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Apesar do tom mais positivo hoje, no acumulado do ano, a companhia ainda acumula forte desvalorização na bolsa
As ações da Oncoclínicas (ONCO3) chamaram a atenção dos investidores na tarde desta sexta-feira (4) com uma forte disparada na bolsa brasileira.
Os papéis encerraram o pregão em alta de 11,67%, cotados a R$ 5,07. Na máxima do dia, os ativos chegaram a ser negociados a 5,16.
Apesar do tom mais positivo hoje, no acumulado do ano, a companhia ainda acumula forte desvalorização na bolsa. Desde janeiro, as perdas superam a marca dos 60%.
Até o momento, não há nenhuma razão aparente que justifique o desempenho forte das ações ONCO3 hoje.
No entanto, a alta ganhou impulso por volta das 14h30, algumas horas após novos rumores de tentativas do empresário Nelson Tanure de ampliar sua influência na Oncoclínicas.
Segundo o colunista Lauro Jardim, d’O Globo, após a empresa recusar uma suposta oferta de compra de Tanure, o bilionário agora tenta adquirir as dívidas da empresa ao lado de instituições financeiras para “pressionar o fundador e CEO Bruno Ferrari a ir à mesa de negociação”.
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A expectativa é que eventualmente ocorra uma combinação de negócios da Oncoclínicas com a parte de oncologia das redes Ímpar e Americas.
A Ímpar é uma joint venture entre a Dasa e a Amil criada em junho. Já a Americas é uma das empresas brasileiras do grupo United Health — dono da Amil — que também atua no segmento de serviços hospitalares.
A combinação de negócios com a Oncoclínicas não seria uma fusão, mas aconteceria por meio de um aporte das áreas de oncologia da Ímpar e da Americas na companhia comandada por Ferrari.
De acordo com o jornal, a potencial união, no entanto, só aconteceria após a aprovação do casamento entre Dasa e Amil pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
É importante destacar que, no fim de setembro, a Oncoclínicas (ONCO3) negou que tenha recebido qualquer proposta de fusão por parte da Alliança, empresa de Tanure.
*Com informações do Globo e do Money Times.
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