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Além de recomendar a compra, os analistas elevaram o preço-alvo dos papéis de R$ 14,00 para R$ 17,50, o que representa um potencial de alta de 16,9%
A melhora notável nos resultados do Bradesco (BBDC4) no segundo trimestre deste ano deixou a impressão no mercado de que a pior fase do banco ficou para trás. De fato, as ações acumulam uma alta de mais de 25% desde então na B3.
O balanço melhor que o esperado também levou a uma de revisões das recomendações dos analistas, incluindo os do rival Itaú BBA. Agora foi a vez do Goldman Sachs "se render" e elevar a recomendação para os papéis de neutra para compra.
"Acreditamos que o banco está no caminho para entregar um ROE (rentabilidade) pelo menos em linha com o custo de capital nos próximos trimestres", escreveram os analistas.
A expectativa do Goldman é que o Bradesco comece a acelerar a concessão de crédito após arrumar a casa. Desse modo, os próximos resultados devem se beneficiar da expansão da margem financeira, ao mesmo tempo em que a qualidade dos ativos deve melhorar, com a tendência de queda da inadimplência.
Mesmo com o rali dos últimos dias, as ações do Bradesco ainda estão atrás dos concorrentes no acumulado do ano, de acordo com o Goldman. Além disso, ainda negociam abaixo do valor patrimonial, outro indicador que sinaliza espaço para valorização.
Além de recomendar a compra, os analistas elevaram o preço-alvo dos papéis de R$ 14,00 para R$ 17,50. Ou seja, o valor representa um potencial de alta de 16,9% com base nas cotações da última sexta-feira (R$ 14,97).
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Entre os riscos para o Bradesco, os analistas destacam o aumento da competição, em particular das fintechs. Além disso, eles apontam que o nível relativamente baixo de capital pode levar o banco a limitar o pagamento de dividendos, caso a lucratividade não se recupere como esperado.
Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental
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