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Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

O COMBUSTÍVEL PARA A ALTA

Por que as ações da Méliuz (CASH3) saltam 12% hoje mesmo após a companhia dar um prejuízo quase dez vezes maior no segundo trimestre?

A companhia de cashback teve um prejuízo líquido consolidado de R$ 60,8 milhões no período

Larissa Vitória
Larissa Vitória
9 de agosto de 2024
12:35 - atualizado às 14:26
Celular com logo da Méliuz na tela branca
Imagem: Shutterstock

Em um dia de fortes ganhos no Ibovespa e fora dele, o desempenho das ações da Méliuz (CASH3) chama a atenção dos investidores nesta sexta-feira (9). Por volta das 12h35, os papéis estavam entre as maiores altas da bolsa brasileira com um salto de 12,39%, cotados em R$ 6,35.

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A performance positiva ocorre a despeito do resultado financeiro negativo reportado ontem. A companhia de cashback teve um prejuízo líquido consolidado de R$ 60,8 milhões no segundo trimestre.

A cifra é quase dez vezes pior que o prejuízo de R$ 6,3 milhões registrado no mesmo período do ano passado e também reverte o lucro de R$ 19,1 milhões obtido no primeiro trimestre de 2024

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Mas a XP destaca que o indicador foi afetado por eventos não recorrentes. A corretora relembra que no critério ajustado, que desconsidera o impairment — uma redução no valor contábil — de R$ 82,8 milhões da marca Picodi, a empresa teria reportado um lucro de R$ 15 milhões.

Além disso, a receita líquida consolidada ficou no azul. O indicador avançou 21% na comparação anual, para R$ 87,6 milhões.

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"No geral, embora não vejamos os resultados do 2º trimestre como um gatilho para as ações da CASH3, vemos a empresa evoluindo na frente operacional. No entanto, reafirmamos nossa recomendação neutra", diz a XP.

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Apesar do balanço, o grande impulsionador da performance acionária da Méliuz hoje é a notícia de que a companhia depositará milhões na conta dos acionistas no mês que vem.

A companhia irá distribuir o valor de R$ 220 milhões, ou R$ 2,52713563580 por ação, em 13 de setembro. O pagamento é fruto de uma redução do capital social anunciada no final de junho.

Terá direito à cifra quem estiver na base de investidores da companhia no dia 2 do mesmo mês. Ou seja, a partir de 3 de setembro os papéis CASH3 serão negociados "ex-direitos" à redução e passarão por um ajuste de acordo com o valor devolvido aos acionistas.

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