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Na avaliação de analistas e gestores consultados pelo Seu Dinheiro, existem três principais pilares por trás da forte valorização da Casas Bahia (BHIA3); confira aqui
As ações da Casas Bahia (BHIA3) são destaque positivo fora do Ibovespa no pregão desta segunda-feira (12). Por volta das 14h06, os papéis da varejista subiam 16,22%, negociados a R$ 5,58.
Apesar da valorização desta sessão, a gigante do varejo ainda marca perdas da ordem de 50% na bolsa brasileira no acumulado de 2024.
O desempenho positivo impulsionou ainda outros pares do setor, como o Magazine Luiza (MGLU3), que chegou a subir mais de 5% nas máximas, a R$ 13,66.
Na avaliação de analistas e gestores consultados pelo Seu Dinheiro, existem três principais pilares por trás da forte valorização da Casas Bahia (BHIA3) na B3 nesta tarde.
O primeiro fator mencionado pelos economistas é uma recepção positiva dos investidores ao balanço da Casas Bahia (BHIA3) no segundo trimestre de 2024.
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A companhia comandada por Renato Franklin conseguiu superar — e muito — as projeções dos analistas e acabou com a sequência de resultados no vermelho.
A companhia registrou lucro líquido de R$ 37 milhões no segundo trimestre, revertendo as perdas de R$ 492 milhões vistas no mesmo período do ano anterior, ajudada pela “modificação da dívida” no reperfilamento de débitos com os credores na recuperação extrajudicial.
Na visão de Thiago Pedroso, responsável pela área de renda variável da Criteria — grupo financeiro com mais de R$ 11 bilhões em ativos sob administração —, o mercado avalia que a Casas Bahia atualmente se encontra em “outra fase”, hoje focada na volta às origens.
Em entrevista ao Seu Dinheiro, o CEO Renato Franklin afirmou que, em uma estratégia de longo prazo, a varejista “quer se fortalecer como destino especialista” — e não mais brigar com as varejistas locais e rivais estrangeiras por “um negócio que tem margens muito baixas e um custo muito caro para crescer”. Você confere a conversa na íntegra aqui.
Outro fator que beneficia as ações BHIA3 e outros papéis mais cíclicos e ligados ao consumo — como é o caso de varejistas como o Magazine Luiza — hoje é o alívio na curva de juros futuros (DIs) e a melhora do apetite ao risco dos investidores domésticos.
Além disso, na avaliação de Pedroso, existe um movimento de short squeeze em curso com as ações das grandes varejistas.
Basicamente, o short squeeze acontece quando investidores com posições vendidas (short) desfazem suas apostas na queda do papel e recompram a ação para cobrir a posição, consequentemente elevando ainda mais os preços.
“Houve um processo de venda muito grande nesses ativos, muitos gestores estavam vendidos e apostando na queda dessas empresas, dado todo o cenário difícil para o setor e o avanço da concorrência de fora, como o Mercado Livre e a Amazon”, afirmou o sócio da Criteria.
“Devido à quantidade de apostas short nesses papéis, quando acontece um movimento de alta mais forte nas ações, há uma corrida para fechar essas posições vendidas para evitar que o papel exploda”, acrescentou.
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