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Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

RECOMENDAÇÃO DE COMPRA

Estes dois fatores podem fazer com que as ações da Tenda (TEND3) saltem mais de 60% na bolsa, na visão do BTG Pactual

O banco de investimentos reiterou hoje a recomendação de compra para a Tenda, que é sua favorita entre as construtoras de baixa renda listadas na bolsa brasileira

Larissa Vitória
Larissa Vitória
16 de setembro de 2024
14:39 - atualizado às 14:40
Foto de um prédio ao lado de uma caixa d'água com o logo da Tenda (TEND3)
Edifício da Tenda - Imagem: Divulgação

Quem olhar para o índice imobiliário da B3 nesta segunda-feira (16) verá que o grande destaque do dia é a Tenda. Por volta das 14h35, as ações TEND3 lideravam as altas do setor com ganhos de 4,5%, cotadas em R$ 4,20. E, na visão do BTG Pactual, esse é apenas o começo da escalada dos papéis.

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O banco de investimentos reiterou hoje a recomendação de compra para a Tenda, que é sua favorita entre as construtoras de baixa renda listadas na bolsa brasileira. Além disso, os analistas introduziram um novo preço-alvo para os papéis nos próximos 12 meses, de R$ 22.

A cifra representa um potencial de alta de 62% em relação ao fechamos das ações no pregão anterior à publicação do relatório. E a estimativa é sustentada por dois fatores, que, ainda na visão do BTG, não estão contabilizados nas previsões para as finanças da companhia e precificados nas ações.

Como o programa habitacional de São Paulo pode impulsionar as ações da Tenda (TEND3)

O primeiro deles é o Pode Entrar, programa habitacional lançado pela prefeitura de São Paulo no ano passado.

A companhia foi contemplada, inicialmente, com três projetos. Mas, por enquanto, apenas uma parte dos empreendimentos foi contratada. O restante ainda depende da finalização de trâmites burocráticos.

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O BTG relembra que, há duas semanas, o governo autorizou uma linha de crédito de R$ 1 bilhão para o programa via Caixa Econômica Federal. Com isso, os analistas esperam que os projetos aguardando recursos sejam aprovados em breve.

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Na visão do banco, a Tenda pode ser "muito beneficiada", já que tem R$ 530 milhões em projetos liberados e outros R$ 150 milhões "na fila de espera".

Vale relembrar que a própria companhia deixou os empreendimentos ainda não contratados de fora do guidance divulgado no início deste ano. Portanto, segundo afirmou o diretor financeiro e de relações com investidores Luiz Garcia em entrevista ao Seu Dinheiro, essa é uma das alavancas de crescimento para as projeções financeiras.

Esforços pós-enchentes no Rio Grande do Sul também representam avenida de crescimento

Além do Pode Entrar em São Paulo, outro programa habitacional regional também deve incrementar os resultados da construtora. A Alea, marca de casas pré-fabricadas lançada pela Tenda em 2021, inscreveu 1,5 mil casas para uma iniciativa no Rio Grande do Sul.

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O Estado busca construir novas moradias após as enchentes que devastaram a região entre abril e maio deste ano. Mais de 420 mil pessoas ficaram desalojadas na ocasião, que ficou marcada como a maior catástrofe climática da história do RS.

Se os projetos submetidos pela Alea forem aprovados, as casas podem valer até R$ 300 milhões. Além disso, possibilitarão à marca cumprir os planos de lançar de 4,5 mil a 5,5 mil casas em 2025.

O objetivo por trás dessa meta é ganhar escala para melhorar a rentabilidade do negócio, um ponto que ainda preocupa os investidores e, se atenuado, deve reduzir os riscos para a tese.

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