a R$ 5,2407; Prio foi a única queda
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