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A divulgação dos resultados financeiros do segundo trimestre fez vencedores no pregão desta quarta-feira (14), mas também deixou um rastro negativo para que não teve um bom desempenho neste período; confira o balanço do dia
Em um dia no qual o Ibovespa ‘roçou’ sua máxima histórica e alcançou a cotação mais alta do ano, alcançando 133.383 pontos, a Cemig (CMIG4) foi o grande destaque do dia, fechando em R$ 13,73, com alta de 7,8%.
A XP (XPBR34) também performou bem, subindo 6,5%, impulsionada por um balanço que indicou uma recuperação, especialmente na captação de recursos.
Já os destaques negativos do dia foram a Oncoclínicas (ONCO3), que até apresentou melhorias em termos de margens e receitas, mas viu as dívidas e o descontrole financeiro pesarem e registrou queda de 13%, e a Localiza (RENT3), prejudicada pela depreciação dos veículos, que caiu 17%.
Por fim, quem viveu uma gangorra foi o Nubank (ROXO34): depois de mais do que dobrar o lucro, mas aumentar as provisões contra a inadimplência, o banco digital abriu em queda de 7,6%, mas se recuperou ao longo do dia e estagnou as perdas.
A Cemig (CMIG4) se destacou com um lucro líquido de R$ 1,69 bilhão, 35% acima do ano anterior e 77% acima das expectativas do BTG Pactual.
Além disso, a empresa apresentou resultados operacionais fortes, aumentando a distribuição de energia e controlando custos.
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Como se não bastasse, anunciou um dividendo extraordinário de R$ 1,4 bilhão e, segundo o BTG, pode remunerar o acionista em até R$ 4,47 bilhões no ano, o que implicaria em um yield de 14%.
A XP (XPBR34) também surpreendeu, registrando lucro líquido de R$ 1,12 bilhão, 14,5% acima do registrado em 2023 e 3,5% acima do projetado pelo BTG Pactual.
O Net New Money (entrada líquida de recursos) chegou a R$ 24 bilhões, aumento de 84% em relação ao trimestre anterior, o que aponta para uma possível recuperação.
O Ebtida subiu 39,5%, mas não conseguiu repassar toda a alta para o resultado final em função da alta do custo com impostos.
O desempenho da Oncoclínicas nesta quarta-feira (14) não é por acaso. O lucro líquido da empresa foi de R$ 19,6 milhões no segundo trimestre, 45% menor do que no ano passado.
Apesar de registrar receita e Ebtida maiores, o que pesou foi o custo financeiro: aumentou 53%, de R$ 117 para R$ 179 milhões. O endividamento também subiu, de R$ 4,2 bilhões para R$ 4,7 bilhões.
O BTG Pactual rebaixou para neutra a recomendação para a ação. Embora reconheça os fundamentos da companhia, o banco entende que as incertezas sobre o fluxo de caixa e a alavancagem da companhia são um risco.
“Apesar de pequenas melhorias (como aceleração do crescimento da receita e margens mais altas), acreditamos que os resultados reforçam as preocupações que temos sobre ONCO3: geração de caixa evasiva, disciplina de capital frágil e incapacidade de desalavancar”, sintetizou em relatório.
Quem também desabou hoje foi a Localiza (RENT3). A locadora registrou prejuízo de R$ 570 milhões entre abril e junho deste ano, perda seis vezes maior do que no mesmo período do ano passado.
O principal vilão foi a depreciação, puxada pela queda do preço dos seminovos no segundo trimestre e pela entrada massiva de carros elétricos chineses no mercado nacional.
O Nubank flertou com as perdas hoje: pela manhã, o BDR ROXO34 chegou a cair 7,5%, mas se recuperou ao longo do dia e fechou com queda mais suave, de 1,14%.
O banco digital surpreendeu com um lucro de US$ 487 milhões, alta de 116% em relação ao ano anterior — e um ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) de 28%, superior até mesmo ao do Itaú (22%).
O que pesou foi o aumento da inadimplência e das provisões contra calotes, acendendo um alerta sobre a qualidade do crédito oferecido pela fintech.
Após o balanço, o Goldman Sachs manteve a recomendação de compra e o preço-alvo de US$ 17 para a ação NU, negociada em Nova York. Além disso, o banco elevou a estimativa de lucro em 2024 para US$ 2 bilhões e de 2025 para US$ 3,4 bilhões.
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