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Os papéis da Vale fecharam em queda 1,06%, a R$ 57,02, com investidores repercutindo novos rumores sobre o plano de sucessão no comando da mineradora
Em dia de fortes perdas nos mercado globais, as ações da Vale (VALE3), papel com maior peso no Ibovespa, acompanham o mau humor generalizado e operam em queda na B3.
Os papéis da companhia fecharam em queda 1,06% nesta segunda-feira (5), a R$ 57,02, diante do sentimento de aversão ao risco e os temores de uma desaceleração na economia dos Estados Unidos.
De todo modo, o desempenho vai na contramão do avanço de 1,9% do minério de ferro na bolsa de Dalian, na China.
Aliás, as ações da Vale não reagem apenas ao cenário global nesta segunda-feira. Segundo informações do Estadão, surgiu no horizonte uma nova disputa paralela pela sucessão no comando da Vale, processo que se arrasta desde o ano passado.
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Além da lista de 15 nomes possíveis candidatos elaborada pela consultoria Russel Reynolds, dois nomes ligados ao governo devem disputar o cargo de CEO da mineradora.
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De acordo com a reportagem, estariam na corrida pela presidência da companhia o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, e o diretor executivo de minerais ferrosos e carvão da Vale, Marcelo Spinelli, indicado pelo Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
Vale relembrar que a data para a saída de Bartolomeo do comando já estava definida desde março, após um processo conturbado marcado pela queda de braço do governo na tentativa de emplacar o ex-ministro Guido Mantega no comando da mineradora.
No mês passado, a consultoria Russell Reynolds entregou ao conselho de administração da mineradora uma lista com 15 possíveis sucessores.
Entre os nomes cotados estão CEOs de grandes empresas, como Francisco Gomes Neto, CEO da fabricante de aeronaves brasileira Embraer (EMBR3); Gustavo Werneck, CEO da Gerdau (GGBR4); e Carlos Piani, no comando da holding de energia Equatorial (EQTL3).
Atualmente, o processo de sucessão do CEO Eduardo Bartolomeo, que termina o mandato ao final deste ano, vive um imbróglio. Isso porque o conselho de administração da mineradora estaria dividido em relação aos nomes cotados.
Enquanto isso, a posse do novo presidente está prevista para o início de 2025. Até lá, o conselho precisa aprovar uma lista com os três candidatos selecionados até o dia 30 de setembro. Por fim, a aprovação, formalização de contrato e apresentação do novo presidente da Vale deve acontecer ainda no mês de dezembro deste ano.
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