IRB Brasil (IRBR3) dispara 30% na bolsa com lucro triplicado; BTG vê riscos se dissiparem e passa a recomendar compra
Resseguradora entrega resultado positivo mesmo com provisões e aumento da sinistralidade decorrente de enchentes no Rio Grande do Sul

O mercado se empolgou com o balanço do IRB Brasil, relativo aos resultados do segundo trimestre de 2024. A ação registrou a maior alta do dia na bolsa, subindo 30% e cotada a R$ 42,39.
O otimismo se deve ao bom resultado apresentado entre abril e junho, mesmo em condições para lá de adversas.
Apesar de um aumento de R$ 257 milhões nos custos decorrentes de sinistros adicionais das enchentes do Rio Grande do Sul, além de R$ 107 milhões provisionados para futuros sinistros, a resseguradora reportou lucro líquido de R$ 65 milhões.
O resultado, apesar de representar uma queda de 17% em relação ao trimestre anterior, mostra resiliência perante a tragédia, o que foi interpretado como positivo. Já na comparação anual com o 2T23, a alta é de 224%.
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Prova do bom desempenho é a queda do índice de sinistralidade, que ficou em 65%, ante 73% no ano anterior, mesmo com o impacto das enchentes.
O resultado financeiro subiu 85% na base anual, indo de R$ 83 milhões para R$ 153 milhões e 15% na base trimestral, já que de janeiro a março foi de R$ 130 milhões.
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Já o resultado patrimonial caiu 1,2%, de R$ 12,9 para 12,7 milhões, mas subiu 6,5% em relação ao trimestre anterior.
Na avaliação do BTG Pactual, o segundo trimestre representou uma “redução de risco massiva” para o case de IRB. Nesta lógica, o banco elevou sua recomendação de “neutra” para “compra”, mirando o preço-alvo de R$ 40 por ação, que já foi superado diante da alta estrondosa de hoje.
O BTG também entende que a então queda acumulada de IRB no ano (26% até o pregão de hoje), foi muito acentuada em relação a seus principais pares, o que criou uma assimetria que favorece a valorização da empresa.
Com a pressão da curva de juros no Brasil, ainda existe a expectativa de que a resseguradora tenha um resultado financeiro melhor do que o projetado nos próximos semestres, dado o potencial de alta da taxa Selic.
A resiliência do IRB e a recomendação de compra pelo BTG Pactual parecem indicar que o IRB parece finalmente posicionado para deixar no passado a crise iniciada em 2020, quando a gestora Squadra lançou luz sobre as graves inconsistências contábeis no balanço da resseguradora.
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