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Em Nova York, as bolsas operaram em alta — com o S&P 500 renovando máxima intradia logo depois da abertura
A maré não estava para peixe para os investidores brasileiros. Enquanto Nova York operou em alta, o Ibovespa naufragou, perdendo os 130 mil pontos, e o dólar à vista encostou nos R$ 5,60.
O principal índice da bolsa brasileira acabou fechando o dia com queda de 1,18%, aos 129.962,06 pontos. Na mínima do dia, o Ibovespa mergulhou nos 129.718,95 pontos. No mercado de câmbio, o dólar à vista avançou 0,98%, a R$ 5,5871, depois de atingir o pico da sessão em R$ 5,5988.
A divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) não ajudou: em setembro, o indicador passou de deflação de 0,02% para inflação de 0,44%, ficando praticamente em linha com as projeções. O Seu Dinheiro repercutiu o IPCA no detalhe e você por conferir aqui.
O que pesou mesmo tanto no Ibovespa como no dólar foi o exterior. O desempenho negativo das commodities em um ambiente de incertezas quanto à demanda pelas matérias-primas já fez as ações de Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) recuarem mais de 1% na manhã de hoje (09).
Os preços do petróleo renovaram mínimas mais cedo em Londres e Nova York, com perdas superiores a 2%. Traders repercutem falas do vice-primeiro-ministro da Rússia, Alexander Novak, que teria afirmado que ainda não houve decisão sobre elevação da produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) em dezembro.
Do lado do minério de ferro, a frustração com a continuidade do anúncio de medidas de incentivo à economia chinesa vem derrubando os preços — ontem a commodity caiu 5% em Cingapura e hoje o metal voltou a recuar na Ásia (-3,6% em Dalian).
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Esse cenário, no entanto, pode se reverter depois que o Ministério de Finanças da China convocou uma entrevista coletiva para o próximo sábado (12), alimentando esperanças de que Pequim esteja preparando estímulos fiscais mais fortes para impulsionar a segunda maior economia do mundo.
Em Nova York, a maré esteve mais favorável aos ativos de risco, com as principais bolsas norte-americanas operando no azul — o S&P 500 renovou máxima logo após a abertura, enquanto o Dow Jones avançou 400 pontos.
Lá, os investidores esperavam a ata do Fed, que não alterou muito o curso das bolsas em Wall Street. O documento que os membros do comitê de política monetária (Fomc, na sigla em inglês) concordaram em reduzir os juros em setembro, mas não tinham certeza de quão agressivo seria o corte. Confira a ata do Fed de setembro.
Na ocasião, eles optaram por um movimento de 50 pontos-base (bp) em um esforço para equilibrar a confiança na inflação rumo a meta de 2% com as preocupações sobre o mercado de trabalho.
O resumo da reunião trouxe aos motivos pelos quais os membros do Fomc decidiram aprovar um corte tão expressivo — o primeiro em mais de quatro anos — e mostrou uma divisão com relação às perspectivas econômicas.
Vale lembrar que desde a decisão de setembro, os indicadores econômicos mostraram que o mercado de trabalho norte-americano está mais forte do que as autoridades, em sua maioria, esperavam. O Seu Dinheiro contou tudo sobre o payroll de setembro e você pode conferir aqui.
Antes da abertura de Wall Street, no entanto, os yields (rendimentos) dos títulos do Tesouro dos EUA ampliaram a alta, em meio a declarações da presidente do Fed de Dallas, Lorie Logan.
Ela disse que há risco de a inflação estagnar acima de 2% e que os dirigentes do BC norte-americano não devem acelerar a flexibilização monetária.
Depois da ata do Fed, os investidores aguardam sinais do índice de preços ao consumidor norte-americano (CPI), que sai amanhã.
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O principal índice de ações da B3 encerrou o dia em alta de 2,01%, a 192.201,16 pontos. O dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1029, com queda de 1,01%, enquanto os futuros do petróleo tiveram as maiores quedas percentuais desde a pandemia
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