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O FII BBFI11 e o banco enfim encerraram uma disputa judicial motivada pela locação de um imóvel que já se arrastava há quase quatro anos
Depois de quase quatro anos de disputa e cinco processos na Justiça, a briga entre o fundo imobiliário BB Progressivo (BBFI11) e o Banco do Brasil (BBAS3) está oficialmente encerrada e deve gerar dividendos fartos para os cotistas do FII.
Os dois BBs assinaram ontem um acordo milionário oferecido pela instituição financeira para encerrar as ações, que estavam ligadas a divergências na locação do CARJ, um centro administrativo no Rio de Janeiro que está no portfólio do fundo. Relembre a briga.
De acordo com os termos, que receberam o aval dos cotistas do BBFI11 no mês passado, o banco pagará R$ 50 milhões à vista para quitar todas e quaisquer obrigações com o fundo.
O dinheiro, que deve ser depositado em até 10 dias úteis e representa um impacto financeiro de R$ 384,62 por cota. De acordo com a administradora do FII, o valor será distribuído aos cotistas conforme a regulamentação aplicável.
Vale relembrar que, de acordo com a lei que rege a indústria, os fundos imobiliários devem pagar aos investidores ao menos 95% dos lucros auferidos pelo regime de caixa no semestre.
Além do fim do impasse com o Banco do Brasil que deve incrementar os dividendos, os investidores aprovaram também no mês passado a venda dos dois ativos que compõem o portfólio do FII.
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O CARJ, que estava no centro da briga com o BB, foi alvo de uma disputa de lances entre a construtora Cury e a Sod Capital. Esta última empresa levou a melhor e ficará com o imóvel ao oferecer R$ 65 milhões à vista.
Já o segundo ativo — um prédio em Brasília também parcialmente locado para o Banco do Brasil, com contrato válido até janeiro de 2025 — será vendido à PaulOOctavio Investimentos por R$ 85 milhões.
Por enquanto, não há novidades sobre as vendas, mas a administradora do BBFI11 disse que irá manter os cotistas atualizados a respeito dos desdobramentos das duas negociações e o impacto aos cotistas.
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