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Pelas regras da bolsa, empresas em recuperação judicial como a Gol não podem fazer parte dos índices de ações como o Ibovespa
Em queda livre na bolsa desde a divulgação das primeiras notícias sobre o pedido de recuperação judicial, as ações da Gol (GOLL4) sofreram o maior baque nesta segunda-feira, quando desabaram impressionantes 33,61%.
A explicação para o movimento veio após o fechamento do pregão, quando a B3 informou a exclusão dos papéis da empresa aérea de todos os índices, incluindo o Ibovespa.
Pelas regras da bolsa, companhias em recuperação judicial não podem fazer parte dos índices de ações. No caso da Gol havia uma área cinzenta, já que o pedido ocorreu nos Estados Unidos, mas a B3 decidiu pela aplicação da regra.
A saída dos índices da B3, principalmente o Ibovespa, provoca uma pressão vendedora natural sobre ações. Isso porque vários fundos têm como política replicar o desempenho do indicador.
E o último pregão da Gol no Ibovespa promete ser uma repetição do anterior. Por volta das 10h50, as ações GOLL4 despencavam 31,04%, a R$ 2,71.*
As ações da Gol estavam presentes em dez índices da B3: IBOV, IBRA, IBXX, ICO2, IDVR, IGCT, IGCX, ITAG, IVBX e SMLL.
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A bolsa vai excluir os papéis ao preço de fechamento após o encerramento do pregão regular desta terça-feira (30). A participação da companhia será redistribuída proporcionalmente às demais ações que compõem os índices, ainda de acordo com a B3.
Vale destacar que a GOLL4 segue negociada normalmente, mas passa a ser listada na bolsa sob o título de “Outras Condições”. Assim, a vai se juntar a outras companhias na mesma situação, como a Americanas (AMER3).
Após a queda violenta no pregão de ontem, o valor de mercado da Gol passou a R$ 1,65 bilhão. A empresa encerrou o ano com dívidas da ordem de R$ 20 bilhões.

*Matéria atualizada para incluir as cotações das ações nesta terça-feira
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